IV - Mercúrio

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Bati o interfone, olhando para baixo mais uma vez para verificar minha roupa. Deixei os dois botões de cima abertos, passando mais uma vez as mãos pelos cabelos. Em casa borrifei perfume perfume, fiz a barba mesmo sem ter quase nada, até cortei as unha, tudo porque talvez Nick me assustasse e porque Natasha é a garota mais perfeita que eu já coloquei os olhos. Respirei fundo para me acalmar e olhei ao redor. A casa de Natasha era a única que tinha aqueles enormes portões implacáveis. O Sr. Fury a mantinha presa?

E Deus do céu, ele só podia ser alguma espécie de traficante para ter uma casa desse jeito, meu Deus! Quando deixei-a aqui a casa estava escura e só pude ver o jardim claramente, e agora a mansão estava totalmente iluminada. A imensidão e majestosidade dessa casa só me deixou mais nervoso ainda.

O terreno era enorme, isso eu já tinha notado. Uma escadaria branca muito pouco inclinada que era mais como um se estendia pelo jardim cheio de árvores e estátuas. Lá em cima podia-se ver a casa implacávelmente maravilhosa, tendo uma vista de uma garagem com carros e um pedaço da piscina. O muro ao redor era alto e com folhas, já a frente tinha grades de ferro preto.

Meus devaneios foram interrompidos por Natasha, que chegou até o portão enquanto eu estava distraído. Eu literalmente comecei a produzir saliva exacerbadamente quando a vi, não consegui evitar. Vi primeiro seu rosto sem maquiagem, apenas os lábios sorridentes com minha expressão de surpresa pintados de vinho.

Desci os olhos, vendo sua blusa preta tomara que caia perfeita em seu corpo. Ela usava também um short soltinho preto com rosas vermelhas por todo o pano, e sapatilhas. Ela abriu o portão e eu não consegui me mover.

- Eu... você está... - balbuciei, encarando Natasha sorrir. - está...

- Linda? - sugeriu, me fazendo acordar e sorrir com ela.

- Maravilhosa. - seus olhos desceram para os pés e ela corou violentamente, abrindo ainda mais meu sorriso. Natasha não me engana. Eu já sabia que ela se faz de durona mas na verdade ela é uma garota doce que ama elogios.

Ela me deu passagem e finalmente me mexi.

- Você não está mal. - disse, retomando seu humor irônico. Quando ela chegou perto de mim achei que ia morrer.

- Obrigado. - murmurei, andando ao lado dela.

- Posso pedir uma coisa? - disse, segurando meu braço arrepiei com seu toque e me senti nas nuvens. Ela pareceu meio atordoada por ter me tocado, mas continuou séria.

- Claro. - eu disse.

- Pode fingir que me conhece a mais tempo? Cheguei aqui a um mês e meio... Pode dizer que nos conhecemos a um mês?

- Nat... Sou péssimo com mentiras. - eu respondi, coçando a nuca.

- Por favorrrrr. - disse, fazendo um biquinho. - Deixa comigo.

- Tudo bem. - eu disse e ela bateu palmas, momentaneamente animada.

- Certo... - ela me puxou para andar pelo jardim.

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