Capítulo quarenta e seis

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Perigo. 🔫

Hoje era o dia de saber o sexo da minha cria, eu e Naiara não poderíamos estar mais ansiosos. Papo reto cara, eu esperei por isso a minha vida inteira! É realmente um sonho de moleque sendo realizado. Minha ficha nem caiu ainda!

Naiara balançava a perna impaciente, eu apenas mexia no seu cabelo. Desviei minha atenção quando a enfermeira chamou pelo nome dela.

Naiara: Vamos. - Ela sorriu para mim e eu segurei em sua mão.

Perigo: Finalmente né.

Naiara: Se eu ficasse mais cinco minutos alí eu teria um infarto. - Balancei a cabeça negativamente.

Perigo: Surtada.

Entramos na sala e o doutor conversou umas paradas com a Naiara que eu não entendi absolutamente nada. Só comecei a entender quando ele disse para eu ajuda-la a não se estressar, se alimentar direito, não pegar peso, etc.

Doutor Fernando: Vamos ver o sexo desse bebê, Nai.

Perigo: Nai? Qual foi dessa intimidade? - Perguntei puto e Naiara me beliscou.

Naiara: O Doutor Fernando é um antigo amigo da minha família, amor.

Doutor Fernando: Fica tranquilo Perigo, eu vi a Naiara nascer! Gosto muito dessa menina de ouro. - Naiara sorriu abertamente.

Perigo: Hum. - Eu disse cortando assunto.

Para mim não existe essa que viu crescer não, na hora de pensar com a cabeça de baixo ninguém é amigo de ninguém não e foda-se. Mas eu preferi me calar e não estragar o momento.

Sorri ao ver que a barriga dela já tinha crescido mais do que da última vez que eu olhei. Ele passou o gel sobre toda a atenção da barriga dela e logo depois o espalhou com um aparelho.

O coração da minha cria ecoou naquele local e eu entrei em estado de choque, não conseguia nem me mover. Como é possível ser tão pequenino assim? Um fruto meu e da Naiara! Que coisa perfeita, inexplicável!

Naiara me olhou emocionada e eu beijei sua testa.

Perigo: Qual foi doutor, já tá dando para ver o sexo? - Perguntei para ele que olhava fixamente para a tela do aparelho.

Doutor: Sim! - Pausou. - É um menino, papais. Parabéns!

Meu coração bateu mais forte e eu senti meus olhos arderem no mesmo instante.

Perigo: Puta que pariu! Eu não tô acreditando nisso... - Passei a mão no rosto e sorri abertamente.

Naiara: Como sua mãe sonhou, meu bem. - Eu sorri abertamente e beijei seus lábios.

Perigo: Nosso moleque. - Ela assentiu rindo.

Doutor Fernando: Parabéns! Sei que vocês serão ótimos pais. - Eu apertei sua mão. - Naiara, agende as suas próximas consultas na recepção!

Naiara concordou e nós saímos da sala. Eu estava em êxtase, não sabia nem exatamente o que eu estava sentindo. Sei lá, uma sensação de alegria e ao mesmo tempo ansiedade para ter meu filho logo nos braços.

Nunca pensei que um dia isso iria se realizar, eu tendo meu primeiro filho homem!

Naiara: Diego, tu tá bem? - Ela perguntou sorrindo e eu assenti. - Tá em transe desde que saímos da clínica.

Perigo: Não to acreditando que vou ter um filho Naiara... - Murmurei. - Tem noção que é o maior sonho da minha vida?

Naiara: Quando eu escuto essa frase da sua boca só me dá mais certeza de que eu escolhi a pessoa certa para construir uma família. - Beijei sua mão e voltei a dirigir.

Perigo: O primeiro de muitos. - Eu disse e ela arregalou os olhos.

Naiara: Ok... Agora você me assustou. - Gargalhei.

Perigo: Relaxa nega!

Estacionei em frente a casa da minha mãe e ajudei a Naiara a sair do carro.

Naiara: Ah, antes que eu me esqueça... - Ela disse pegando o presente da minha mãe.

Ela tinha comprado uma caneca escrito para a melhor vó do mundo. Minha mãe vai ficar doidinha, já to até vendo o quanto ela vai mimar nosso garoto.

Entrei dentro do quintal e minha mãe estendia roupa. Abracei ela por trás e dei um beijo no seu rosto.

Eliane: Oi meu filho! - Ela virou e arregalou os olhos quando viu a Naiara.

Naiara: Que saudades tia... - Ela disse e abraçou minha mãe apertado. Sorri vendo aquele momento.

Eliane: Como você tá linda, minha filha! Só Deus sabe o quanto eu orei pedindo proteção para você.

Naiara: E eu agradeço muito por isso!

Perigo: Ih sem chororô, tá de marola? - Minha mãe me encarou feio.

Eliane: Quem te chamou na conversa, Diego Henrique?

Naiara: Tenho um presente para você! - Minha mãe sorriu e ela entregou o embrulho.

Depois dela abrir, pude ver o brilho nos olhos da dona Eliane! Não deu outra, ficou toda emocionada.

Eliane: Vocês querem me matar né? - Ela riu secando as lágrimas.

Perigo: É um menino mãe... - Murmurei e a abracei.

Naquele momento não consegui conter as lágrimas. Minha mãe me apertou contra os seus braços e beijou minha cabeça. Naiara nos olhava com os olhos brilhando e sorrindo abertamente.

Eliane: Eu sempre soube! - Minha mãe disse. - Sonhei com o meu neto!

Naiara: Estou de cinco meses. - Naiara sorriu. - Passou tão rápido, eu jurava que ainda estava com três...

Eliane: Eu sei que você não curtiu muito essa gravidez até agora mas nós vamos fazer de tudo para a partir de agora ser só alegria para você. - Naiara assentiu. - Eu prometo isso e o Diego também.

Perigo: Pode crer!

Naiara: Obrigada gente. - Ela sorriu tímida.

Meu irmão nos encarava boladão no sofá. Sorri de lado e caminhei até ele que na mesma hora fez bico. Menor abusadão mesmo.

Perigo: Tá com essa cara pq moleque?

Pietro: Tu nem vem mais jogar futebol comigo. Não sou teu irmão mais não.

Perigo: Eu passei por coisas muito difíceis, meu moleque, mas eu te prometo que a partir de hoje tudo vai voltar a ser como antes já é? - Ele sorriu de lado e bateu na minha mão.

Pietro: Já é cuzão! - Ele disse e no mesmo momento minha mãe deu um tapa na cabeça dele. - Ai mãe!

Renata: Ai mãe uma vírgula, já falei mil vezes que não quero você falando palavrão. Você só tem 5 anos.

Naiara: Vocês são uma graça. - Ela balançou a cabeça rindo. - Amor, tô cansada, me leva em casa?

Perigo: Levo pô.

Nos despedimos da minha mãe e eu arrastei a moto para casa da Naiara. Estacionei e ajudei ela a sair da moto.

Perigo: Vou passar a andar com o carro! Tua gravidez é de risco, não pode ficar andando de moto não. - Ela sorriu me olhando. - Que foi?

Naiara: Tô achando a coisa mais linda a sua preocupação.

Perigo: Ham, para de boiolice. - Ela riu e eu apenas fiquei admirando ela. Coisa mais linda a minha mina, papo reto!

Naiara: Tchau! - Ela sussurrou.

Perigo: E o meu beijo? - Perguntei e ela selou nossos lábios.

Naiara: Te amo! - Eu sorri e acariciei sua barriga.

Perigo: Também te amo, minha morena.

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