Confusão de sentimentos

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Magnus Bane Point of view

Hoje meu dia havia sido mais agitado do que nunca. Eu estava tão cansado que poderia desabar em qualquer lugar. Ter dois trabalhos não era fácil. Depois de um dia corrido na loja e de boa parte da noite no Hunter's Moon, cheguei em casa por volta de 1h37 da madrugada.

Quando cheguei, fui diretamente para o chuveiro. Liguei-o e deixei que a água escorresse pelo meu corpo. Fechei os olhos para relaxar e, em meus pensamentos, Alexander se fez presente. Eu o conhecia há um dia e já me via totalmente rendido pelo seu sorriso. Estava completamente hipnotizado por aquele par de olhos que pareciam o oceano, de tão azuis que eram.

Respirei fundo, e a imagem dele sem camisa fez meu corpo entrar em chamas. Droga! Como ele conseguia ficar tão sexy vestido de Papai Noel? Como aquilo era possível? A roupa ficou completamente justa em seu corpo escultural; a calça marcava suas coxas grossas e sua gigantesca bunda. Sua bunda? Meu Deus, confesso que passei a tarde inteira olhando para ela...

Se controla, Magnus!

Admito que nunca havia visto alguém com tamanha beleza. Depois que o vi sem camisa, fiquei com vontade de colocá-lo contra a parede e agarrá-lo ali mesmo. Eu estava tentando me controlar perto dele, mas isso estava sendo totalmente em vão, já que ele exibia seu charme sem pudor algum.

Um sorriso involuntário se formou em meus lábios quando me lembrei de que, daqui a algumas horas, iríamos sair para comer churros. Passei mais alguns minutos processando tudo o que havia acontecido naquele dia e, em seguida, caí na cama como uma estátua.

Acordei com o meu pai me cutucando.

— Mags? — a voz dele chamou, suave, porém firme.

— Hum? — murmurei, sem sequer abrir os olhos.

— Já são 6h30. Temos que estar na loja em meia hora.

— Só mais cinco minutos... — resmunguei, afundando ainda mais no colchão.

— Acho que vamos ter que voltar à época em que você tinha dez anos — disse ele, com um tom claramente suspeito.

Sua voz parecia distante, como se viesse de outro mundo. De repente, senti suas mãos sobre meu corpo. Foi o suficiente. Saltei da cama aos pulos, gargalhando, quando ele começou a fazer cócegas na minha barriga.

— Paiiii... — reclamei entre risadas — ok, eu me rendo!

— É bom mesmo — respondeu, rindo —, senão eu começo tudo de novo. Te espero na cozinha em dez minutos.

Há muito tempo eu não via meu pai tão feliz quanto estava naquela manhã, e isso fez meu peito transbordar de alegria. Levantei-me rapidamente e segui para o banheiro, cuidando da minha higiene matinal. Em seguida, vesti algo simples: optei por uma calça escura e uma camisa cor de vinho. Por último, coloquei a jaqueta de couro e peguei a mochila que repousava sobre a pequena cômoda.

Segui em direção à cozinha, onde encontrei meu pai retirando as panquecas da frigideira, o aroma quente preenchendo o ambiente e tornando a manhã ainda mais acolhedora.

— Bom dia, papai — cumprimentei ao entrar na cozinha.

— Bom dia, Mags. Panqueca? — perguntou, erguendo o prato com um sorriso orgulhoso.

— Sim — respondi, sentando-me à mesa. — Faz tempo que o senhor não faz panquecas. Eu já estava com saudade de comê-las.

— Nem faz tanto tempo assim... — disse ele. Eu o encarei em silêncio, e ele acabou cedendo com um sorriso rendido. — Está bem, faz sim. Prometo que vou fazer mais vezes.

The Prince (MALEC)Onde histórias criam vida. Descubra agora