Alec Lightwood Point of view
— Ficar perto de você me deixa louco — confessou. — E ficar longe de você me deixa ainda mais louco, Alexander. Eu não sei lidar com esse impulso.
— Então não fique — sussurrei. — Quero dizer... não fique longe de mim.
Naquela altura meu coração estava batendo lentamente.
— Eu não posso fazer isso... Meu Deus! — disse ele, afastando-se bruscamente e virando de costas.
— Você é confuso, Magnus — falei, frustrado.
— E você é arrogante, Alexander!
Revirei os olhos, perdendo a paciência.
— Cala a boca, Bane. Você é confuso, sim.
Magnus, que até então mantinha as costas viradas, girou de repente. Seus olhos âmbar brilharam com algo indomável.
— Quer saber de uma coisa? — disse, avançando em minha direção. — Que se foda.
Num movimento rápido, ele colou meu corpo à parede e tomou meus lábios em um beijo feroz, intenso, como se tudo o que vinha sendo contido finalmente tivesse rompido. Um arrepio percorreu meu corpo inteiro, e por um instante o mundo pareceu desaparecer ao nosso redor.
Senti minhas costas se chocarem contra a parede fria. O concreto gelado atravessou o tecido fino da camisa que eu usava, fazendo meu corpo estremecer involuntariamente. Seus lábios macios encontraram os meus, e nos primeiros segundos hesitei, surpreso pela força daquele gesto.
Então senti sua língua ousada invadir minha boca, carregada de desejo, desfazendo qualquer resistência que ainda restava em mim. Meu corpo respondeu antes mesmo que minha mente pudesse organizar um pensamento coerente, rendendo-se por completo àquele contato tão esperado quanto temido.
Ele deslizou a língua pelos meus lábios, pedindo passagem, e eu cedi quase de imediato. Nossas bocas se encontraram em um ritmo intenso, como se travassem uma dança silenciosa, cheia de urgência. Por ser alguns centímetros mais alto, senti uma de suas mãos subir até meus cabelos, enquanto a outra me mantinha preso a ele, diminuindo ainda mais o espaço entre nossos corpos.
O gesto fez meu coração disparar. Beijá-lo era arrebatador. Havia algo viciante naquele contato, no calor de sua boca, no contraste suave de sabores que tornavam tudo ainda mais inebriante. Não queria enlouquecer sozinho; mordi de leve seu lábio inferior, arrancando dele um suspiro contido que se misturou ao beijo.
Continuamos assim por mais alguns instantes, perdidos um no outro, até que ele segurou meus cabelos com firmeza, como se precisasse se afastar antes que fosse longe demais.
Eu o encarei, frustrado, quando nossas bocas finalmente se separaram.
— Desculpa... isso jamais deveria ter acontecido — ele murmurou, ainda tão perto que suas palavras roçaram meus lábios.
— Não se desculpe — sussurrei em resposta.
— Não, Alexander... isso não deveria ter acontecido — insistiu, a voz falhando.
Olhei para ele completamente incrédulo.
— Certo... você é fofo, lindo e bastante simpático. E, normalmente, é exatamente o meu tipo, mas...
— Mas você me beijou, Magnus — interrompi, com calma. — E eu gostei.
Levei os dedos até seus cabelos escuros, afastando algumas mechas que caíam sobre sua testa. Ele fechou os olhos por um breve instante ao toque.
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The Prince (MALEC)
RomanceDuas realidades diferentes. De um lado temos um jovem humilde que trabalha ajudando seu pai na loja de brinquedos da família, do outro um príncipe confuso que está prestes a assumir o trono. Duas pessoas ligadas ao mesmo destino, o tipo de história...
