Acaso ou destino?

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Alec Lightwood Point of view

Depois de um dia cheio de "emoções", voltei para o hotel com a imagem daquele homem que havia esbarrado em mim ainda fresquinha na mente. Ao chegar ao quarto, coloquei a mochila sobre o pequeno sofá de couro e segui para o banheiro.

Diante do gigantesco espelho, fiquei me observando por alguns segundos e percebi que estava sorrindo feito um bobo, lembrando-me do motivo pelo qual minha camisa estava toda lambuzada de chocolate.

Quando vi aquele homem, senti uma necessidade irresistível de falar com ele. Antes que pudesse raciocinar, já estava me dirigindo em sua direção. Juro que, naquele momento, parecia não ter mais controle sobre minhas atitudes.

Aproximei-me, e ele se virou rapidamente, esbarrando em mim e sujando boa parte da minha blusa com o recheio de chocolate. Confesso que quis gargalhar diante de sua expressão desesperada.

Uma parte de mim implorava para que o encontrasse novamente, mas balancei a cabeça, afastando o pensamento. Retirei lentamente minhas roupas, coloquei uma música de fundo para relaxar e entrei na hidromassagem. Após trinta minutos de molho, saí da banheira, vesti um roupão branco e me retirei do banheiro.

Peguei meu notebook e a câmera fotográfica e sentei-me na cama, encostando as costas na cabeceira. Comecei a transferir as fotos que havia tirado naquela tarde para o computador. Depois de editar algumas, me deparei com a sequência de fotos do homem de olhos engatiados e fiquei analisando cada detalhe.

Naquelas imagens, ele sorria, com os olhos quase fechados, enquanto o senhor da barraquinha lhe entregava o churro. Era uma beleza única, digna de capa de revista. Eu poderia observá-lo por horas... se não tivesse acabado pegando no sono, é claro.

Acordei com batidas leves na porta. Olhei para o pequeno relógio ao meu lado: passava das 03:45 da madrugada. Outra batida, desta vez mais forte e alta, me fez gritar:

— Já vai!

Fui em direção à porta, e quando a abri, dei de cara com ninguém menos que o moreno de olhos engatiados.

Me belisquei uma, duas, três vezes, na esperança de que aquilo não fosse um sonho.

— Oi... desculpa, eu não tive a intenção de lhe acordar — disse ele. — Eu estava passando por aqui perto e resolvi dar uma passadinha para te ver.

Encarei o homem à minha frente. Ele estava com a mesma roupa que usava naquela tarde, e meu coração começou a disparar.

— Co-mo... como você descobriu onde estou hospedado? — perguntei, incrédulo, sentindo uma mistura de surpresa e excitação.

— Longa história. Acho melhor deixarmos para outra hora — respondeu, com um sorriso cafajeste. Antes que eu pudesse reagir, ele me empurrou para dentro do quarto e fechou a porta atrás de si.

— O que você está fazendo? — perguntei, ofegante, quando ele encostou meu corpo contra a parede.

— Bem... estou me desculpando pelo pequeno incidente de hoje à tarde — murmurou, com um brilho nos olhos que fez meu coração quase parar.

Quando ia abrir a boca pra lhe responder, ele tomou meus lábios e os beijou de forma ousada. Sua língua adentrou em minha boca de forma deliciosa, no início eu hesitei, mas logo retribui quando ele mordeu meu lábio inferior. Depois de alguns minutos nos beijando loucamente, eu criei forças e o empurrei.

— Para! — minha voz saiu quase em um sussurro.

Ele me olhou incrédulo.

— O que foi? Não gostou? — perguntou, fixando os olhos nos meus.

The Prince (MALEC)Onde histórias criam vida. Descubra agora