Alec Lightwood Point of view
Depois da discursão feia que tive com a Lydia no escritório da minha mãe fui correndo para o quarto e tranquei a porta na chave e me joguei sobre a cama ainda ao prantos. Eu me sentia tão péssimo, eu só queria gritar e quebrar as coisas que estavam ao meu redor. Eu precisava arrumar alguma coisa para clarear a mente, e tentar esquecer tudo que estava acontecendo nem que fosse por algumas horas. Ligar para o Magnus era uma boa opção? Com certeza não, eu havia dito que só ligaria para o mesmo quando assistisse o filme e assim eu o faria.
Peguei o notebook e meu celular e me retirei do quarto rapidamente, eu sabia que se permanece lá Maryse iria vim até aqui procurar saber o que havia acontecido e eu não podia falar toda a verdade sobre Lydia para ela. Eu havia lhe prometido, e apesar de tudo não iria quebrar a minha promessa. Andei por aqueles enormes corredores daquela imensa mansão ou castelo (como você quiser chamar), e tentei abrir a porta de uns cinco quartos e as mesmas estavam trancadas, quando iria tentar abrir a sexta porta ouvir a voz de alguém atrás de mim. Eu estava torcendo para que ninguém da minha família me visse rondando naqueles corredores.
- Alteza. – me virei e me deparei com a governanta Rosa parada em minha frente, e a mesma fez reverencia e sorriu.
- Rosa. – sorri e fui até a senhora de cabelos grisalhos e lhe abracei.
- Quando me contaram que o senhor voltou eu nem tinha acreditado. – sorriu amarelo ainda me abraçando.
- Rosa, já te pedi que me chame de Alec. Você praticamente me criou não tem pra que tanta formalidade. Com tanta coisa acontecendo, nem lhe procurei mil desculpas.
- Certo, Alec. –sorriu - Não precisa se desculpar. Precisa de alguma coisa?
- Por enquanto, não.
- Quando precisar é só falar. – ela falou simpática.
Olhei para a senhora em minha frente e para a porta em que eu tentava abrir que também estava trancada e falei:
- Na verdade, eu preciso sim. Algum desses quartos está com a porta destrancada? –arqueei uma das sobrancelhas perguntando.
- Não, senhor! O que aconteceu com o seu quarto? Novamente sujou de chocolate o chão inteiro? – perguntou de forma risonha.
Eu fiz uma careta antes de lhe responder.
- Dessa vez não, só preciso ficar em algum lugar onde ninguém saiba onde estou. Eu preciso paz. – sorri de lado.
- Imagino é muita responsabilidade descarregada de uma só vez em você.
Eu assenti.
- Vem, vou te levar a um lugar em que você possa ficar o tempo que quiser.
- Não acredito, você vai me levar para...
- Isso mesmo Sr. Lightwood, agora me siga. –ela me interrompeu.
- Sim senhora.
Falei seguindo Rosa corredor a fora. Quando eu era criança e até mesmo ainda adulto, Rosa sempre me deixava que eu ficasse em dos quartos desocupados na ala dos funcionários, quando eu queria ficar sozinho ou estava com algum problema sempre recorria para lá. E era hilário ficar ali. Eu me lembro perfeitamente que de onde eu ficava dava para sentir o cheiro delicioso da comida que era preparada lá na cozinha. E quando era criança sempre os funcionários que trabalhavam lá me davam alguma coisa para comer escondido da minha mãe antes do jantar ser servido.
Passamos pela cozinha onde eu cumprimentei todos ali e como eu não havia comido nada até aquele momento minha barriga roncou, e Helena a responsável da cozinha falou que iria levar alguma coisa para mim comer. Eu agradeci e seguimos por mais corredores até chegarmos em um dos quartos desocupados.
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The Prince (MALEC)
RomanceDuas realidades diferentes. De um lado temos um jovem humilde que trabalha ajudando seu pai na loja de brinquedos da família, do outro um príncipe confuso que está prestes a assumir o trono. Duas pessoas ligadas ao mesmo destino, o tipo de história...
