Primeiro dia

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Magnus Bane Point of view 

Eu simplesmente não conseguia acreditar no que via. Parecia até uma ilusão. Era ele — o homem que havia despertado algo em mim, o motivo pelo qual eu havia voltado a desenhar — bem ali, na minha frente.

Ficamos nos encarando por alguns segundos, cada um absorvendo a presença do outro, até que nossa atenção foi desviada para Catarina.

— Está contratado — disse ela, com um largo sorriso, mordendo o lábio inferior de forma quase desafiadora.

— Catarina! — repreendi, surpreso com a ousadia dela.

— O quê? — respondeu, com um ar cínico — Conseguimos alguém para ser o Papai Noel, então por que se preocupar?

— Sim, você não tem motivos para se preocupar — disse o rapaz, encarando-me com atenção.

— Você por acaso tem experiência com crianças? Porque, com essa carinha dessa, parece que nunca soube o que é trabalhar na vida — soltei sem pensar.

Ele me olhou, ergueu uma sobrancelha e, com um sorriso sacana, respondeu:

— Acho que ainda não fomos formalmente apresentados. — Ele falou, estendendo a mão com um sorriso seguro, quase desafiador. — Eu me chamo Alec Lightwood.

— Sou Magnus, Magnus Bane. — Cumprimentei-o, e não pude evitar sentir uma onda de choque percorrer meu corpo quando sua mão apertou a minha com firmeza. — E esta é minha melhor amiga, Catarina Loss.

Ele virou-se para Cat, e o modo como a observava fazia o ar ao redor parecer mais denso.

— Prazer em conhecê-la, Srta. Loss. — inclinou-se levemente e beijou a mão dela com uma cortesia antiga, elegante.

— Prazer em conhecê-lo também, Sr. Bane. — Ela sorriu, mas havia algo em seus olhos, um brilho nervoso que não conseguia esconder.

— O prazer é todo meu. — Cat não parava de sorrir, e era impossível ignorar como parecia encantada pelo homem à sua frente.

Ele voltou-se para mim, e a voz dele era calma, mas carregada de confiança:

— Respondendo à sua pergunta... Sim, tenho experiência com crianças. Onde moro, sou voluntário em um pequeno orfanato.

Eu mal conseguia acompanhar tudo que ele dizia. Cada gesto, cada palavra parecia calculado para perturbar minha sanidade. Após lhe lançar uma última olhada, respirei fundo, tentando recompor-me, e falei:

— Cat, preciso falar com você rapidamente! — Assim como eu, ela estava hipnotizada pela presença dele, mas conseguiu me seguir com um aceno rápido.

— Claro, voltamos em um minuto. — Ela sorriu, e enquanto se afastava, pude ver seus olhos ainda presos em Alec.

— Qual foi a do "Está contratado"? — falei imitando seu jeito.

— Qual é a sua, Bane? Você foi totalmente rude com ele. E outra, você deveria se alegrar! Conseguimos um Papai Noel nos últimos minutos. Então não vejo nenhum problema!

— Na verdade, tem sim um problema. — Falei baixinho, quase para mim mesmo.

— Oi? — Ela perguntou, confusa.

— Ele... é o meu problema. Entende? — Minha voz saiu mais tensa do que eu queria.

— Não estou entendendo mais nada, Magnus.

Respirei fundo e tentei organizar as palavras.

— Ontem você me perguntou o que ou QUEM havia me inspirado a voltar a desenhar. Minha inspiração... é ele. — Concluí, encarando o chão por um instante antes de erguer os olhos.

The Prince (MALEC)Onde histórias criam vida. Descubra agora