Na manhã seguinte, acordei com o corpo todo dolorido, parecia que tinha sido atropelada e cada ossinho do meu corpo sido quebrado. Minha cabeça latejava e meus lençóis estavam molhados pelo meu suor. O tempo lá fora continuava chuvoso desde ontem. Senti algo me cutucar na cintura e percebi que tinha dormido em cima do bilhete de Jason e ele ficou grudado em mim. Na noite passada quando vim me deitar fiquei revisando o bilhete por horas, sem saber o que pensar. É claro que havia amado a parte que ele dizia que ainda pensava em mim, porém a parte que me preocupava era de que o perigo estava mais próximo do que imaginávamos. E sua visita repentina me deixou esmorecida e nervosa.
Meu corpo tremeu e a dor de cabeça aumentou.
— Mãeeee! — Gritei o mais alto que minha garganta dolorida permitiu.
Escutei uma batida de uma porta e passos rápidos vindo do corredor, em instantes minha mãe apareceu de pijama azul claro e cabelos despenteados na porta do meu quarto. Seus olhos arregalados.
— O que foi, Angel?
Ela ligou a luz do quarto, apesar de já ser de manhã, mas o dia chuvoso tornava o quarto escuro. Ela andou rapidamente até chegar junto a mim, sua expressão assustada. Procurava pelo quarto algo ou alguém incomum. Ela tinha ficado meio paranoica, e muito mais protetora após o meu sumiço. Vendo que não havia nada, ela me analisou e então colocou a mão na minha testa.
— Meu Deus, Angel. Você está queimando de febre!
— Tudo doí! — Falei fazendo beicinho, sentando-me na cama.
— Por que você foi correr... — Ela começou a falar, mas eu a interrompi.
— Eu sei... Eu sei. Não deveria ter saído na chuva! — Falei.
— Você precisa de remédio para febre! — Ela diz puxando minhas cobertas suadas, me descobrindo.
— Estou com frio. — Digo puxando as cobertas novamente para mim.
— É por causa da febre alta. Levante-se, vá tomar um banho para tentar baixar essa febre, até que eu vá à farmácia.
Fiz exatamente o que minha mãe disse, enquanto ela saiu do quarto às pressas para se trocar. Levantei devagar e fui até o meu banheiro, cada passo fazia meus ossos doerem. Tirei minhas roupas que estavam suadas, e liguei o chuveiro deixando a água de morna para fria. Meu banheiro era pequeno, e todo branquinho com um pequeno box e cuba de porcelana, um discreto lustre pendurado no teto. Entrei embaixo do chuveiro sentindo a água arder em minha pele quente e fechei a cortina branca do box. Estava lá parada, esperando a febre baixar, deixando a água cair sobre minha cabeça lentamente, tentando aguentar o incômodo da água quase fria na minha pela muito quente, quando escutei um barulho na porta do banheiro.
— Mãe? — Chamei, cautelosa.
Alguém entrou no banheiro sorrateiramente. Entrei em modo defesa automaticamente. "Mas como uma pessoa doente e nua se defende?".
— Sou eu. — A voz de Jason veio através da cortina do box.
— O que você está fazendo aqui? — Falei cobrindo meu corpo com as mãos, escondendo as partes importantes, mesmo sabendo que Jason não podia me ver através da cortina.
— Precisava te ver. — Ele sussurrou.
— Mas não podia esperar um pouco? Eu sair do banheiro pelo menos!
— O que eu tenho pra te falar é muito importante, Angel. Não dava mais para esperar.
— Eu entendo, mas minha mãe está em casa, ela vai ver você aqui. — Falei aflita.
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A Protegida (Segundo livro da trilogia Salva-me)
RomanceAngel está desolada. Jason desapareceu de sua vida a deixando apenas com lembranças, e a incerteza de que tudo o que viveram talvez tenha sido apenas um sonho. Angel decide tentar voltar a viver mesmo que as memórias ainda a machuquem. No entanto qu...
