Capítulo 12 (Angel)

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Na manhã seguinte, acordei com o corpo todo dolorido, parecia que tinha sido atropelada e cada ossinho do meu corpo sido quebrado. Minha cabeça latejava e meus lençóis estavam molhados pelo meu suor. O tempo lá fora continuava chuvoso desde ontem. Senti algo me cutucar na cintura e percebi que tinha dormido em cima do bilhete de Jason e ele ficou grudado em mim. Na noite passada quando vim me deitar fiquei revisando o bilhete por horas, sem saber o que pensar. É claro que havia amado a parte que ele dizia que ainda pensava em mim, porém a parte que me preocupava era de que o perigo estava mais próximo do que imaginávamos. E sua visita repentina me deixou esmorecida e nervosa.

Meu corpo tremeu e a dor de cabeça aumentou.

— Mãeeee! — Gritei o mais alto que minha garganta dolorida permitiu.

Escutei uma batida de uma porta e passos rápidos vindo do corredor, em instantes minha mãe apareceu de pijama azul claro e cabelos despenteados na porta do meu quarto. Seus olhos arregalados.

— O que foi, Angel?

Ela ligou a luz do quarto, apesar de já ser de manhã, mas o dia chuvoso tornava o quarto escuro. Ela andou rapidamente até chegar junto a mim, sua expressão assustada. Procurava pelo quarto algo ou alguém incomum. Ela tinha ficado meio paranoica, e muito mais protetora após o meu sumiço. Vendo que não havia nada, ela me analisou e então colocou a mão na minha testa.

— Meu Deus, Angel. Você está queimando de febre!

— Tudo doí! — Falei fazendo beicinho, sentando-me na cama.

— Por que você foi correr... — Ela começou a falar, mas eu a interrompi.

— Eu sei... Eu sei. Não deveria ter saído na chuva! — Falei.

— Você precisa de remédio para febre! — Ela diz puxando minhas cobertas suadas, me descobrindo.

— Estou com frio. — Digo puxando as cobertas novamente para mim.

— É por causa da febre alta. Levante-se, vá tomar um banho para tentar baixar essa febre, até que eu vá à farmácia.

Fiz exatamente o que minha mãe disse, enquanto ela saiu do quarto às pressas para se trocar. Levantei devagar e fui até o meu banheiro, cada passo fazia meus ossos doerem. Tirei minhas roupas que estavam suadas, e liguei o chuveiro deixando a água de morna para fria. Meu banheiro era pequeno, e todo branquinho com um pequeno box e cuba de porcelana, um discreto lustre pendurado no teto. Entrei embaixo do chuveiro sentindo a água arder em minha pele quente e fechei a cortina branca do box. Estava lá parada, esperando a febre baixar, deixando a água cair sobre minha cabeça lentamente, tentando aguentar o incômodo da água quase fria na minha pela muito quente, quando escutei um barulho na porta do banheiro.

— Mãe? — Chamei, cautelosa.

Alguém entrou no banheiro sorrateiramente. Entrei em modo defesa automaticamente. "Mas como uma pessoa doente e nua se defende?".

— Sou eu. — A voz de Jason veio através da cortina do box.

— O que você está fazendo aqui? — Falei cobrindo meu corpo com as mãos, escondendo as partes importantes, mesmo sabendo que Jason não podia me ver através da cortina.

— Precisava te ver. — Ele sussurrou.

— Mas não podia esperar um pouco? Eu sair do banheiro pelo menos!

— O que eu tenho pra te falar é muito importante, Angel. Não dava mais para esperar.

— Eu entendo, mas minha mãe está em casa, ela vai ver você aqui. — Falei aflita.

A Protegida (Segundo livro da trilogia Salva-me)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora