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             Alguns dias depois Taylor e Natasha estavam na casa. Cada uma em um canto como sempre, Tay por sua vez estava vendo TV. Quando batem na porta.

- Quem é? - grita do sofá e ninguém responde. - Que ódio disso.

Batem mais uma vez e a loira vai até a porta a abrindo. - Que... Ah não. — tenta fechar a porta mas o cara empurra com força. - O que você quer?

- Não faz assim, poxa. Por quê vocês não gostam de mim?  — Anestor entra a vontade na casa. - Eu sou um cara rico, bonito, gentil.

- O que você quer?

- Ainda resta dúvidas do que eu quero, Taylor? — olha na cozinha e volta. - É óbvio o que eu quero. — a olha pervertido.

- Não se aproxima. Natasha, ela está lá em cima... - fala com as mãos na frente do corpo e nervosa.

- Oh não. Natasha está em casa? Grande merda. Ela não vai ouvir nada...  - vai pra cima dela com grosseria perto dela e a prensa contra a parede. 

              Taylor se debatia enquanto ele a agarrava, mas não era o suficiente para o afastar. Não podia gritar pois ele colocou a mão na boca dela. 

- Está ganhando um puta corpo gostoso agora que virou mãe. - olha pra ela, que estava até com lágrimas nos olhos. - O que foi?  Eu sei que a nossa última vez não foi boa, acho que você não gostou. Você era muito nova, mal tinha corpo. - ri maléfico- Mas eu prometo que essa vai ser boa tá? — torna a agarra-la.

        Enquanto ele a tocava, flashbacks de uma noite de pesadelos invadiam a mente de Taylor. Ela já havia desistido de lutar contra ele, só esperava que isso acabasse logo.

      No andar de cima Natasha e Sthe discutiam sobre a vida pessoal delas, a coisa estava feia. Até um barulho de vidro se quebrando no chão, chamou atenção delas.

- Quem tá lá? Sua amante escondida?
- Que caralho de amante, Sthepanie? Eu vou lá ver.
- Claro, vai dar fuga pra ela.
- Olha... Não tem amante, porra! — abre a porta do quarto e Sthe vai atrás de cara brava.

      Elas vão pelo corredor até a ponta da escada, não viam nada apenas algum tipo de sussurro suspeito.
     Natasha pede para que Sthe fique ali e desce para verificar. E ao chegar no primeiro andar vê Anestor agarrando Taylor contra a parede. E a primeira coisa que a loira fez foi gritar e correr na direção dele. - SOLTA ELA, VELHO NOJENTO. — pula nas costas dele o estapeando e o tirando de cima de Taylor.

- Sai daqui sua maluca. — se debatia e Natasha, estava cega pelo ódio e continuava batendo nele, que se defendia - PARA INFERNO.  — Empurra ela no chão. - Eu vou acabar com você, sua metida.  - fecha a mão para acertar ela.

- Ah não vai não. — Sthe bate com uma vassoura nele e ele sai correndo.

Ajuda a namorada levantar e Taylor ainda estava no mesmo lugar, encostada na parede imóvel, trêmula e assustada. 

- Vem. — Natasha e Sthe a levam até o sofá. - Ele conseguiu fazer algo? - a loira não fala nada. -A Laura vai matar ele.

-... Dessa vez não. — com os olhos arregalados e assustados ela solta isso. Olhando para o nada.

- Como assim dessa vez? O que você tá escondendo?

- A muitos anos atrás... - fecha os olhos- Ele me pegou desprevenida e sozinha... - engole a seco mas já chorando novamente. - Eu só vi quando ele me jogou na mesa. Não o vi entrar... - a loira estava trêmula, nervosa e pretendia desabafar.

- Não conta. Não precisa...

- Ele me pegou, arrancou meu short e simplesmente entrou. Ficou alguns minutos em mim, eu torcia tanto para meu pai ou minha mãe chegar e o tirar dali, de mim... - lembra os detalhes e chorava mais ainda-  ... Mas ninguém chegou. Eu... Nunca senti tanta... Dor na minha vida. — fechou os punhos como se estivesse vivendo aquilo novamente. -  Pouco tempo depois ele foi embora, me deixou machucada, suja, imunda ali. Meus pais chegaram cinco minutos depois... Mas eles nunca souberam de nada.

- A Laura vai matar esse filho da puta. Eu quero matar esse desgraçado, pau no cu, nojento, criminoso. — abraça ela para ver se o nervosismo da loira sumia. - Eu sinto muito por você, Taylor...devia ter batido mais nele. Da próxima vez eu o atropelo.

- Não conta nada pra Laura, por favor. — se encolhe no abraço dela. - Deixa ela em paz, mais problemas só vai atrapalhar ela.

- Está bem. — Faz uma cara para Sthe que estava com lágrimas nos olhos.

Provavelmente indignada com o que Taylor contou. Ninguém ali esperava isso.

                Mais tarde Marjorie e Patrícia chegam em casa, se deparando com Natasha e as meninas abraçadas nela no sofá.
- Tudo bem crianças? — Marjorie vai na sala.

- Anestor entrou aqui. Ameaçou Taylor, a gente bateu nele. - Natasha responde por elas.

- O que ele fez? - Patrícia vem assustada. - Você está bem meu amor? - se abaixa colocando a mão no rosto da filha, que a abraça imediatamente. - O que ele fez com ela? - ninguém respondia -  Natasha?

- Nada tia, ele só ameaçou. - ela colabora com o momento de Taylor. - Sthe deu umas vassouradas nele e ele saiu correndo. 

-  Presta atenção. Qualquer coisa que esse louco fizer você me fala ok? Quer ir na delegacia? Vamos.

- Não mãe, eu tô bem tá? Só quero esquecer o que aconteceu.

         Elas permanecem em silêncio mais um pouco.

Um mês depois:

    Lá na clínica, Laura já estava bem melhor. Mais leve com isso de ficar sem álcool, surtou mas estava tudo bem agora.   Conheceu uma enfermeira, com a qual ela tinha tratamentos noturnos específicos e diferenciados. Ou seja, na seca Laura não estava.
       Não soube nada do Anestor. Então estava despreocupada, achando que estava tudo bem.

" Ok três meses completos. Logo saio daqui, está tudo dando certo... Emagreci pra caramba 5 ou 6 kg. Estou só o osso, mas logo recupero a massa... Será que está tudo bem lá em casa? Eu estou com tanta saudade delas."

      Laura, agora passava pelas reuniões do AA, onde os ex alcoólicos falavam sobre a experiência com a bebida e as coisas que fizeram ou faziam quando estavam embriagados.

- Laura, você gostaria de dividir algo com a gente? Já que nas outras, não disse nada.

- Bem. Ok... - Todos olham para ela, na roda. - Eu não bebia tanto, passei a beber depois que me separei da mulher que eu amava. Depois que tudo acabou, eu bebia até não aguentar mais. Vomitava tudo e depois apagava.  - suspira triste. - Eu fui bebendo e bebendo, cada vez ficando mais forte para bebidas. Frequentava boates, pegava qualquer mulher que estivesse bêbada ou qualquer uma que queria me usar e passava a noite com ela.
         No outro dia acordava mal, com dor de cabeça... Uma Ou duas garotas do meu lado, chapadas. E o arrependimento batia...

- Uma mulher fez a sua vida virar sexo e álcool? - o orientador pergunta.

- Sim... A culpa não foi dela, foi minha. Eu queria mudar de vida, sempre que eu acordava de ressaca.  Além da dor de cabeça, tinha a dor no coração e o arrependimento. Eu só queria voltar atrás.

- Onde... Exatamente gostaria de voltar?

- Eu gostaria de voltar nos primeiros erros. Quem sabe tudo o que houve quando eu a conheci, não iria acontecer.

- Olha, infelizmente você não pode voltar no tempo. Mas pode ser uma pessoa melhor, você pode mudar. Você ainda é jovem e ainda podem iniciarem uma nova vida, se ela ainda gostar de você, tanto quanto gosta dela. 

- Por isso eu estou aqui. - Fala como frase final e eles continuam com outro paciente.

Outra Vez Você ( CONCLUÍDA)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora