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   Alguns dias passam, Laura ainda não pode falar com Taylor. Mas estava sempre tentando convencer algum enfermeiro a emprestar o celular.

     A uns dois dias atrás entraram novos enfermeiros e um deles se aproximou extremamente rápido de Laura, o que ela estranhou. Mas foi deixando. O cara se mostrava " interessante", já que curtia as mesmas coisas que a morena. Então sempre estavam conversando, mas ela estava esperta desde o dia em que Anestor a visitou, ele poderia armar algo. 

     Na casa das meninas, o astral estava bom apesar dos pesares e inconveniências. Jason estava mandando vários " presentinhos", para Taylor e isso estava a tirando do sério. Já Anestor por enquanto não retornou, um problema de cada vez.

- Taylor, você não ia fazer a festa da Angie?
- Ah, eu não fiz. Tudo isso que estava acontecendo, a gente tá em " perigo", com esses loucos... Mas eu já disse pra ela que quando isso passar, vamos fazer uma festa enorme. - sorri pra pequena na cama.
- Eles atrapalham demais né? - Sthe, senta na cama. - Sabe o que eu percebi?
- O que? — dobrava as roupas nos pés da cama.
- Você só se sente segura com a Laura aqui. - Taylor ri, negando. - Presta atenção, se ela estivesse aqui eu tenho certeza que você teria feito a festinha dela. Ela te passa a sensação de segurança. — Sthepanie, alcança uma pilha de roupa e ajuda a Taylor a dobrar.
- Eu me sinto segura com ela, realmente. Mas não acho que compensa colocar a gente em perigo por causa de uma festa. Eu amo a Angie, mas por questões óbvias eu não podia comemorar algo sendo que tá tudo de ruim acontecendo.
- Tem razão. Mas eu acho que ela não deixaria passar em branco.
- E o que a sua irmã tem haver com a Angie?
- Bem ela não é sua futura namorada?
- Sim, eu acho. Ainda não entendi.
- Vocês sendo um casal, Laura sera madrasta/mãe dela. 

Taylor passa a pensar por um momento.

- Será que ela vai gostar dessa idéia?
- De ser mãe? Olha, eu não sei. Ela é bem esquisitona, então não faço idéia se ela vai ser uma boa mãe. Mas querendo ou não, ela será a segunda mãe dela.

Taylor ri. - E você e a Natasha, não pensam nisso?

- Filhos? Não. Ela nunca falou sobre isso e nem eu. Pretendo terminar meus projetos primeiro, quem sabe mais para frente? — empurra uma pilha de roupa dobrada no canto e pega outras peças. - E eu não acho que ela esteja pronta pra isso. Acho que ela é imatura pra algo como isso, até porque é um passo importantíssimo.

- Eu acho que ela seria uma ótima mãe. Você seria a mãe que ensina tudo certinho ou seja a chata. E ela a mãe legal, que ensina tudo errado e liberal.

- Você acabou de descrever a Laura. Você que lute, porque conhecendo bem a minha irmã ela vai ser exatamente assim. - Gargalha, fazendo a loira sorrir também. - Quem diria né? Depois de... 20 anos? Nós estaríamos falando de filhos.

- Quem diria.  Depois de toda essa confusão e distância estaríamos assim. - ri. - Irônico demais.
- Sim, justo eu, tão hétero. Estou em um relacionamento sério com uma doida cinco anos mais nova do que eu. 
- Bem, sinceramente eu estou surpresa. Você realmente era hétero, agora está tão gay. O pior é você estar namorando alguém totalmente diferente.
- Não é tão diferente assim.
- Não? Enquanto você vai toda social, a Natasha vai com uma camisa de baseball e boné para trás.

A outra ri. - Ah, mas eu adoro esse jeitinho dela. Me faz rir, é carinhosa, faz de tudo por mim. - pensa um pouco- Eu surto um pouco com elas as vezes, mas logo nos acertamos.

- Alma gêmea, eu diria.
- Igual você e a Laura.
- Será? Vamos ver se é isso mesmo.

        Elas ainda conversam um pouco sobre o futuro delas. 
        Na clínica, Laura estava focada nos exercícios físicos que conseguia fazer sem o auxílio de equipamento de musculação. 

- Tá malhando pesado em?

            O enfermeiro novato aparece na porta do seu quarto e ela levanta do chão. Estava usando apenas um top preto e no momento encharcada de suor.

- Demais. Quem sabe eu chego no tão sonhado gominho? Definida. - ri e passa a toalha no rosto. 

- Já está ótima assim. - entra no quarto e se aproxima da cama dela.  -

- Gentileza sua. E aí o que tá escondendo no jaleco?

- Trouxe uma parada. - olha para trás e tira uma garrafa do jaleco branco.

- O que é isso? - Demonstra interesse.

- Esse é do bom! Pensa num gole bom, é russo. - Laura se afasta indo o máximo de distância que consegue. - Que foi?

- Tira isso daqui. - Fala séria.

- Um gole só, não vai fazer falta.

- Aqui é uma clínica de reabilitação justamente para pessoas com Problemas com o álcool parar de beber! Por favor, leva isso pra lá. 

- Eu sei que você está tentada. Um golinho não vai fazer mal.

- Você é sem noção?  Sai daqui.... - pensa um pouco - O Anestor te mandou pra cá? Eu sabia, aquele filho de uma puta. 

- Toma um gole dessa merda. Assim eu posso ir embora desse lugar fedido.  Não me faça te obrigar a engolir.

- Eu vou gritar.

- Grita! Vai, vamos. - dava risada. - Um gole apenas. - da a volta na cama dela e vai indo próximo. - É um gole russo, gostoso pra caramba. 100% de álcool, você fica doida com um gole só. 

- Laura, eu preciso da sua identidade para ir no sist... O que está acontecendo?

Assim que o falso enfermeiro se vira para olhar quem estava na porta, Laura passa o braço no pescoço dele, o enforcando.

- Laura, solta ele. - a enfermeira que dava " tratamento" especial para ela, fecha a porta. - O que você está fazendo?

- Ele, ele tem álcool nessa garrafa.

- Isso é sério?  Perdeu a noção? — a menina vai até ele e toma a garrafinha, abrindo e cheirando. No mesmo momento ela vira a cara com força, fechando os olhos. - Caralho, você pois álcool puro aqui? Nossa. Pode soltar esse idiota. Você tá ferrado. — ele sai do quarto e ela  fecha a garrafa e sai do quarto. - Você está bem?

- Sim, eu não sabia o que fazer.  - joga o cabelo para trás, super nervosa com a situação.
- Que bom que eu apareci. Se fosse qualquer outro, você estava fodida. Eles não iriam acreditar em você. Eu irei levar isso na inspeção, já volto... Vai tomar um banho e descansar. — sai do quarto.

" Eu sabia, eu sabia! Ele ia armar algo, eu sabia! Esse novato era muito estranho mesmo. Chegando assim do nada, tentando me conquistar e dizendo que gostava de todas as coisas que eu. Era tão óbvio! Mas não foi dessa vez seu babaca."

Outra Vez Você ( CONCLUÍDA)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora