Capítulo 35: O Reino de Eregond.

266 32 8
                                        

Sentia uma dor de cabeça insuportável quando acordei. A minha mente parece lenta. Sei que estou deitado no chão com algo tapando a minha visão,  e com certeza isso não é uma coisa boa.

Me remexi no chão gelado de pedra até conseguir me sentar. Não conseguia ouvir som algum. Então arrisquei falar algo.

Foi só então que eu percebi que estava amordaçado, pois apenas ouvi o som de um murmuro abafado ecoar pelas paredes. Flui mana pelo corpo para aprimorar a minha audição e analisar a forma como ecoou. Eu estou em uma sala pequena, sem janelas, provavelmente tem uma grade na minha frente, ao invés de uma parede, e do outro lado da cela um corredor.

Me escorei na parede atrás de mim e esperei. Não sabia quanto eu iria ficar ali até entrar em contato com alguém. Então eu esperei. E esperei. E esperei.

A minha barriga estava roncando de fome e a minha boca, que era mantida aberta devido a como me amordaçaram, já estava seca. Achei que iria ficar o dia inteiro ali, mas então de repente eu escuto a voz amigável de um homem.

- Você estava sobrevoando território restrito, Humano. Ignorando o fato inacreditável de você estar voando, permita-me perguntar qual era o seu destino para estar voando com tanta pressa? -

Levantei a cabeça e me virei na direção da voz. A presença dela era quase imperceptível, se eu não tivesse usado magia de busca nunca o teria encontrado.

Tentei responde-lo, mas através da mordaça todas as minhas palavras se transformaram em um gemido indescritível. O homem riu e disse.

-Claro, que idiotice a minha. Tirem pelo menos a venda dele. Estou tentando ter um diálogo civilizado aqui. -

Escutei o som de uma porta sendo destrancada, e em seguida ela se abrindo. Não ouvi os passos de aproximando de mim, apenas senti o momento em que uma mão arrancou a venda dos meus olhos.

A luz do sol passava através de um janela no corredor e meus olhos, que não estavam acostumados com a claridade, se cegaram por um momento.

Quando a minha visão se adaptou a primeira coisa que eu vi foi os soldados Elfos saindo da minha cela e trancando a porta da grade novamente. Do outro lado da grade, parado no corredor cercado por soldados, estava um Elfo com um cabelo branco de comprimento mediano, os olhos cinzentos e estreitos pareciam transmitir frieza, mas o sorriso no rosto dele passava um sentimento de gentileza e simpatia, o que suavizava o olhar dele.

- Vou levar isso como um elogio. Então também considere um elogio quando digo que também gosto do seu olhar. Me lembra o olhar de um animal, um olhar feroz. Típico dos humanos. - O Elfo falou.

Eu Apenas encarei ele. Queria responder, mas ainda estava com mordaça na boca.Caso pudesse falar livremente iria xingar ele de todas os palavrões que eu conseguisse Imaginar.

Caso pudesse falar livremente iria xingar ele de todas os palavrões que eu conseguisse Imaginar

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

- Aposto que você conheceria muitos desses palavrões. - Ele disse.

Continuei encarando ele por um momento sem entender o que ele estava falando. Mas então a ficha caiu.

Enchanted World OnlineOnde histórias criam vida. Descubra agora