Capítulo 76: A Serpente da Vida e da Morte.

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Algum tempo antes de Mórrígan se personificar em um corpo físico e encontrar com o próprio Rei dos Demônios, no Distrito Comercial, a Neta do Rei dos Elfos e o filho do Rei dos Demônios enfrentavam suas próprias provações do destino.

As ruas, antes repletas de barracas de vendas, decorações e pessoas alegre, agora havia sido mergulhada em caos.

Barracas destruídas rodeavam as ruas, algumas banhadas em chamas, outras manchadas com marcas de sangue e luta. As decorações espalhadas pelas ruas, pisoteadas e destruídas pelo caos a volta.

Cléo Eregond corria por uma das ruas, tentando despistar um grupo de homens e mulheres que a perseguiam. Evitando ao máximo uma luta.

O grupo, que agora tinha por volta de uma dúzia, era bem maior quando a jovem meia-elfa decidiu os despistar ao invés de atacar, mas, como seus olhos estavam cegos por uma raiva irracional, qualquer um que passava na sua frente eram um alvo em potencial, eles se distraiam facilmente, muitas vezes entre eles mesmos.

Mas ela não poderia fazer isso por muito tempo. Precisava de um plano.

Cadê você, Balam? Já deveria ter voltado! — Cléo pensou, enquanto virava em uma esquina para desviar de três guardas que haviam se distanciado do caos generalizado mais a frente e notado ela e sua comitiva. — Droga! Mais deles chegando pra festa!

Ela correu pela rua, se esquivando das vigas de uma tenda que havia sucumbido e desmoronado em chamas, e tomando cuidado com as maçãs espalhas pelo chão próximo a uma carroça tombada.

Passou por um grupo de quatro homens lutando entre si com ferocidade, todos com olhos banhados por uma energia vermelha e intensa, como se estivessem controlados por uma força que os ordenava a matar e destruir.

Por sorte, eles pareciam focados demais em se matar para se juntar aos que a perseguiam para a matar. Mas, apenas para garantir que não parecessem de lutar e ficassem nela, Cléo resolveu virar uma esquina antes do planejado.

Então ela se viu em uma rua estreita que terminava em uma grande Estalagem cujas portas havia sido derrubadas, exibindo o interior com mesas e tapeçarias reviradas e destruídas.

Mas nenhuma saída.

Cléo foi diminuindo ligeiramente a velocidade com que corria para analisar o ambiente a sua volta, procurando alguma passagem, beco ou qualquer saída.

Nada, a única forma de sair dali séria voltando... Ou por cima dos telhados.

É isso? — ela pensou, já fluindo sua mana para as pernas. — E, de brinde, ainda vou deixar eles presos aqui, longe de outras pessoas!

Mas, quando estava prestes a saltar em direção ao telhado da estalagem, ela viu, pela visão periférica, duas silhuetas escondidas atrás de uma bancada de algodão-doce.

Ela parou, hesitando, e olhou fixamente para as silhuetas. Arfou quando viu uma mulher e uma criança, abraçada uma na outra, e encolhidas de medo atrás do balcão destruído da bancada.

Uma mãe e sua filha se escondendo do caos a sua volta.

Cléo parou, grunhindo consigo mesma e desviando o olhar na direção dos seus perseguidores.

Um deles, o que estava mais próximo, saltou na direção dela com uma enxada na mão, tentando a golpear enquanto rugia em fúria com os olhos vermelhos.

Me desculpa! — a garota pensou, se esquivando para o lado e fluindo sua mana para a espada enquanto projetava um golpe horizontal.

A lâmina atingiu o homem nas costelas com uma força esmagadora, abrindo um corte profundo e o laçando para o lado, atingindo a parede de uma loja de cosméticos com força, e derrubando as lamparinas decorativas que estavam penduradas na parede.

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