Epílogo

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love letter to daddy

Olá pai. Eu realmente não sei como começar isso, na verdade eu nem ia escrever nada.

Vou te explicar minha real e difícil tarefa: Jamie e Billie estão planejando uma fogueira para o Dia de Ação de Graças e acham que nós temos que agradecer a alguém. Jamie está agradecendo a Jesus, eu não faço idéia a quem Billie está agradecendo, ela não costuma me contar essas coisas.

E aqui estou eu, agradecendo a você.

Faz 13 anos que você se foi. 13 anos que eu convivo com a dor de não te ter ao meu lado, sabia que eu senti que iria morrer nos primeiros dias? Achei que não iria suportar viver sem suas ligações no meio do dia para saber se estava tudo bem com a faculdade. Foi difícil mas eu consegui. Eu sobrevivi. Um dia de cada vez.

Faz um tempo que não conversamos, eu preciso te manter atualizado. São pelo menos dez anos de agradecimento, então vou começar pelo início.

Primeiro ano depois da Faculdade:

O primeiro ano finalmente formada foi incrível! Organizei uma exposição no centro da Itália, o meu primeiro sucesso. Ally e eu ficamos famosas uma semana depois da nossa exposição, todo mundo queria ser fotografado por nós ou ter um quadro nosso. Nós estávamos ficando conhecidas e aquela era apenas o início das nossas carreiras.

Em menos de seis meses conseguimos uma galeria só nossa, comandada por nós duas.

Neste ano Allysson e Emilly finalmente tornaram oficial o seu relacionamento. Eu sempre soube que aquelas provocações iam além do que imaginávamos, além disso elas estavam suspeitas demais no final do ensino médio. Foram cinco anos fingindo não ter nada, já estava na hora não é?

Billie e eu não morávamos juntas, ela estava de volta à Miami e eu na Itália. Aos poucos as coisas entre nós foram ficando estranhas, esfriando talvez? Eu sentia sua falta.

E foi aí que Ally teve a brilhante idéia de me levar em uma viagem para a Europa. Sinceramente? Essa foi uma das melhores coisas que já fiz.

Segundo ano.

O ano seguinte se iniciou de uma forma maravilhosa. As semanas que passei viajando pela Europa foram essênciais para minha inspiração se aguçar e assim que voltei para a Itália, fotografei o máximo de coisas aleatórias que consegui.

E a pintura ficou esquecida por algum tempo.

Mas eu estava feliz. Incrivelmente feliz e me sentindo realizada. Só havia uma coisa faltando.

Billie viajou para a Itália naquele ano, meses sem nos vermos. Foi naquele final de semana que relembramos o porquê de estarmos juntas, percebi que continuava tão doida por Billie quanto eu estava aos dezessete anos.

A melhor parte é que o sentimento era recíproco. Nós achamos que estávamos nos perdendo, parece que nos enganamos.

Naquele Natal eu voei até Los Angeles com ela, passamos o Natal e o Réveillon juntas com a nossa família.

Terceiro ano.

Ficamos dois meses em Los Angeles depois das festas de fim de ano. Billie ainda mantinha sua casa, eu fique hospedada ali.

Miss. O'CONNELL  | b.e G!PHistórias para pegar e não largar. Descubra agora