Capítulo 41

498 55 35
                                        

Desço as escadas às pressas, mas tento não fazer muito barulho, pois todos da casa estão dormindo. Chego na porta e encontro o carro dele estacionado; Sasuke está em pé ao lado, vestido com uma camisa branca e calça jeans escura. Caminho até ele e o abraço forte.

- Se você fizer algo assim de novo, eu nunca mais falo com você, seu babaca! - digo, com meu rosto encostado no seu peito. Ele sorri e me aperta forte.

- Eu não vou mais fazer isso. Eu prometo - diz firme.

- É bom mesmo! - me afasto e olho em seu rosto. - Eu não quero que meu ex fique entre a gente, ele não significa mais nada pra mim, só você... - digo, levando minha mão até seu rosto e aproximando meus lábios dos seus. O beijo é calmante, ele retribui, segurando-me firme. Passo meus braços em volta da sua nuca, ficando na ponta dos pés. - Vamos para o seu apartamento - falo, ele me olha e concorda com a cabeça.

Beijo mais uma vez seus lábios, então ele me segura nos braços e me senta no capô do carro. Suas mãos passeiam pelo meu cabelo e rosto, até que nos separamos.

- Assim eu não consigo me controlar - diz sorrindo torto.

- Você não precisa - digo. Ele sorri de canto e me põe no chão.

- Entra logo no carro - diz, correndo para o lado do motorista. Sorrio alto.

Ele dirige rápido pelas ruas desertas, e não posso evitar sorrir enquanto ele põe sua mão na minha perna quando paramos em alguns sinais vermelhos.

Ele estaciona o carro na sua vaga, entramos no elevador e seguro sua mão durante todo o trajeto até o apartamento. Ao chegarmos na porta, ele abre e entramos. Um segundo depois, o empurro contra a porta e beijo sua boca; ele sorri.

- Quem é você? - ele pergunta quando afastamos nossos lábios. - O que você fez com a Hinata?

- Eu sou eu, só que essa de agora está mostrando o quanto frustrada estou por você ter me ignorado - digo, passando minhas mãos pelo seu abdômen por dentro da camisa branca. Ele abaixa os olhos na direção das minhas mãos. - Sabe, eu odeio ser ignorada, Sasuke, e você me deixou com muita raiva. Acho que tenho que te mostrar que comigo não se brinca assim - digo, no seu ouvido.

- De que forma você vai fazer isso? - ele pergunta, com a voz mais rouca, visivelmente excitado.

- Bem, não sei se isso vai te agradar muito - tiro minhas mãos de dentro da camisa dele, com a intenção de tirá-la de vez, puxando-a rapidamente, com sua ajuda, por cima da cabeça.

- Eu não sei de que forma vai ser, mas já posso dizer que estou gostando - ele sorri, me olhando.

- Será mesmo que vai? - passo minha língua em seu pescoço e deixo um beijo no local. Me afasto devagar e olho para o seu rosto, com expressão de puro deleite. - Acho que você se empolgou demais, Uchiha - digo sorrindo de lado e me afastando.

- O quê? - ele pergunta, confuso.

- Agora você sabe como eu me senti esses dois dias - digo sapeca. Sua feição fica séria. - Devia ter pensado um pouco antes de... - sou interrompida por suas mãos me puxando para perto.

- Eu disse que não ia me controlar, e você agindo assim não está ajudando muito - ele sussurra no meu ouvido, me fazendo arrepiar inteira.

- Acho que você está exagerado, não? - pergunto, me afastando o suficiente para olhar em seu rosto. - Aqui, sou eu quem decide o que vai acontecer - digo sorrindo, e o beijo novamente com volúpia, nossas línguas em sintonia perfeita. Ele me pega no colo e começa a caminhar em direção ao quarto. No caminho, batemos em alguns móveis e sorrimos.

𝓕𝓸𝓽𝓸𝓰𝓻𝓪𝓯𝓲𝓪Onde histórias criam vida. Descubra agora