Duas semanas depois
- Então, como andam os preparativos para o casamento do ano? - perguntou Itachi ao adentrar a sala de jantar de sua casa. Convidara-me para um jantar em família, celebrando mais um contrato assinado com êxito.
- Não sei. Sou apenas o padrinho - respondi, com visível desinteresse.
- Que entusiasmo comovente, o seu - disse ele, sarcástico.
- O que você quer dizer com isso?
- Sei lá... imaginei que, sendo um dos melhores amigos de infância do noivo, você estaria mais animado. - Sorriu e sentou-se ao meu lado. - Só isso.
- Eu estou... só não estou particularmente contente com a escolha do padrinho da noiva. - Fixei os olhos nas mãos. - Logo depois de me pedirem para ser padrinho, o Suigetsu me ligou à noite e revelou, com a maior naturalidade do mundo, que o padrinho da Karin seria o Naruto. Disse que não mencionou antes justamente para eu não recusar o convite.
- Bem, era de se esperar. Afinal, ele é primo dela - ponderou, passando a mão no queixo. - Mas acredito que seja justamente essa uma razão a mais para você ir ao casamento. Mostrar a ele que está bem, que tudo ficou no passado... mesmo que, na prática, não tenha ficado.
- Fácil para você dizer.
- Talvez não se sentisse tão deslocado se levasse uma acompanhante. Alguém bonita... que despertasse certa inveja em "algumas pessoas". As mulheres detestam isso - sorriu, e, apesar de mim mesmo, acompanhei o gesto.
- E quem eu levaria? Uma das amigas divorciadas da Mey? Não, obrigado. Já tenho problemas o suficiente.
- Ou quem sabe... - Itachi apontou discretamente para a porta da sala, por onde Hinata e Meyrume surgiam carregando os pratos - ...a minha cunhadinha. - Concluiu com um sorriso malicioso. - Sei que vocês já se conhecem, pode ser mais fácil interagir com ela.
- Não! Definitivamente não! - sussurrei, quase em desespero.
- O que estão cochichando aí? - perguntou Mey, já próxima da mesa.
- O Sasuke está precisando de uma acompanhante para o casamento do ano - disse Itachi, com a ousadia de sempre. Lancei-lhe um olhar fulminante, suplicando silenciosamente que não fizesse aquilo. O problema é que Itachi sempre faz exatamente o que quer. - E eu sugeri que ele chamasse minha cunhada.
Hinata continuava a dispor os pratos sobre a mesa, serena, como se nada tivesse ouvido.
- Eu... - tentei intervir, mas Itachi me interrompeu de imediato.
- Meu irmãozinho tolo, porém, não tem coragem suficiente para convidá-la. Então, proponho eu mesmo. - Olhou para mim, depois voltou-se para Hinata, que o encarava com atenção. - Minha querida cunhada, sei que nos conhecemos há pouco tempo, mas poderia fazer a caridade de quebrar esse par de galhadas coladas na cabeça do meu irmão, só por um dia?
Como sempre, ele jamais perdia uma chance de zombar da minha cara.
- Itachi, acho melhor o Sasuke resolver os próprios assuntos - disse Meyrume gentilmente. Agradeci, mentalmente, por ela ainda ter algum bom senso.
- Finalmente alguém que me entende! Obrigado, Mey!
- Amor, é que a situação não vai ser das mais confortáveis pra esse idiota - disse ele, e seus olhos se voltaram para mim com um brilho zombeteiro. - O Naruto vai estar lá! Ele não pode parecer que ainda está sofrendo... mesmo que esteja.
- Itachi, eu sei que isso é delicado, mas o Sasuke não gosta que você se intrometa na vida íntima dele. Tente entender - Mey insistiu, com paciência.
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𝓕𝓸𝓽𝓸𝓰𝓻𝓪𝓯𝓲𝓪
RomanceVocê acredita em amor a primeira vista? Sasuke uchiha não, ele nunca foi o tipo de cara que sonhava em encontrar o amor da sua vida numa esquina, muito menos a primeira vista. Digamos que ele é até um pouco fechado em relação á sentimentos amorosos...
