Capítulo 9

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Olho, espantada, para o ser loiro à minha frente. Não que Deidara beije mal - longe disso. É só que... jamais passou pela minha cabeça que ele me beijaria. No fundo, eu tinha minhas dúvidas se ele não seria um gay mal resolvido. Pois bem, eu estava enganada.

- P-por que fez isso? - pergunto atônita, e certamente vermelha feito um pimentão. Droga! Odeio me sentir assim, tímida!

- Ué? Você não disse pra eu contar o que tinha pedido? - Ele sorri com aquele jeito malandro, um ar de malícia nos olhos. - Pensei em algo melhor do que contar... realizar. - Olha-me com certa voracidade.

- Acho que não entendi... - digo, ainda tentando processar o que acabou de acontecer. - Me beijar era um desejo seu?

- Não um desejo, mas sim uma vontade enorme. - Deidara segura meu braço e aproxima nossos corpos. Ok, isso está esquisito. Na verdade, ele está esquisito desde cedo. Talvez o uísque tenha subido à cabeça... até demais. - Sempre tive essa vontade louca de te beijar, Hinata - sussurra em meu ouvido, fazendo meu corpo arrepiar. Logo depois, morde minha orelha. - Mas você é sempre tão lerdinha pra perceber os sinais que eu mandava - ri, provocador.

- C-como assim? Você sempre foi tão... você! - digo, com a voz falha. Droga, por que estou gostando disso? Não deveria... Mas quer saber? Foda-se.

- Até agora você continua sendo lerdinha, e isso me enlouquece - diz, e em seguida me beija novamente. Desta vez com mais intensidade. Sua língua pede passagem e eu cedo mais rápido do que gostaria de admitir. Suas mãos, que antes repousavam em minha cintura, agora exploram meu corpo sem restrições. Enlaço meu braço ao redor de seu pescoço e puxo seus cabelos - mas estão presos num rabo de cavalo. Sempre preferi soltos. Retiro o elástico e jogo em qualquer canto.

Deidara me segura pelas coxas e faz com que eu enrosque as pernas ao redor de sua cintura. Aproveito para puxar seus cabelos com mais força, inclinando sua cabeça para trás. Suas mãos apertam minha bunda com audácia. Admito: neste momento, não me importo. Minha boca, há tempos adormecida, finalmente desperta com um beijo como esse. Quando a falta de ar nos força a parar, sinto-me frustrada.

Olho nos seus olhos azul-celeste, tão próximos dos meus, e sorrio. O loiro esvoaçante retribui e segue lentamente em direção ao meu quarto sufocante. Ainda em seu colo, aproximo meus lábios dos seus e sou eu quem o beija desta vez. Nossas línguas retomam a dança anterior, mas agora com mais volúpia e desejo. Ele se senta no colchão da minha cama de solteira, e aproveito para inverter nossa posição. O empurro gentilmente e ele se deita. Começo a despir minha jaqueta e, em seguida, a camiseta do Coldplay - que, para ser sincera, nunca gostei. Foi presente do maracujá no meu aniversário de vinte anos. Fico apenas de sutiã preto rendado. Deidara se senta de novo, comigo ainda montada em seu colo.

- Você é tão linda... - diz, encarando meus olhos azul-claros quase brancos. E, por mais absurdo que pareça, há algo diferente em seu olhar. Um diferente bom. - Nem acredito que isso está acontecendo. - Sorri com alegria genuína. - Ameixa, você é muito sexy!

- Shhh! - coloco o dedo em seus lábios, o que o faz sorrir. - Você fala demais, maracujá azedo.

- Então devia fazer algo para me calar - responde malicioso.

Volto a beijá-lo, minhas mãos deslizando por seu rosto e descendo até a barra da camiseta preta do Bon Jovi. Levanto-a e a retiro. Seus músculos definidos me surpreendem - quem diria que o loiro esvoaçante malhava? Mais uma vez, me enganei.

Puxo seus cabelos e aproximo seu rosto do meu. Ele sorri. Viro seu rosto e inicio um caminho de beijos, mordidas e chupões pelo pescoço até o abdômen. Deidara inverte nossas posições e me deita, ficando por cima de mim. Beija-me outra vez e pressiona nossas cinturas. Droga... posso sentir sua ereção.

𝓕𝓸𝓽𝓸𝓰𝓻𝓪𝓯𝓲𝓪Onde histórias criam vida. Descubra agora