Jamais fui alguém que acreditasse em "amor verdadeiro", tampouco em amor à primeira vista. Sempre considerei tais ideias como devaneios de pessoas ingênuas, ou pior, hipócritas sem ocupação, que se perdem em clichês românticos vazios.
A verdade é que me apaixonar nunca foi meu ponto forte. Sempre que surgia uma centelha de esperança de ter finalmente encontrado minha metade, a história se repetia: decepção. Até pouco mais de um ano atrás, eu provavelmente seria classificado como mais um tolo que acreditava nessas ilusões. E, como das outras vezes, não terminou bem.
Ela alegou que eu era ciumento — uma justificativa rasa para pôr fim ao relacionamento. A verdade é que buscava o homem ideal para animar suas noites solitárias... o que me destruiu foi saber que esse "ideal" era meu melhor amigo. Ou pelo menos, quem eu julgava ser. A partir desse ponto, fiz um pacto comigo mesmo: não voltaria a me apaixonar, muito menos me envolver em outro relacionamento. Para o meu orgulho ferido, aquilo foi a gota d'água — e eu alcancei o meu limite.
Reconheço que posso parecer precipitado. Você provavelmente se pergunta: "O que um jovem de 21 anos sabe sobre o amor?" E minha resposta é simples: nada. Absolutamente nada. É justamente por isso que já perdi a conta de quantas vezes me apaixonei pela pessoa errada e acabei sofrendo. Eu já deveria ter me acostumado à dor.
A ironia mais cruel de tudo isso é que minha profissão consiste em eternizar, em imagens, os momentos mais belos e românticos da vida de outras pessoas. Vejo, nos rostos e olhares delas, uma felicidade quase palpável. Contudo, no silêncio do meu íntimo, questiono se essa felicidade será duradoura. Talvez por tantas vezes ter batido na mesma porta e sempre ter sido recebido com um balde de água fria, meu coração tenha se desencantado do amor.
E o "melhor" de tudo é ouvir meu irmão dizer o quanto é feliz com sua esposa e filhos — e que jamais imaginou alcançar tamanha plenitude. Às vezes, chego a pensar que ele fala tudo isso apenas para lembrar meu ego e minha autoestima, já tão fragilizados, de que ainda podem afundar um pouco mais.
Mas no fundo, sei que não é por mal. Itachi sempre foi o tipo de homem que sonhava com estabilidade, com um bom emprego, uma esposa que amasse verdadeiramente e filhos com quem pudesse construir um lar. Hoje, aos 28 anos, ele tem exatamente isso. Talvez tenha herdado a sorte da nossa mãe. Eu, por outro lado — Sasuke —, herdei apenas a ausência dela. Se no caso da minha mãe o azar recaía sobre os jogos, no meu... é no amor.
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𝓕𝓸𝓽𝓸𝓰𝓻𝓪𝓯𝓲𝓪
RomantikVocê acredita em amor a primeira vista? Sasuke uchiha não, ele nunca foi o tipo de cara que sonhava em encontrar o amor da sua vida numa esquina, muito menos a primeira vista. Digamos que ele é até um pouco fechado em relação á sentimentos amorosos...
