- Tenho certeza de que vai gostar do seu quarto - disse minha mãe, enquanto atravessávamos o interior da casa de Itachi. Hinata surgiu assim que entramos, sorridente, e veio ao meu encontro.
- Sim, tenho certeza disso - disse Shisui, maravilhado. Observei como seus olhos se arregalaram ao ver o lugar. Embora não fosse tão grande quanto a casa dos nossos pais, a residência de Itachi ainda era espaçosa, e provavelmente muito além do que Shisui imaginava. Talvez ele não soubesse que nossa família era rica.
- Eu não sei como agradecer. Serei eternamente grato por tudo isso - completou, com os olhos marejados.
- Ora, não diga isso - respondeu minha mãe, abraçando-o com ternura. - Você sabe que nós amamos você, não sabe?
- Isso é tão lindo... - murmurou Mey, visivelmente comovida.
- Está bem, vamos parar com esse clima emocional - interrompeu Itachi, tentando aliviar a tensão. - Temos um almoço especial à nossa espera.
Seguimos então para a sala de jantar. Hinata se aproximou de mim e segurou minha mão. Sorri. Ainda restavam duas semanas com ela, e eu pretendia aproveitar cada segundo.
- Preciso resolver uma coisa rapidamente - anunciei de repente. Todos me olharam. - Vem, Hinata.
Segurei sua mão com mais firmeza e a conduzi até o jardim, parando num canto mais discreto e protegido.
- O que foi? Aconteceu alguma coisa? - ela perguntou, um tanto preocupada.
Balancei a cabeça.
- Nada demais. Só queria ficar um pouco a sós com você - respondi com um sorriso. Ela desviou o olhar, envergonhada, mas sorriu.
- E também... eu queria muito te beijar - acrescentei.
Ela sorriu ainda mais e passou os braços ao redor do meu pescoço. Enlacei sua cintura, puxando-a para mais perto.
- Então você quer mesmo? - provocou ela, com o olhar malicioso.
- Quero - sussurrei, roçando meus lábios nos dela.
- Será que devo deixar?
- Acho que você já sabe a resposta.
Nossos lábios se encontraram com intensidade. Minhas mãos desceram lentamente por suas costas até alcançar sua cintura e, depois, suas curvas. Não posso negar: estava excitado. Mas queria ir com calma. Hinata bagunçava meus cabelos com os dedos, e nossas línguas dançavam com uma sintonia quase perfeita. O beijo era tão bom que me perguntei por que diabos demorei tanto para beijá-la dessa forma. Ela suspirou, e nos separamos por falta de ar.
- Você é bem atrevido, hein, Uchiha - disse ela, num tom brincalhão.
- Você não faz ideia - murmurei ao seu ouvido.
- Bem... então estamos quites. Você também não faz ideia de quem eu sou - retrucou ela, com um brilho desafiador nos olhos.
Confesso que, por um instante, tive o impulso de levá-la direto para meu apartamento e fazer amor com ela como um louco, em todos os cantos possíveis. Mas me contive.
- Tá bem, vamos voltar pra dentro - disse.
Ela assentiu, e entrelaçamos os dedos enquanto caminhávamos de volta. Estávamos quase alcançando a porta quando uma voz masculina nos fez parar.
- Hinata!
Viramos juntos, e me surpreendi ao ver um homem loiro, tatuagens cobrindo-lhe os braços. Ele corria em nossa direção. Olhei para Hinata - seu rosto perdera a cor. Ela apertava minha mão com força, visivelmente nervosa.
- Quem é ele, Hinata? - perguntei, sentindo o estômago revirar.
Ela não respondeu de imediato. O homem chegou até nós, ofegante.
- Finalmente te encontrei! - disse ele em inglês. Mas eu entendi cada palavra. Ele olhou para mim, depois para nossas mãos entrelaçadas. - Quem é esse cara, Ameixa?
"Ameixa"? Olhei para Hinata, esperando uma explicação. Ela virou-se para mim com um tom suave, mas trêmulo.
- Sasuke, pode ir na frente?
- Não. Eu fico com você. Quem é ele?
- Por favor... eu prometo que já volto.
Hesitei. A forma como ele a olhou, como se ela lhe pertencesse, me incomodou profundamente. Serrei os punhos. Só porque ele era estrangeiro, achava que eu não podia socar a cara dele?
- Não! Quem é esse cara? - insisti, elevando o tom.
Ele me lançou um olhar hostil. Minha vontade era mandá-lo calar a boca com um direto no queixo.
- Sasuke! Vai logo! Preciso resolver isso sozinha! - gritou Hinata, desesperada.
Fiquei em silêncio por alguns segundos, tentando me controlar. Então assenti, mesmo a contragosto.
- Tudo bem - murmurei, virando as costas. Antes de entrar, olhei mais uma vez por cima do ombro. Ele sorria para ela. Um sorriso que me fez arder por dentro.
Quem diabos é esse cara?
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𝓕𝓸𝓽𝓸𝓰𝓻𝓪𝓯𝓲𝓪
RomansaVocê acredita em amor a primeira vista? Sasuke uchiha não, ele nunca foi o tipo de cara que sonhava em encontrar o amor da sua vida numa esquina, muito menos a primeira vista. Digamos que ele é até um pouco fechado em relação á sentimentos amorosos...
