Capítulo 42

540 35 13
                                        

Ao despertar, senti um peso suave no peito. Abri os olhos e tive diante de mim a visão mais perfeita que poderia desejar: seu corpo escultural entrelaçado ao meu, seus cabelos negros espalhados pelo travesseiro. Seu aroma permeava o ambiente, e o sol penetrava pela janela, aquecendo suavemente aquele típico amanhecer de inverno.

Envolvi-a com meus braços, aproximando-a ainda mais de mim. Inspirei profundamente o perfume de seus cabelos enquanto ela dormia em paz. Era uma visão deslumbrante - seu corpo impecável, seus seios fartos, a cintura delicada, as coxas firmes e a curva sedutora de sua bunda empinada.

Um sorriso involuntário surgiu em meus lábios enquanto contemplava seu rosto. Lentamente, seus olhos se abriram, revelando aqueles olhos azuis que fizeram meu coração oscilar desde a primeira vez que a vi.

- Bom dia - disse, e ela me respondeu com um sorriso, abraçando-me com ternura.

- Bom dia - murmurou, depositando um beijo suave em meus lábios. - Está frio, não é? - comentou, aninhando-se contra mim.

- Sim, esqueci de ligar o aquecedor - respondi, virando-me para encará-la. - Você é linda dormindo, sabia? Mas é ainda mais quando está sentindo prazer.

- Pare! - exclamou, cobrindo o rosto com as mãos. Puxei-a para mais perto.

- Por que tanta vergonha? - perguntei. - Gosto do jeito como você gosta de ter controle.

Ela afastou as mãos do rosto, sorrindo.

- Quero ver isso de novo - disse, beijando-me.

- Sério? - concordei com a cabeça. - Então posso fazer o que quiser com você? - perguntou, virando-se e apoiando os braços em meu peito.

- Sou todo seu - respondi, e ela sorriu sapeca, passando as mãos no rosto.

- Gostei disso - falou, levantando-se e sentando em minhas pernas, deixando-me uma visão privilegiada de seus seios.

- Acho que quem está gostando mais disso sou eu - murmurei, sentando-me para beijá-la.

- Espere! - pediu, empurrando-me para trás. - Você disse que eu tenho controle, certo? Então fica deitado aí - falou, posicionando-se sobre mim, e logo senti seu calor me envolver por completo.

- Ah! - soltei um gemido. - Você vai fazer isso sozinha? - perguntei, colocando as mãos em sua cintura.

- Shhh! Você fala demais! - colocou o dedo indicador nos meus lábios, e começou a se movimentar lentamente. - Ah... droga! - exclamou, segurando minhas mãos enquanto cavalgava em meu colo.

Hinata tomou o controle, deixando-me apenas assistir e sentir um prazer intenso. Ela se inclinou e me beijou, nossos corpos colados novamente.

Minhas mãos descansaram em sua bunda, acelerando o ritmo, enquanto ela suspirava entre os beijos, os cabelos espalhados pelo rosto, os seios pressionados contra meu peito. Ela voltou a sentar-se e me puxou junto, intensificando a velocidade. Seus movimentos carregavam uma vontade ardente, apertando-me cada vez mais, enlouquecendo-me.

- Que tal tomarmos um banho? - falei, ainda imerso naquela sensação inebriante.

Hinata concordou com a cabeça, e eu a levantei, carregando-a em meus braços até o banheiro. Liguei o chuveiro e a água quente nos envolveu. Ela sorriu e nos beijamos novamente, seu corpo prensado contra a parede enquanto eu aumentava o ritmo, mais profundo e firme.

- Sasuke! Mais rápido, por favor! - sussurrou ofegante no meu ouvido.

- E se eu não quiser? - respondi, brincando.

- Eu te mato! - ameaçou, com a voz doce.

Continuei as investidas até que gemidos escaparam de nós dois. Imagino que os vizinhos de cima deviam ouvir, mas não me importava. Eu estava com a mulher mais linda e desejável do mundo e faria barulho até não aguentar mais.

Hinata puxou meus cabelos e marcou minhas costas com suas unhas, gemendo alto. Senti que estava próximo do ápice, então saí dela e me virei, liberando meu gozo.

- O que foi? - perguntou, passando as mãos por minhas costas.

- Estou sem camisinha - respondi.

Ela suspirou.

- Tudo bem, resolveremos isso depois - disse, abraçando-me.

Ainda sob o chuveiro, a sensação nunca havia sido tão boa.

- Deixa eu cuidar das suas costas - disse, pegando a esponja e passando suavemente enquanto cantarolava uma melodia. - Essa é a tatuagem que você mencionou? - perguntou, tocando a tatuagem de uma águia em minhas costas. - Por que uma águia?

- Ela voa alto e está sempre à frente de tudo. Sempre admirei sua força e destemor, quis ser assim, então tatuei-a - respondi.

Ela sorriu e abraçou-me pelas costas.

- Para mim, você é uma águia. Meu Garuda.

- Então sou um ser bizarro com cara de águia e corpo trincado de academia? - brinquei, e ela deu um tapa leve nas minhas costas.

- Você entendeu o que quis dizer - disse.

- Sim, só quis zoar um pouco.

- Você está brincalhão hoje, não é? - disse, e em seguida me deu um tapa na bunda, me pegando de surpresa.

- Ai! Hinata? Que isso? Está doida? - perguntei, virando-me e vendo seu rosto vermelho de tanto sorrir.

- Sempre quis fazer isso! - confessou, gargalhando. Entrei na brincadeira. Seu sorriso sempre me contagia e me transforma completamente. Amo isso.

[...]

Mais tarde, num bar, reencontro os velhos amigos. Shikamaru comenta com seu típico cigarro na boca:

- Olha só quem resolveu aparecer, Uchiha. Pensei que você não daria as caras tão cedo depois do casamento da Karin.

- Vim, sim - respondi, sentando na mesa. - E os outros? Sai, Lee, Chouji? Vão aparecer?

- Chouji não perde uma chance de beber. Lee disse que vem, mas não tem certeza. Sai vai com a namorada nova, provavelmente não fica muito. É uma chatice, mas estava com saudades dos velhos tempos - disse com um sorriso cansado, soltando fumaça.

Recordo nosso grupo da escola, inseparáveis, entre aventuras e cicatrizes. Pergunto pelos demais e Shikamaru comenta sobre a ausência de Shino e Kiba, seus rumos e dificuldades.

A conversa se desenrola, revela projetos, perdas, sonhos e a dura realidade que alguns enfrentam.

Finalmente, a pauta que motiva o encontro:

- Pensei bastante desde o casamento da Karin - começa Shikamaru. - Acho que vocês sabem do que falo.

- Não! - interrompi.

- Sasuke.

- Não vou falar com ele, sério, Shikamaru! - digo, levantando-me.

- O que está acontecendo? - Lee pergunta, preocupado.

- Estamos falando do Naruto, Lee - Shikamaru explica.

- O que eu tenho a ver com isso? - respondo irritado. - Vim aqui por isso? Ele traiu um amigo. Não quero saber dele, já tentei e ele foi um filho da puta. Fim da história.

- Sasuke! - implora Shikamaru.

- Ele é nosso amigo - tenta Kiba.

- Não importa - digo, saindo. - Agora só penso em Hinata.

𝓕𝓸𝓽𝓸𝓰𝓻𝓪𝓯𝓲𝓪Onde histórias criam vida. Descubra agora