_ Menina, minha menina acorde!
Aos poucos Louise começou a despertar, ainda pálida e tremula.
_ Tome essa água querida!
_ Tome Louise, ira te fazer bem amiga!
Louise apenas balançou a cabeça em sinal de negação, Fyllype estava deveras preocupado e se sentindo incapaz, por não saber o que fazer para ajudá-la, segurou com delicadeza na mão fria da esposa, deu lhe um beijo na mesma e se sentou ao seu lado na cama, envolve-a em seus braços.
_ Tome um pouco de água, ele não iria querer ver te assim!
Louise respirou com dificuldade e mergulhou o rosto no peito de Phyllype, sentindo seu perfume, trazendo-lhe um pouco de consolo, pegou o copo das mãos de Dade e tomou dois pequenos goles e entregou novamente para ela.
_ Claro, a grande Louise tinha que fazer uma apresentação dramática, para chamar a atenção de todos... parabéns foi a melhor da noite queridinha! Gritou Amélia adentrando o quarto sem aviso.
Todos acabaram se assustando, após o susto só podia observar o olhar de descontentamento de Dade e o de fúria de Phyllype e Nádia, Louise estava sem reação, não tinha forças para rebater ou discutir com Amélia.
_ Saia... saia agora daqui ou irei mostrar a todos uma verdadeira cena. Falou furioso. _ Queres sair andando ou rolando as escadas?
_ Olha quem diria, você defendendo a pobre esposa, que coisa bonita Monreool, contudo não podes me expulsar de minha própria casa, agora sou dona de tudo isso e vocês que devem sair!
Phyllype queria jogar-lhe a verdade na cara, mas aquele não era o momento, Louise precisava de paz, ela já estava sofrendo o suficiente.
_ O que anda estão fazendo aqui? Mandei saírem! Todos vocês inclusive você Dade, estas demitida.
Louise foi a primeira a se levantar, respirou fundo olhou para a mulher que um dia chamou de mãe.
_ Aproveite a casa e a solidão, pois será sua única companheira neste casarão!
Amélia estava para revidar quando Phyllype, ajudou a esposa a sair do quarto, junto com Dade.
_ Quero vê-lo e me despedir!
_ Tudo bem, irei com você!
Ela apenas assentiu sabia que não iria conseguir sozinha, as pernas não estavam ajudando-a, respirou fundo e seguiu rumo a multidão, que abria espaço para que os dois passassem, quando finalmente chegaram, Louise não conseguia respirar, olhou para o pai deitado naquele compartimento e não podia acreditar que nunca mais o veria, ela parecia estar em um sono sereno, estava mais magro, porém ainda como ela se lembrava, colocou a cabeça no peito dele e por fim a fixa caiu, ao sentir o corpo gélido e sem os batimentos de seu coração, agarrou a roupa que ele usava e deixou as lagrimas escorrerem.
_ O que farem... o que será de mim... sem o senhor papai... por favor... não me deixa aqui sozinha!
Phyllype ainda estava a se segurar, mas as lagrimas foram mais fortes e o venceram, vê-la naquele estado era de doer o coração.
_ Eu... eu deveria estar aqui com o senhor... me perdoe papai. Louise respirou fundo e falou como se contasse um segredo ao pai. _ me perdoe, por não ter sido a filha que o senhor merecia, mas prometo que irei realizar todos os nossos sonhos, pelo senhor e não irei deixa-la estragar mais a minha vida, eu te prometo que ela irá sofrer por tudo o que nos fez. Engoliu em seco. _ eu te amo papai e sempre irei amá-lo.
Limpando as lagrimas Louise olhou para o pai pela última vez, beijou-lhe a mão, soltou um pequeno sorriso ainda com os olhos marejados.
_ Descanse em paz papai!
Virou-se para sair, sendo amparada pelo marida e por Nádia, foi até a cozinha esperou que Dade pegasse seus poucos pertences, para saírem da mansão, ao longe viu Amélia sorrir de satisfação ao vê-los partir.
*************
triste com esse capítulo 💔
VOCÊ ESTÁ LENDO
Fadada ao Amor
RomanceSéculo XIX Em uma época, onde o único destino das mulheres era o casamento arranjado, Louise Ockerman sonhava com um futuro diferente, daquele que haviam traçado para ela. Lutar contra o casamento será uma tormenta que ela tentará fugir, mas no cami...
