Capítulo 43

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Com rapidez Phyllype escalou a parede, já que o fizera antes, olhou pelo vidro e viu Louise sentada em sua cadeira em frente a escrivaninha lendo um livro de capa escura, ela parecia entretida com a leitura, pois nem notara sua presença ou o barulho das folhagens enquanto ele subia, Louise estava com os cabelos em um coque frouxo, com alguns fios soltos pelo rosto, usava uma camisola branca de algodão que em um simples movimento de Louise, deslizou pelo seu ombro e repousando em seu braça, o que acabara por deixar seu pescoço a mostra, Phyllype não conseguia parar de admirá-la e por um instante se esqueceu que estava ainda na parede se segurando na trepadeira.

_ Recomponha-se Phyllype. Obrigando se mentalmente a não ter pensamentos impróprios naquele momento, balançou a cabeça para espantar os mesmos e tentou subir mais um pouco, quando passou o braço direito em um ganho pontudo. _ Ai... porcaria. Murmurou.

O corpo de Louise saltou com o susto, estava a pegar algo para se defender quando percebeu que se tratava de Phyllype, ou melhor dizendo seu noivo.

_ O que estas fazendo aqui a essa hora?

_ Poderia abrir a janela e me deixar entrar antes de brigar!

_ Entre. Falou abrindo a janela e o ajudando a passar. _ Machucou-se? Falou olhando para o pequeno ferimento no braço de Phyllype. _ Irei pegar algo para limpar!

_ Não precisa, estou bem! Sei que você me ama, mas não precisa se preocupar tanto.

_ Deveria ter o deixado do lado de fora!

_ Sei que não faria isso! Falou sorrindo.

_ Não só faria como teria lhe empurrado! Disse com os olhos semicerrados e a mão na cintura.

Phyllype sorriu. _ Eu tenho plena consciência disso, irei me casar com uma selvagem e assassina, havia me esquecido disso.

_ Acho bom não esquecer!

O momento descontraído se transformou em um silêncio constrangedor, ao falar do casamento, estavam sentados na cama de Louise, enquanto ela limpava o sangue do ferimento de Phyllype.

_ Ei?... Olhe para mim! Disse colocando a mão no queixo e o levantando. _ Não quero que tenha esse clima entre a gente, vamos viver na mesma casa, teremos que nos acostumar com isto, promete que seremos amigos, como sempre fomo e que nada mudara entre nós?

_ Irei tentar. Disse olhando nos olhos castanhos de Phyllype. _ não irei mentir que está é uma situação um tanto quanto embaraçosa, não é fácil fingir que tudo está normal, pois não está.

Louise se levantou da cama de supetão, um pouco alterada, passou a mão sobre os cabelos, fazendo o coque se desfazer, olhou para baixo e notou que estava de camisola, ficou envergonhada ia pedir que ele fosse embora, quando ela sentiu os braços dele em volta do seu corpo e com uma das mãos tampou sua boca.

_ Xiu, fale baixou, irão nos escutar...olhe eu sei que é e será difícil, mas vamos conseguir, juntos, está bem, sei que estas com medo, eu também estou, você mais que ninguém sabes que não estava em meus planos me casar, não agora.

Louise sentia a respiração de Monreool em seu pescoço, o que lhe causava alguns arrepios, mas não o afastou, seu abraço tinha o poder de confortá-la, queria continuar ali por algumas horas, mas as últimas palavras dele a feriram, ele estava casando por ela, para salva-la, isso a magoou e a entristeceu.

_ Você não precisa continuar com isso, ainda podemos cancelar este compromisso, não quero que fique preso a mim.

Ele não respondeu, apenas a abraçou com mais força. _ O problema é que eu quero! Pensou ele, enquanto sentia o aroma doce de coco com baunilha, que emanava de seus cabelos.

alguns dias depois

O grande dia havia chegado, a casa estava movimentada, criados correndo para todos os lados organizando a cerimônia, seria um casamento simples com poucos convidados, os dois optaram por convidar apenas os familiares das duas famílias, o casamento seria na parte da manhã, Louise estava nervosa, não conseguiu pregar os olhos a noite.


Fadada ao AmorHistórias para pegar e não largar. Descubra agora