Louise passeava nas ruas da cidade e ao longe avistou Ricardo, tentou se aproximar, a cada passo que Louise dava em sua direção ele se afastava mais, correu para alcança-lo e quando conseguiu se aproximar, ele estava de costa, ela segurou em seu braço com o coração saltando compassadamente no peito.
_ Estava com saudade! Disse Louise segurando em seu braço.
Sentiu a mão de Ricardo na sua e depois uma gargalhada assustadora dele, depois outra de sua mãe, de Victória, Nádia, Pierre e de suas irmãs, todos estavam rindo dela.
_ Você já tem dono senhorita! Disse Ricardo sem a olhar, apontando para o senhor Raimundo saindo das sombras.
_ Pareeeem! Nãaaao. Gritou Louise acordando assustada, havia tido outro pesadelo.
Era apenas um pesadelo, porém logo poderia se torna realidade, precisava fazer algo para impedir que o senhor Raimundo quisesse se casar com ela. Todas as noites saia com Phyllype e as vezes com Nádia, passeavam pela cidade, iam em festas, as vezes em bares ou simplesmente jantavam na casa de Nádia, seus pais eram um casal além daquela época, conversavam e se divertiam com eles. Louise sabia que sua mãe a estava vigiando e estava fazendo de tudo para que o senhor Raimundo a vesse como uma moça impropria para ser sua esposa, fingia estar bêbada e que estava com rapazes, em uma pequena cidade as notícias corriam rápido e logo estaria mal falada, não se importava com isto, apenas queria ser mal vista aos olhos de seu pretendente.
Os finais de semana, costumava ir para a casa dos pais de Phyllype, ela gostava daquele ambiente, ali sentia paz, além de ser muito divertido. Ajudava dona Ana a fazer as refeições, brincava com o senhor Emanuel e Henrique, pareciam duas crianças, e passava a tarde conversando com Phyllype, conversar com ele era muito normal para ela, tinha assunto sobre tudo, ela gostava de ouvir sobre a faculdade e se divertia com as histórias dele com as moças.
Em um certo fim de semana, enquanto eles conversavam e passeavam no jardim, uma carruagem chegou na fazenda, deixando Louise desconcertada, era os tios de Phyllype por parte do senhor Emanuel, o senhor parecia muito com ele, até na forma de andar, cumprimentou Louise e sorriu de forma amigável, já sua esposa não pareceu muito contente com a presença de Louise, apenas a cumprimentou e voltou para a carruagem e parecia chamar por alguém.
_Elena? Acorde minha querida chegamos
_ an... me deixe dormir tia
_ acorde logo menina ou irei manda-la de volta
_ já acordei tia
Elena era sobrinha de Berenice, tia de Phyllype, quando Elena desceu da carruagem que viu Phyllype seus olhos brilhavam, passou a mão nos cabelos negros ajeitou o vestido e correu ao encontro dele e o abraçou.
_ estava com saudade!
_ Elena está é Louise, minha amiga. Disse Phyllype tentando escapar do enlace de Elena.
Louise ficou surpresa, nunca viu Phyllype, negar um abraço de uma moça, Elena não era feia, mas parecia bem grudenta, segurou-se para não rir daquela situação.
_ Muito prazer. Disse Louise estendendo o braço para cumprimentara-la, o que foi em vão.
_ prazer! Disse Elena a olhando dos pés à cabeça com desaprovação
_ Vamos Elena, temos que guardar nossas malas.
_ estou indo tia. Disse ainda sorrindo para Phyllype.
_ Elena, não irei chama-la novamente!
_ está bem em tia Berenice. Falou Elena descontente, indo em direção a carruagem
_ Não ria dona Louise!
_desculpe-me, mas não tem como evitar, parece que você tem uma prima muito carinhosa. Disse Louise rindo
_ Um grude isso sim, e não somos primos!
_ O que você fez para ela ficar tão... tão... assim?
_ charme natural... e talvez... eu tenha a beijado uma vez ou duas!
_ não acredito você beijou sua prima?
_ ela não é minha prima, já falei. Se tem uma coisa que me arrependo foi de ter beijado essa menina, agora não sai do meu pé.
_ percebi e pelo jeito se eu continuar perto de você irei apanhar!
_ não seria uma briga justa, afinal ela é mais forte que você!
_ não seria justa porque eu não fiz nada Phyllype!
_ Também!
Louise já estava ficando sem jeito com aquela situação, Dona Berenice e Elena a olhava com total desdém, principalmente se chegasse perto de Phyllype, tentou se despedir para ir embora várias vezes, mas dona Ana sempre a impedia e a chamava para ajudar na cozinha.
_ A senhorita, não irá embora antes do jantar e não adianta tentar fugir
_ Dona Ana a senhora viu como elas estão me olhando eu não sei o que fiz.
_ você não fez nada minha querida, mas elas acham que você é uma pretendente do Phyllype, por isso não gostam de você, a Berenice vive dizendo que meu filho vai se casar com a Elena, desde crianças.
_ agora eu entendo porque ela também não gosta de mim!
_ não ligue para elas, você e nossa convidada e para ser sincera eu não quero que meu filho se case com a Elena!
_ porque?
_ Eu não gosto do jeito dela, preferia que ele se casasse com uma bela moça ruiva que mora aqui perto!
_ Acho melhor ir olhar as panelas. Falou Louise indo em direção as panelas, toda desconcertada pela indireta que acabara de ouvir.
Passaram a tarde conversando, Louise estava mais sem graça do que antes, ajudou dona Ana a servir o jantar, se despediu e voltou para casa a cavalo.
Passaram se alguns dias até que as férias de Phyllype acabaram, havia de voltar para o exterior, o que não trazia boas lembranças, sabia o que teria que enfrentar, estava furioso por arcar com as burradas de seu ex amigo, Louise e Nádia o faziam esquecer de tudo isso, as vezes se sentia mal por não contar a verdade para sua amiga. Estava começando a se interessar por Nádia, mas ainda não havia esquecido de Victória, Louise sabia disso e já estava ficando preocupada e confusa.
****************************
Pelo jeito do Ana já escolheu a nora kkk coitada da Louise
VOCÊ ESTÁ LENDO
Fadada ao Amor
RomanceSéculo XIX Em uma época, onde o único destino das mulheres era o casamento arranjado, Louise Ockerman sonhava com um futuro diferente, daquele que haviam traçado para ela. Lutar contra o casamento será uma tormenta que ela tentará fugir, mas no cami...
