Pela primeira vez em dias Louise conseguiu dormir um pouco, ao contrário de Phyllype que ficou a observando dormir, estava feliz por finalmente a esposa estar dormindo calmamente, e ao mesmo tempo triste por não poder toca-la como queria, a queria para ele, queria sentir seu cheiro na pele dele, seu gemido fino e calmo, estava ficando maluco e quase explodindo, não conseguia ficar com outras mulheres só pensava nela e em como seu corpo era pálido e macio.
No dia seguinte logo pela manhã foram para a fazenda, realizar a leitura do testamento, Louise acompanhada de Dade, abraçou o irmão a cunhada, e sentou-se ao lado dos mesmos, ficando de frente para Amélia, as irmãs de Louise não estavam presentes, pois não puderam vir, pela distância.
_ Monreool, achei que não viria, e falar nisso onde está seu maridinho?
_ Olá Amélia, ele veio sim, na verdade acabou de chegar! Disse olhando para o marido entrando com uma pasta grande nas mãos e a colocando sobre a mesa do escritório de Walter.
Amélia se virou e ficou sem reação ao ver que Walter havia mudado de advogado sem a consultar.
_ O que pensas estar fazendo aqui, onde está o advogado da família?
_ Eu sou o novo advogado da família, sente-se, ou irei expulsa-la da leitura do testamento.
Amélia sentou-se furiosa, ao contrário de Maria e Louise que estava segurando para não demonstrar o contentamento.
_ Bom dia, hoje estamos aqui para a leitura do testamento do falecido duque Walter Ockerman:
" Meus queridos filhos, se estão ouvindo estas palavras é pela minha ausência, gostaria de pedir desculpas por não ter sido o melhor pai e nem o mais presente, queria que soubessem que este testamento foi escrito dias antes de minha morte, onde finalmente abri os olhos..."
_ Este não é o testamento verdadeiro, que fiz com meu marido!
_ silêncio, por favor, continuando " e decidi mudar a distribuição de meus bens, primeiramente para minhas filhas mais novas, Luiza e Lívia, deixarei minhas casas no exterior e vinte por cento de meu gado para cada uma e seus maridos, para meu único filho homem, deixo as terras do sul, onde ele já mora, assim como vinte por cento de meu gado e meu legado de duque e comprador de animais, deixo também para minha nora maria, um pedido de desculpas por não ter a cuidado e protegido como deveria, sei que não irá apagar os ocorridos, mas deixo para ela além do título de duquesa, uma propriedade em seu nome, para que acomode sua tia e quem mais você desejar..."
_ Como assim, o Walter deixou uma propriedade para essa menina?
_ Se a senhora continuar me interrompendo terei que pedir que se retire!
_ está tentando me expulsar da minha casa novamente Monreool?
_ Posso continuar? Ok "deixo dez por cento de meu gado para meus funcionários, e dez exclusivamente para a minha querida Dade, "
_ Que absurdo!
_ "em agradecimento por todos os anos de trabalho e ajuda, para minha primogênita e sonhadora Louise, deixo vinte por cento de meu gado, todos os meus equinos, minhas propriedades na cidade e o restante de minhas terras, para minha esposa infiel, deixou apenas a mansão, sendo apenas dela enquanto estiver em luto, a partir do momento que for vista com outro homem ou tentar vendê-la, a casa será passada para o nome de Louise, deixo claro que este testamento não poderá ser modificado, sendo comprovado e assinado por mim, deixo escrito que estas são as minhas exigências escritas, no meu leito de morte, ..."
Amélia levantou-se indo furiosa em direção a Phyllype, estapeando-o, como pode.
_ Seu desgraçado, você fez a cabeça de meu marido contra mim, irá me pagar por isso, todos vocês irão.
_ Acalme-se senhora, ainda não terminei!
_ Sente-se mãe, acalme-se!
_ " na tentativa de algo contra meus filhos e meu genro e advogado, minha esposa será deserdada totalmente, perdendo o título e a casa", antes que eu esqueça ele deixou uma carta, para cada um de nós, Amélia a sua eres está a mais curta!
_ Desgraçado, não quero carta daquele homem, o suportei por anos, para no final não receber nada! Não pensem que isso ficará assim.
_ Cale a boca, deveria dar graças a Deus, por ainda ter ficado com a casa, ele deveria ter a deixado na rua!
_ Sua pentelha, você, sempre foi você o motivo da minha vida ter se tornado isso, eu odeio você, irei atormentar sua vida, você nunca será feliz!
_ Mais, não tem como mamãe, você já infernizou o bastante minha vida, você não tem mais esse poder, deveria ir trabalhar em uma taverna, sua nojenta!
Amélia em um rápido movimento segurou no pescoço de Louise, apertando a com força.
_ Solte-a, correu Phyllype para socorrê-la!
_ Mãe o que estas fazendo, solte minha irmã!
_Isso continue, que irá ficar sem onde morar...
Amélia a soltou sentindo ainda mais fúria, saiu pela casa quebrando todos os vasos e rasgando os porta-retratos.
_ Louise, o que foi isso, minha mãe realmente traiu meu pai?
_ Sim, muitas vezes Lorenzo, agora tenho que ir, o dia já foi deveras estressante! disse com a mão nas manchas vermelhas no pescoço.
Louise e Phyllype saíram do casarão aliviados, olharam um para o outro, e começaram a rir.
_ Que dia, não?
_ Você viu a cara dela?
_ Vai ser um dia inesquecível, obrigada!
_ De nada, ter visto ela se explodir foi ótimo, acabou a pose!
_ Vamos sair dessa casa, quero descansar e pensar no que vamos fazer com tudo isso que meu pai me deixou, só para saber o que tem na carta da Amélia e na sua?
_ Da minha ainda não sei, agora a da duquesa, eu sei...
_ Então conta!
_ Vou pensar no seu caso curiosa!
Ficaram brincando até a carruagem chegar
_ quando tempo leva para tudo ser dividido oficialmente?
_ Em questão de uns dois meses, porque?
_ Estou pensando em algo!
_ Nossa casa?
_ Também, sabe aquele orfanato que te falei um dia? Fui procurar saber e descobri coisas horríveis...
_ Sim, você quer ajudar as crianças, porque não me pediu ajuda, já teríamos dado um jeito!
_ Você estava ocupado demais naquela época!
Falou Louise descendo da carruagem, Phyllype entendeu o que ela quis dizer, ela estava a se referir as saídas dele.
_ Espera aí Louise, você descobriu com quem? Perguntou correndo atrás de Louise.
_ Isso interessa? Respondeu subindo as escadas.
_ Sim interessa, ainda mais se for com aquele doutor metido a galã!
_ Sim, foi ele sim que me ajudou, eu não sei o motivo dessa implicância com ele! Disse abrindo a porta.
_ Eu não gosto dele! Respondeu fechando a porta do quarto.
_ Isso não é motivo Monreool!
_ O mulher complicada! Disse sentando-se na poltrona. _ Se você soubesse Louise, o ódio que tenho do jeito que esse cara olha para o seu corpo, me entenderia! Pensou ele.
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Fadada ao Amor
RomanceSéculo XIX Em uma época, onde o único destino das mulheres era o casamento arranjado, Louise Ockerman sonhava com um futuro diferente, daquele que haviam traçado para ela. Lutar contra o casamento será uma tormenta que ela tentará fugir, mas no cami...
