Louise passou os dias seguintes trancada em seu quarto, lendo e imaginando como seria os próximos dias na mansão apenas com Amélia, pensou em fugir as tardes para a casa dos Monreool e a noite para a cidade visitar Nádia, parecia um belo plano, talvez escreveria para Phyllype, passearia pela floresta, não seria tão ruim, evitaria encontros com a duquesa, faria as refeições na cozinha com Adriana e Dade quando o pai não estivesse em casa.
Durante duas semanas o planejamento de Louise ocorreu como planejado até o entardecer de sábado, quando seu pai começou a se sentir mal durante o jantar, Walter sentiu uma dor intensa no peito esquerdo, tentou se levantar e fugir para a biblioteca como sempre fazia, quando as dores iniciavam, contudo dessa vez não teve tempo, a dor se intensificou como nunca antes. Ao tentar se levantar de seu assento, as pernas falharam, fazendo com que seu corpo caísse sobre a mesa de jantar, espalhando talheres e alimentos pelo chão da sala de jantar. Louise entrou em desespero, correu para ajudar o pai, com a ajuda de dois criados o levou para o quarto e enviou um mensageiro para a cidade, com o intuito de buscar um médico. Louise ficou ao lada do pai, sentou-se na cama e ficou a segurar sua mão.
_ Por favor não me deixe papai, por... favor... Disse entre as lagrimas. _ Só tenho o senhor, não podes me deixar, não com ela. Falou abraçando o corpo imóvel do pai sobre a cama. _O que seras de mim sem o senhor?
_ Senhorita Ockerman, com licença!
_ Sim!
_ O doutor acaba de chega
_ Mande o entrar!
_ Sim senhora!
Louise ficou observando enquanto o doutor examinava seu pai, suas mãos continham o vestígio do nervosismo e da preocupação, a todo momento passava as sobre o vestido ou unia se as mãos deslizando o polegar direito constantemente sobre o outro. A cada minuto sua ansiedade aumentava, olhou em volta e só então notou que Amélia havia entrado a poucos segundos e não havia sinal de medo ou preocupação, parecia apenas curiosa para ver o que o doutor diria, já que aquele foi o único momento que esteve no quarto.
_ E então doutor o que meu pai tem? E grave?
_ Louise tenha mais respeito com o doutor, não atrapalhe!
Louise lançou um olhar mortal para a mãe, apertou o maxilar e estava preste a lhe responder quando o doutor se levantou, com o semblante sério.
_ Bom infelizmente as notícias não são boas.
Louise sentiu um calafrio percorrer pela espinha e as pernas fraquejarem.
_ Como ah sim doutor?
_ Seu marido sobre da síndrome do coração, não a cura para essa enfermidade, sinto muito.
As pernas de Louise travaram, houve um silencio, ela ouvia sua própria respiração, não conseguia se mover, chorar ou falar, estava em choque, via o doutor conversar com sua mãe, mas não ouvia nada, não conseguia raciocinar, seu corpo não obedecia e em fração de segundo viu tudo escurecer e aos poucos perdeu a força do corpo.
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Coitadinha de nossa Louise😢
Nosso duque na mídia ♥
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Fadada ao Amor
RomanceSéculo XIX Em uma época, onde o único destino das mulheres era o casamento arranjado, Louise Ockerman sonhava com um futuro diferente, daquele que haviam traçado para ela. Lutar contra o casamento será uma tormenta que ela tentará fugir, mas no cami...