Capítulo 13

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Os dois caminharam por alguns minutos, atravessaram uma pequena floresta e então pararam diante de uma árvore alta, com os galhos que se desdobravam até encostar no chão e que escondia uma pequena nascente de água, que corria em volta de algumas pedras, formando uma pequena ilha.

_ Como você descobriu esse lugar?

_ vinha aqui quando era criança, para fugir dos meus pais, não ria dona Duquesa

_ Este lugar é meu senhor Monreool! Disse Louise com as mãos na cintura e os olhos semicerrados.

_ Na verdade é metade meu, já que a divisão das nossas terras passa aqui no meio. Explicou fazendo um sinal de linha com o dedo.

_Ok senhor sabe tudo, só espero ser avisada quando o senhor trouxer alguma das suas "sortudas" aqui.

_ rararara não se preocupe nunca trouxe ninguém aqui, apenas você, então você é uma das minhas sortudas. Disse rindo

_ Vai sonhando, até porque este lugar é meu, muito antes de você descobrir as mulheres

_ Então acho que foi logo quanto nasci. Disse em tom de pensamento.

_ Você não presta.

_ Chega de discussão, vamos tomar café da manhã, ou melhor um quase almoço

_ Verdade, pelo jeito o senhor veio preparado. Falou observando o tecido florido sobre o chão, com uma diversidade de frutas, bolos e tortas.

_ Sempre.

Sentaram-se em lado opostos do tecido e começaram a experimentar cada prato, Phyllype a observava com um pouco de preocupação e admiração, por estar sendo forte depois do ocorrido, queria abraçá-la e dizer que não deixaria que isso acontecesse novamente, mas não poderia a iludir, logo voltaria para o exterior, e ainda se sentia culpado por ter apresentado Ricardo para ela, queria contar-lhe a verdade, no entanto não poderia, não naquele momento, ela já havia sofrido demais nesses últimos dias, o casamento da irmã e aquele, aquele idiota, não conseguia ao menos pensar no nome do crápula. 

Conversaram, brincaram do jeito deles, com todo o sarcasmo e ironia possível, apenas uma forma de esquecer os problemas e de animá-la.

_ E como vão as coisas entre você e a sua amada Victória?

_ Não vão. Falou deixando escapar um suspiro de tristeza.

_ O que aconteceu?

_ Longa história!

_ Temos tempo!

_ Você é insistente em dona Duquesa. Falou em meio a um sorriso triste

_Perdoe-me, você tem razão, fui muita invasiva!

_ Tudo bem, eu estava brincando, acho que preciso conversar com algum que não esteja ligado a minha família.

_ Pelo jeito é sério, os pais dela não aceitaram?

_ Também, no entanto antes deles, foram os meus, quando contei que estava gostando de uma moça aqui da cidade, ficaram felizes, pois achavam que iria terminar a faculdade e voltar a morar aqui, quando disse o nome dela, eles ficaram apavorados e desgostosos, minha mãe desmaiou, meu pai começou a gritar comigo, como se fosse um absurdo, fiquei meio perdido, sem entender nada.

_ Você descobriu o motivo?

_ Aparentemente as famílias se odeiam...desde...sempre, me ameaçaram até de desertar, de continuarem a pagar meus estudos.

Fadada ao AmorHistórias para pegar e não largar. Descubra agora