No dia seguinte a sua chega Phyllype foi a fazenda, estava nervoso e com saudade de ver Louise, conversar naturalmente como antes, como amigos, suspirou antes de bater na porta de entrada.
_ Boa tarde senhor Monreool, que bom que retornaste! Falou toda sorridente.
_ Boa tarde Adriana!
_ Meu rapaz que bom que chegaste, quero aproveitar este momento para conversar com você, a sós. Falou Walter se levantando com dificuldade.
_ Sim, também preciso conversar com o senhor. Respondeu ainda mais sério.
_ Vamos ao meu escritório, lá não seremos interrompidos!
Phyllype o ajudou a caminhar até o escritório ao lado da biblioteca, entraram no recinto e Walter pediu que trancasse a porta e se sentasse.
_ Serei direto meu rapaz, estou te entregando o meu bem mais precioso e como tal quero obter a certeza de que irá cuidar de minha Louise! Quero que a leve para a cidade, a tire de perto de minha esposa, a proteja e cuide dela com sua vida. Walter deu uma pequena pausa abaixando a cabeça. _ Como sabes não viverei por muito tempo, não poderei a proteger com prometi fazer.
Phyllype ficou em silencio, sabia que Walter amava muito Louise e que a morte dele a deixara desolada e desamparada, já que ele era o único refúgio dela.
_ Louise sempre foi diferente das irmãs, não queria apenas se casar, sonhava em estudar em ser uma mulher livre... lembro me que desde pequena ela gostava de fugir de casa só para se sentir assim, nunca quis que ela se casasse forçada, ao contrário de Amélia que sempre quis se livrar da minha menina, nunca entendi o motivo do ódio dela por minha menina.
Phyllype pigarreou após um longo suspiro.
_ Eu sei o motivo, por isto estou aqui, Louise se tornou muito importante para mim senhor Ockerman, a vi sofrer diversas vezes com os devaneios de sua esposa, não sou nem de longe o homem que sua filha merece, mas também fiz a promessa de a proteger e este casamento foi a forma de cumprir minha promessa.
Walter o olhou por um instante e viu sinceridade nos olhos do rapaz, além de ódio ao falar de sua esposa e um pequeno brilho e tristeza ao citar o nome de Louise, naquele momento o duque obteve a certeza de que Monreool iria cuidar de sua filha, além de amá-la.
_ No dia que Louise chegou em minha casa, machucada e desesperada com a notícia do casamento arranjado, minha mãe me contou lhe o motivo do ódio de Amélia por Louise...
Walter sentiu um aperto no peito, por mais que sua esposa fosse uma pessoa desprezível ele ainda amava e no fundo sempre soube que não era recíproco, a cada palavra dota por Phyllype o duque se entristecia, Amélia, sua Amélia nunca foi dele, agora tudo fazia sentido, ela culpava Louise por tudo que aconteceu com ela, agora sabia que realmente deveria proteger sua filha do monstro que dormia ao seu lado.
_ O senhor estas bem?
_ Estou, sim só preciso me recompor... minha vida foi uma mentira rapaz, não é algo fácil de lidar, ainda mais na minha situação atual.
_ Sim, sinto muito por isto duque, só não poderia deixa-la sair livre depois de tudo isso.
_ E ela não irá, você agora é oficialmente um advogado não mesmo?
_ Sim senhor! Assentiu com a cabeça.
_ Sente-se, a partir de agora você é meu novo advogado e ira ser responsável por ler meu novo testamento, após minha morte.
Após se recuperar um pouco da notícia que recebera, o duque pediu que Phyllype escrevesse seu novo testamento, enquanto o duque falava o que desejava escrever no novo testamento, Phyllype estava a imaginar a expressão de ódio de Amélia, quando o mesmo fosse lido.
Já era noite quando Phyllype terminou de escrever o testamente e Walter o assinou, ao sair do escritório agradecer mentalmente por não ter que olhar na cara de Amélia, se despediu de Adriana e saiu da mansão, parou por um instante e suspirou e virou-se novamente em direção a mansão, no entanto não voltou a bater na porta de entrada, seguiu para o lado de trás da casa onde ficava uma longa trepadeira com galhos grossos e folhagem avermelhada, na parede, já desbotada pelo tempo. Olhou para a direção da janela e observou que ainda havia um fraco brilho dentro do recinto, demonstrando que Louise ainda estava acordada.
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eita eita a casa vai cair para Amélia...
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Fadada ao Amor
RomanceSéculo XIX Em uma época, onde o único destino das mulheres era o casamento arranjado, Louise Ockerman sonhava com um futuro diferente, daquele que haviam traçado para ela. Lutar contra o casamento será uma tormenta que ela tentará fugir, mas no cami...