Ao amanhecer Louise despertou, com os braços do marido entrelaçados ao seu corpo, sentiu um pequeno desconforto em sua intimidade e então se recordou da noite anterior e que finalmente havia deixado de ser moça, agora era mulher, mulher dele, do homem nu ao seu lado, com o semblante calmo. Lembrou-se de como ele havia sido paciente e atencioso, em como a acalmou, e a fez se sentir a mulher mais linda e desejada do mundo, não tinha mais dúvidas de que aquele sentimento era reciproco e que nada poderia abalar aquele amor.
_ Bom dia esposa, estas pensativa, posso saber em que estas pensando?
_ Homem controlador esse meu, querendo saber até de meus pensamentos. Riu ela. _ Estava pensando na noite passada.
_ Hum, em qual parte dela?
_ Em todas, ai...gemeu Louise ao se mexer na cama.
_ Está doendo muito?
_ Não, só um pouco dolorida, nada demais!
_ Minha mu-lher forte, vou deixar você descansar hoje, preciso trabalhar, afinal minha esposa, me impediu de trabalhar ontem à tarde.
_ Está achando ruim, querido?
_ Nenhum pouco, mal posso esperar pela segunda rodada, logo mais à noite. Sorriu maliciosamente para a esposa, depositando-lhe um beijo nos lábios. _ Descanse querida!
_ Descansar? Hoje irei olhar os imóveis que meu pai deixou, para escolher o qual é melhor para as crianças. Já posso organizar a remoção das crianças?
_ Sim, no entanto acho melhor, observar se a casa, não necessita de reparos, afinal não foram feitas para receber crianças, não muitas!
_ Você tem razão, obrigada meu amor, tenha um bom dia de trabalho. Falou lhe enchendo de beijos.
Logo após a saída do marido, Louise vestiu um vestido, fino e confortável, visitou as três casas que seu pai havia deixado em seu nome, escolheu um dos maiores, no qual continha muitos quartos, uma sala de jantar extensa e um jardim amplo, para que as crianças pudessem brincar. Após o almoço, com a ajuda do pai de Nádia, contratou alguns homens para iniciar uma pequena reforma na casa, em poucas horas os homens limparam o enorme quintal, enquanto Louise e Nádia, colocaram balanços nos galhos das árvores, plantaram flores nos arredores do jardim e limpando a casa.
_ Ficou fabuloso Louise, as crianças irão amar esse lugar!
_ Esse é o plano, acho que em dois dias conseguiremos organizar tudo, para recebe-las.
_ Boas tardes!
_ Boas tardes. Responderam no mesmo tom.
_ Doutor, o que devo a visita? Perguntou Louise.
_ Apenas saber se precisam de alguma ajuda, a cidade inteira estas comentando o seu ato de boa fé.
_ Imagino doutor, o que estão comentando, no momento não estamos precisando, mas iremos, logo que as crianças forem trazidas para cá, queria que examinasse cada uma delas, claro irei paga-lo, pelos serviços.
_ ó não, claro que não será necessário é o mínimo que posso fazer pelas crianças.
_ Agradecemos por isso doutor Fernando. Se intrometeu Nádia. _ Agora se nos der licença, temos mais algumas coisas para organizar. Falou puxando Louise.
_ O que foi isso, Nádia deixou o doutor, falando sozinho!
_ O que, que tem, estou o dia todo querendo ficar sozinha com você, e ele me aparece, agora vamos me conte, como foi a primeira noite de núpcias?
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Fadada ao Amor
RomanceSéculo XIX Em uma época, onde o único destino das mulheres era o casamento arranjado, Louise Ockerman sonhava com um futuro diferente, daquele que haviam traçado para ela. Lutar contra o casamento será uma tormenta que ela tentará fugir, mas no cami...
