_ Não, isso não...
Os olhos de Louise ficaram turvos pelas lagrimas que os emundavam, o mundo para ela acabava de desabar, já era algo que ela esperava, mas a perda de alguém jamais era amortecida. Em poucos segundos, Louise perdeu a forca das pernas e caiu ao chão de joelhos, Phyllype se ajoelhou e abraçou a esposa forte, como se o abraço pudesse amenizar a dor que ela estava sentindo. Ficaram na mesma posição por um longo período, até Phyllype a levantar, colocou-a na cama e ficar agarrado a esposa durante a noite, até os dois adormecerem.
_ Olá Louise, vejo que já caiu nas garras de seu marido mentiroso, você é mesmo uma tola, assim como seu amado papai, aquele que não está mais aqui para salva-la, tudo agora será meu e você será meu brinquedinho querida, minha diversão. Falou Amélia entrando no quarto com uma faca nas mãos, vestida com um longo vestido branco, manchado de sangue. _ Seu papai já se foi, agora é sua vez filinha!
_ Louise, acorde Louise
_ Não, me deixe em paz...
_ Ei calma, eu estou aqui foi apenas um pesadelo. Falou Phyllype puxando o corpo de Louise novamente ao seu, sentindo seu coração aos poucos voltando aos batimentos normais.
_ Sonhou com ela não foi?
_ Sim, ela fara da minha vida um inferno agora, não sei o que farei, perdi a única pessoa que me amava e me protegia. Chorou Louise segurando o fino tecido da camisa do marido.
_ Eu estou aqui, jamais deixarei que ela te machuque, agora descanse um pouco amanhã será um longo dia. Disse beijando e acariciando os cabelos emaranhados de Louise.
Depois de muita resistência o corpo de Louise cedeu ao cansaço e a deixou adormecer, no dia seguinte Louise despertou exausta, sentou-se na cama e respirou fundo.
_ Talvez tenha sido apenas um pesadelo. Pensou ela. _ Ele ainda está lá.
_ Louise, estás bens, que pergunta é claro que não... você quer comer algo? Disse se aproximando de Louise na beirada da cama.
_ Pelo jeito não foi apenas um pesadelo! Suspirou Louise.
_ Não sei o que te falar, sei que nada que eu fizer irá diminuir a sua dor! Mas você precisa se alimentar...
_ Não estou sentindo fome Monreool, na verdade... não estou sentindo nada, minhas pernas, meu estomago, só queria dormir e acordar desse pesadelo!
_ Eu sei, volte a se deitar, vou arrumar nossas coisas para irmos para a fazenda!
_ Não quero ficar naquela casa, com aquela mulher!
_ não vai! Vamos ficar na casa dos meus pais!
Louise apenas assentiu com a cabeça e voltou a se deitar, após algumas horas os dois partiram para a fazenda, Louise estava apática, as lagrimas não desciam, ela ainda não estava a acreditar, na verdade ela não queria acreditar. Ao chegar na casa dos Monreool, Louise foi amparada por dona Ana e pelos demais familiares, a tarde juntou a pouca força que ainda restava, para enfim enfrentar a realidade. Quando chegou na sua antiga casa, ficou assustada com a quantidade de pessoas no velório e mais ainda quando viu Amélia aos prantos em cima de uma caixa de madeira, queria voar no pescoço dela pela cena dramática, mas foi impedida pelas irmãs que a abraçaram em conjunto, Louise não sabia como reagir, nem ao menos retribuiu ao abraço, respirou fundo e sentiu Phyllype a puxar.
_ Se acalme, hoje não! Cochichou no ouvido de Louise.
_ Eu vou joga-la naquela cova!
_ Calma...
Phyllype segurou Louise em seus braços, sabia que ela estava sofrendo e que naquele momento poderia fazer alguma loucura, enquanto caminhavam em direção ao caixão, a fúria de Louise se transformou em dor, Phyllype podia sentir o corpo tenso ficar tremulo, e logo todo o corpo de Louise desfaleceu totalmente.
_ Louise...Louise acorde, olhe para mim! Falou desesperado ao ver Louise desacordada.
Rapidamente a pegou no colo e a levou para o quarto com a ajuda de Dade e Nádia.
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Fadada ao Amor
RomanceSéculo XIX Em uma época, onde o único destino das mulheres era o casamento arranjado, Louise Ockerman sonhava com um futuro diferente, daquele que haviam traçado para ela. Lutar contra o casamento será uma tormenta que ela tentará fugir, mas no cami...
