Phyllype tirou a camisa e jogou sobre a cama, sentando se na mesma, Louise estava o provocando e sabia que se ela continuasse não iria resistir à tentação e iria acabar fazendo uma loucura, vestiu outra camisa e saiu apressadamente do quarto.
Louise passou o dia arrumando seus pertences no quarto e a tarde saiu para conhecer melhor o hotel, estava deveras entretida com o lugar que não estava a notar onde estava indo ou o que estava a sua frente, acabou por escorregar em um dos tapetes do local e cair em meio ao salão, ficou envergonhada com a situação, mesmo tendo apenas três pessoas no local, que não sentiu dor, apenas percebeu que havia se cortado quando o sangue pingo em seu vestido, olhou para o braço e havia um pequeno corte que minava sangue.
_ Você se machucou, sente-se aqui...
_ Foi apenas um corte estou bem!
_ Por favor traga minha maleta de primeiros socorros! Falou para uma das camareiras.
_ Não precisa...
O homem se apresentou como doutor, era deveras bonito, alto de olhos claros e cabelos loiros, ficou encantado com Louise e seu encanto não diminuiu ao notar a aliança em seu dedo anelar. Cuidou do ferimento de Louise e a acompanhou até seu quarto, achou estranho o fato de marido não estar com ela, nunca havia a visto no hotel, logo supôs que eram recém-casados.
Já era noite é Phyllype ainda não havia voltado, Louise acabou adormecendo por causa do medicamento que o doutor lhe receitou para a dor, estava dormindo profundamente e não notara quando seu marido adentrou o quarto já de madrugada, tirou os sapatos e a camisa e deitou ao seu lado na cama, puxando-a para perto de seu corpo e sentindo o aroma inebriante que exalava da pele de Louise, a mesma achou estar sonhando e continuou adormecida.
No dia seguinte Louise despertou sentindo suas pálpebras pesarem, o remédio havia a derrubado no dia anterior, sentiu algo pesar em sua cintura e olhou para baixo e viu o braço de Phyllype sobre seu corpo, sentia a respiração calma dele em seu pescoço, a pele nua tocar a dela, um calafrio percorreu por sua espinha, eles haviam dormido abraçados, tirou o braço dele sobre ela e se levantou, sentindo seu corpo queimar e uma onda de calor a invadir, enrolou o cabelo em um coque frouxo e entrou no lavabo, ligou a torneira da banheira e adentrou-a, tomando cuidado para não molhar o curativo.
Após um longo banho para acalmar seu corpo e seus pensamentos, Louise vestiu um vestido leve e sem espartilho, sentou-se e começou a ler um de seus livros, uma vez ou outra olhava para o homem sem camisa, na cama a sua frente, e se perdia ao observar seu peito subir e descer com sua respiração calma, em como seu peito com alguns cabelos pretos o deixavam viril, estava sentindo novamente o corpo queimar, sem perceber estava mordendo o lábio inferior enquanto pensamento sórdidos invadiam sua mente, Louise foi tirada de seus pensamentos quando ouviu batidas na porta, levantou-se é abriu-a para a criada com um farto café da manhã.
_ Louise, estas ficando maluca...como pode pensar estas coisas...você não pode se entregar para ele, jamais. Falava Louise baixinho consigo mesma enquanto comia compassadamente o café da manhã.
Quando Phyllype acordou, Louise estava sentada na varanda lendo seu livro, ele se levantou ainda meio zonzo e caminhou até ela.
_ Bom dia esposa!
_ Boa tarde, pelo visto a noite foi muito proveitosa. Afirmou sem tirar os olhos do livro.
_ Ciúmes? Disse enquanto passava a mãos sobre os cabelos bagunçados.
Louise o fuzilou com o olhar.
_ Não irei perder meu tempo o respondendo.
Phyllype passou a mão sobre os olhos, tentando acorda e só então viu o curativo no braço da esposa.
_ O que aconteceu com seu braço...
_ Nada que deva se preocupar... acho melhor ir se aprontar já está na hora do almoço e você ainda está fedendo a bebida e a perfume de vagabunda.
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Fadada ao Amor
RomanceSéculo XIX Em uma época, onde o único destino das mulheres era o casamento arranjado, Louise Ockerman sonhava com um futuro diferente, daquele que haviam traçado para ela. Lutar contra o casamento será uma tormenta que ela tentará fugir, mas no cami...