Capítulo 34

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No resto da semana, Louise ficou ao lado de seu pai, Walter estava se sentindo melhor, mas foi proibido de fazer esforço, pegar peso e andar a cavalo, o que o entristeceu já que vivia cavalgando, durante a semana recebeu diversas visitas de seus amigos e vizinhos, Louise o levava para passear durante as tardes no jardim, brincavam com os cães de caça e penteavam o pelo dos animais. Louise notou que o pai estava estranho, parecia querer contar lhe algo, mas nunca conseguia iniciar a conversa, Amélia se mantinha sempre distante e a espera de algo de sua parte.

No domingo Louise passeava com o pai pelo jardim, quando viu ao longe uma figura conhecida, sem perceber seus lábios formaram um sorriso singelo e feliz, era a primeira vez em dias que Walter via a filha sorrir, olhou para frente tentando reconhecer a pessoa que se aproximava.

_ Boa tarde senhor Walter! Como está se sentindo hoje?

_ Estou bem meu rapaz e você, já se formou?

_ Ainda não senhor, só vim aproveitar minhas férias e aproveitar para visitá-los, falou Phyllype com um sorriso sem dentes, antes de direcionar o olhar para Louise e perder um pouco o foco.

_ Que bom, como está seus pais? Já faz um tempo que não vejo meus vizinhos!

_ ... Ah... meus pais estão bem. Boa tarde Louise como vai?

_ Estou bem! Respondeu tentando realmente parecer bem.

_ Que bom!

Phyllype sabia que era mentira, estava nos olhos dela, aquele brilho castanho que Louise havia nos olhos, estava apagado e isso o deixou preocupado, os dois ficaram se olhando por alguns instantes até ouvir o praguejar de garganta de Walter.

_ Ururu... acho que Louise está precisando sair um pouco, não acha Phyllype?

_ Claro está pálida, quer dizer mais que o normal!

_ Concordo rapaz!

_ Eu, estou bem, já está tarde acho que devemos retornar ao seu quarto papai!

_ Não precisa, ainda está cedo, pode ir vai fazer bem para você querida, eu vou nos estábulos olhar como estão os cavalos e logo retornarei não se preocupe!

Depois de muita discussão Phyllype conseguiu levar Louise para um passeio, sabia exatamente onde a levar, o trajeto para o local foi em total silêncio, o que não era normal entre eles, Phyllype não sabia o que dizer em uma situação como essa, quando soube da doença terminal de Walter adiantou sua viagem para a casa dos pais, sabia que Louise precisaria dele, só não sabia como ajudar ou falar, nada iria confortá-la naquele momento.

Quando chegaram na pequena ilha, sentaram-se na grande pedra, trocaram olhares e sorrisos forçados, a tensão entre eles e a falta de palavras era palpável, Phyllype sabia que nada que falasse iria mudar como ela estava se sentindo, também sabia que como sempre ela estava tentando ser forte e engolir a dor, abraçou-a forte sem proferir nada, depois de alguns segundo de luta e resistência Louise se entregou em seus abraços, soltou a respiração que parecia estar segurando a dias e deixou as lágrimas escorrerem pelo rosto, molhando a camisa de Phyllype, permaneceram assim por um longo período, até Louise respirar fundo entre as lágrimas e parecer menos tensa.

_ O que será de mim? Engoliu em seco. _ sem ele...

_ Eu estarei aqui... sempre que precisar... só falta um período, irei retornar definitivamente.

_ O que te fez mudar de ideia?

_ Alguns acontecimentos, mas isso não vem ao caso agora, irei te visitar sempre que puder, sempre... que quiser conversar ou só um ombro para chorar, estarei aqui... sempre. Falou olhando para o rosto vermelho que repousava em seu peito.

Louise levantou o olhar e só então percebeu que Phyllype proferia enquanto a olhava fixamente, olhou diretamente no fundo de seus olhos castanhos, sentindo um calafrio percorrer por toda a extensão de suas costas e uma leve ardência onde a mão esquerda de Phyllype a tocava com firmeza e carinho, estavam próximos o suficiente para ouvirem a respiração acelerada um do outro, nunca havia estado tão próximos, Phyllype se recompôs olhando para a água que corria em volta das pequenas pedras, brigou mentalmente consigo por querer beijá-la.

_ O que eu estava pensando, ela está sofrendo e eu..., isso não pode acontecer, ela é minha amiga, sua única amiga Phyllype, não estrague isso. Pensou.

Retornaram para a fazenda, Louise estava sentindo as bochechas queimarem, agradeceu mentalmente por seu rosto já estar vermelho pelo choro, seu coração ainda saltava no peito, pelo ocorrido de minutos atrás, estava assustada e desconsertada com sua própria reação, ainda tentava entendeu o que havia acontecido e mais ainda porque não parava de pensar no mesmo. 

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Até eu fiquei desconcertada imagina ela kkkk 

o que acharam do climinha em? 

Eu disse que teria capítulos no plural hoje, ainda tem mais... próximo capítulo tem uma surpresinha linda pra vc❤

Fadada ao AmorOnde histórias criam vida. Descubra agora