E lá estava Louise em mais um casamento, contudo dessa vez era o seu, estava indo contra todos os seus princípios, casando por conveniência ou melhor como meio de fuga, enquanto estava passando pelo corredor desenhado com pequenas flores, viu Phyllype a sua frente aparentemente nervoso, com seu terno em tons claros e cabelo impecavelmente arrumados, não tinha como negar que estava deveras charmoso, seu pai mais ao fundo tentava sorrir e Amélia com o semblante fechado, ao contrário dos Monreool, que pareciam muito contentes e felizes, dona Ana estava com os olhos lagrimejando.
_ Você está muito bonita. Disse quando Louise ficou ao seu lado no altar.
_ Obrigada! Falou secamente sem o olhar!
Phyllype achou o comportamento de Louise um tanto quanto ríspida, contudo concluiu se tratar de nervosismo, por estar naquela situação.
_ Pode beijar a noiva! Exclamou o padre depois de longos conselhos sobre casamento._ Pode beija a noiva! Repetiu
Louise se assustou com as palavras do padre, sabia que essa hora chegaria, mas o ódio a fez esquecer de tal detalhe, ficaram por alguns segundos sem reação, Phyllype a olhou e sorriu fracamente, tentando disfarçar o nervosismo, segurou o rosto de Louise e estava a ponto de beijar-lhe a testa, quando ela levantou a cabeça e deu-lhe um beijo nos lábios, deixando-o atordoado e surpreso, os convidados que não sabia da real motivo do casamento estava a comemorar a ação de Louise, que por sua vez estava neutra, sem esboçar nenhuma reação.
Almoçaram no jardim enfeitado para a festividade, sorriam e agradeciam as felicitações de alguns convidados, Louise já estava com as bochechas doendo, nunca havia segurado o sorriso por tanto tempo, já que não ficava muito em eventos.
_ Parabéns amiga, espero que tenha muita paciência para suportar este ser! Falou Nádia sorrindo animadamente. _ Tente não matá-lo! Falou no ouvido da amiga, enquanto a abraçava.
_ Deus a ouça, Sou muito bonito para morrer!
_ Não irei prometer nada! Falou Louise seria, deixando Nádia desconfiada.
_ Minha querida nora, estou muito contente, finamente meu filho encontrou alguém respeitável. Proferiu dona Ana os abraçando ao mesmo tempo. _ Espero que sejam muito felizes e que logo me encham de netinhos.
_ Ana! Ira deixá-los envergonhados! Falou Emanuel em tom de repreensão.
_ Não falei nada demais, querido! Vamos cumprimentar alguns parentes, juízo vocês dois ou não!
Louise não pode evitar de se enrubescer, abaixou a cabeça tentando disfarça o constrangimento, quando ouviu passos se aproximando novamente.
_ Por esse milagre eu não esperava, meu querido sobrinho casando ah sim... muito novo, mas espero que seja muito feliz. Disse Berenice sorrindo enquanto analisava Louise dos pés à cabeça. _ Infelizmente Elena não pode comparecer estava indisposta.
_ Ah sim, compreendo minha tia! Obrigada, espero que aproveite a festa.
Louise a olhou fixamente.
_Sim, aproveite a festa ti-a Berenice e sinto muito pela ausência de Elena, posso imaginar o motivo de tal indisposição, mas o Phyllype está grato por pelo menos a senhora ter comparecido, já eu... bem... não posso dizer o mesmo, ah notei que não tira os olhos do meu vestido, posso indicar quem o fez!
Phyllype ficou sem palavras ao ouviu Louise, não sabia o que dizer, nem como reagir, sua tia ficou perplexa com as palavras carregadas de sarcasmo de Louise, virou as costas e saiu sem se despedir.
_ O que foi isso Louise!
_ Apenas a verdade, não pense que irei suportar esses insultos!
Phyllype abriu a boca para responder quando um casal se aproximou os felicitando, logo atrás estava Katherine e sua avó, com um semblante não muito contente.
_ Parabéns, espero que sejam felizes!
_ Obrigada!
Dona Margo olhou para a neta esperando que ela felicitasse o casal, o que não aconteceu, Katherine com os olhos marejados d'água avançou contra Louise tirando o pequeno arranjo de flores de sua mão.
_ Estas maluca, solte-me.
_ Sua ladra, ele era meu, desejo que sejam muito infelizes, muito infelizes... Disse Katherine aos prantos enquanto se retirava.
_ Desculpe me, pelo comportamento de minha neta.
Louise passou a mão nos cabelos tentando arrumar alguns fios soltos, olhou para Phyllype.
_ Devo me preparar para a próxima? Ou já podemos sair daqui?
_ Desculpe-me, por isso!
Louise não o respondeu apenas bufou, demonstrando sua irritação.
_ Vou pedir que tragam a carruagem, para irmos...
_ Já estão de partida, que lastima! Falou Amélia se aproximando._ Não sabem como gostaria de comemorar a vossa partida, infelizmente há muitas pessoas presentes.
_ Com licença. Disse Phyllype sério, se afastando.
_ Pela primeira vez partilhamos do mesmo sentimento querida mãe!
_ Não irá dar um abraço de despedida em sua mãe, querida!
_ Não se atreva a tocar-me!
Amélia sorriu levantando a cabeça.
_ Alguém decidiu colocar as garrinhas de fora, já estava na hora.
_ Pois não se aproxime de mim, se possível nunca mais, ou irei esquecer que temos o mesmo sangue e terei que usá-las.
A tensão entre elas estava de tamanha intensidade que não notaram a aproximação do duque e de Phyllype.
_ Querida, meus parabéns você estava linda, espero que possa encontrar a felicidade nessa nova vida. Disse Walter a abraçando a filha. _ Tente ser feliz, deixe-se levar por seus sentimentos, não se prive de aproveitar a vida por pessoas.
_ Oh papai, irei sentir muita saudade do senhor, prometo vir todos os dias lhe visitar.
_ Não querida, aproveite seus primeiros dias de casada e não se preocupe, eu irei visitá-la e você rapaz, cuide da minha menina ou ira ter que lidar comigo.
_ Irei cuidar senhor Walter.
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Fadada ao Amor
RomanceSéculo XIX Em uma época, onde o único destino das mulheres era o casamento arranjado, Louise Ockerman sonhava com um futuro diferente, daquele que haviam traçado para ela. Lutar contra o casamento será uma tormenta que ela tentará fugir, mas no cami...
