Capítulo 2

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Oito anos depois

Louise estava penteando seus cabelos ainda mais longos e ruivos do que quando criança, olhou para o vestido azul cintilante, com uma saia extravagante, repleto de renda, revirou os olhos ao notar o exagero do vestido e principalmente do decote, escolhido a dedo por sua mãe, com o intuito de chamar atenção dos homens no casamento de Samantha, filha dos vizinhos do Duque Walter. Que havia ficado muito contente com o convite para a festa, mais contente ainda estava a Duquesa, pois um evento, seria um ótimo lugar para conseguir pretendentes para as filhas, já que a família dos Monreool, era grande e vinham de todas as partes do Brasil e alguns do exterior.

Samantha Monreool era a filha mais velha de Ana e do Senhor Emanuel, além de Samantha eles tinham um filho homem, Phyllype Monreool, o mais novo e muito mulherengo, morava no exterior para estudar. Louise desprezava suas atitudes de cafajeste e conquistador. Alguns anos atrás, antes de se mudar para o exterior, vivia cortejando suas irmãs, Ockerman sempre fazia expressão de brava quando isso acontecia e ele a apelidou de selvagem e muitos outros antônimos de bons modos.

A cerimônia foi realizada na fazenda dos pais da noiva, simples, porém repleta de detalhes, o que deixou a festa ainda mais delicada. Quando a família do Duque chegou na fazenda do amigo, fez questão de felicitar a família dos noivos, a Duquesa observou o local e sorriu ao notar a quantidade de pessoas e principalmente rapazes, o que fez Luíza e Lívia se entre olhar e dar pulinhos de felicidade, enquanto Louise estava de braços cruzados, para tentar esconder seus seios avantajados quase expostos, deixou a mãe e as irmãs de lado e foi a procura de um lugar bem escondido, para se sentar, tarefa nada fácil com aquele vestido, pensava ela. Caminhou entre os convidados de cabeça baixa tentando não chamar atenção o que era impossível, pela cor chamativa de seus cabelos e aquele vestido volumoso e sufocante, que a impedia de andar mais depressa.

_ Aaahg, ela tinha que me obrigar a vestir esse monte de panos ridículo e apertados, pareço um bolo enfeitado. Bufou Louise ao tentar se sentar em uma das mesas ao fundo do evento.  

Tirou os sapatos que deixavam seus pés vermelhos e doloridos e ficou observando a movimentação, suas irmãs desfilando entre os rapazes e sorrindo, sua mãe esbarrando de proposito em alguns aglomerados de pessoas, para notar se havia algum rapaz solteiro, seu pai a conversar com o senhor Emanuel, o noivo Henrique aparentemente nervoso no final de um longo tapete vermelho, mais ao fundo, Phyllype com um sorriso galanteador, o que fez Louise revirar os olhos, mas percebeu que seu sorriso mudou de forma e ficou com cara de tolo e surpreso, olhando em uma direção, e lá estava o motivo do sorriso bobo, Victoria Russell estava ao lado de sua melhor amiga Nádia Nevelli, eram amigas desde pequenas. Louise as conhecia, mas nunca foi próxima a elas, na verdade não tinha amigas, além de suas irmãs.

Louise ficou observando aquela cena deprimente, em que Phyllype praticamente babava em Russell e riu ao notar que o cafajeste se desequilibrou, ao tropeçar em alguém, por não olhar para nada, além da moça a sua frente, que não parava de sorrir com sua amiga e que nem ao menos notou a presença dele, riu ainda mais ao perceber a expressão de decepção no rosto do rapaz, por não ser notado como de costume, riu alto e só então percebeu que algumas pessoas a olhavam indiferentes, olhou para baixo e sentiu suas bochechas corarem de vergonha.

_. Olha só quem saiu do mato. Disse Phyllype já próximo de Louise, que se assustou com a aproximação. _ parece que enfim transformou-se em uma moça apresentável Ockerman.

_. Algumas pessoas mudam, já outras só pioram, senhor Monreool. Falou o encarando com desdém

_. Agora sabe conversar em vez de rosnar, isso é um grande avanço, minha cara selvagem. Zombou Phyllype arqueando as sobrancelhas e sorrindo, por ter conseguido provoca-la.

_ E você pelo jeito já escolheu sua próxima vítima.

_ vítima? Tentou parecer surpreso, mas falhou ao sorrir maliciosamente_ prefiro titular de sortuda.

Louise arqueou a sobrancelha direita e deu um pequeno sorriso antes de responde-lo.

_. Pelo que sei, aquela é uma das moças mais respeitadas da região, com diversos pretendentes e dizem por aí, que cada um mais belo e rico que o outro. Falou Louise sorrindo. _ não estas sonhando alto demais Monreool, você não chega nem perto dos rapazes que ela já rejeitou. Riu ainda mais, notando a expressão de raiva que surgia no rosto do rapaz.

_ quanto mais difícil melhor, minha cara selvagem, é assim mesmo que gosto. Falou Phyllype com um sorriso de caçador. _. Menos você é claro, digamos que não faz o meu estilo.

_ Nossa que decepção acho que até perdi meu apetite!

_. Parece-me que alguém tem um pouco de senso de humor ou posso dizer sarcasmo. Me parece que tem um rapaz logo ali, que obviamente tem um gosto peculiar, pois não desvia os olhos da senhorita. Disse se abaixando para falar próximo ao ouvido de Louise, o que a fez estremecer, e um calafrio percorrer por sua espinha, por medo de sua mãe ficar sabendo ou pela voz e o toque de Phyllype contra sua pele, ela não sabia ao certo, mas preferiu pensar na primeira opção. 

Fadada ao AmorHistórias para pegar e não largar. Descubra agora