Epílogo

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Me olhei no espelho e suspirei aliviada, quando gostei do que vi. Faz exatamente quinze dias que desenhei esse vestido. Oito dias que experimentei pela primeira vez e agora estava com ele neste grande dia. Eu vestia um lindo vestido branco, colado ao meu corpo com alças grossas e um decote entre meus seios, meu cabelo estava todo preso em um coque bagunçado de lado e amarrado por uma flor branca. Peguei meu buquê formado por lírios e estendi minha mão para meu pai que me esperava ansiosíssimo na porta do quarto.

O rosto senil do meu pai se suavizou ao me ver, e seu lábio inferior tremeu, mas logo se formou em um sorriso:

- Você está linda, querida. - Ele beijou minha testa.

- Gostou, pai?

- Sim, amei. Como não ficar lindo em você? - Ele beijou minha testa - Eu te amo e estou muito feliz por você.

- Obrigada pai, também te amo.

Lívia e Beth pararam na minha frente.

- Mãe, você está linda...

- Uau Tia Clara ... - As duas falaram no mesmo instante. Ambas vestiam um vestido rosa claro para entrar como minhas damas de honra. Percebi o quanto as duas estavam animadas e emocionadas. Sorrimos juntos. Abracei cada uma e as beijei. Respirei fundo mais uma vez e segurei o braço do meu pai.

- Pronta? - Ele me pergunta.

- Pronta!

E chegou a hora de entrar. As duas entraram primeiro e em seguida dei o primeiro passo ao lado do meu pai, eu estava nervosa e ele alisava a minha mão carinhosamente, me olhou com carinho e sorriu, como se quisesse dizer que agora estava tudo bem, sim e estava. Entrei ao som de um piano e de um Cello, a dupla tocava a música de Christina Perri, A Thousand Years porque assim que eu a ouvi senti que a música falava tudo, e era o que realmente eu sentia e sempre que eu a ouvia sentia paz. Mas agora que ela estava sendo tocada percebo que mesmo sendo minha música preferida no momento, não conseguiu me acalmar naquela hora, estava nervosa, ansiosa, e tímida demais para mais uma vez ser o centro das atenções.

Baixei minha cabeça, respirei fundo e levantei.

A igreja estava linda repleta de flores brancas e velas tudo organizado por Genny, ela gostou tanto da ideia de organizar o meu casamento que pensou na possibilidade de trabalhar nessa área, e eu claro, a encorajei por isso. Não porque achava que ela precisava trabalhar, mas pelo fato dela estar empolgada em fazer algo que havia descoberto que gostava de fazer.

Entrando vejo a primeira pessoa a minha direita.

A primeira pessoa que vi entre os bancos foi Carla e seu esposo, eles tinham se casado a uns meses atrás. Sorri para eles e eles devolveram o sorriso. Em seguida Perla, e a primeira lágrima rolou em meu rosto, meu anjo da guarda, para mim ela sempre seria meu anjo da guarda, trocamos nossos sorrisos. Dei um passo e vi D. Ana e Sr. Simão e pareciam felizes, isso dava para sentir, sabemos que uma mãe quando perde um filho ficará eternamente vazia, mas D. Ana foi forte, chora até hoje mas entende que o fim da vida de Jonathan foi ele mesmo que escolheu e hoje sempre que podiam estavam com Lívia para acalmar os vossos corações. Eles não só agora estão mais próximos da vida de Lívia, como adotou no coração Beth e meu filho. As crianças os amavam. Um passo mais à frente, vi David e Priscila com seus três filhos, Jennifer era linda e estava no colo do pai.

Mais um passo e vi Joana e Seu Martin e ele sorria divinamente, sua felicidade estava estampada em seu rosto e eu curvei minha cabeça sorrindo para ele. E com o movimento da boca, ele mais uma vez falou obrigado e fechei os olhos sorrindo e voltei o olhar para ele. Eu que agradeço por tudo. Mais um passo e vi minha mãe, meu tudo. Minha mãe sempre foi muito sábia quando se tratava da nossa criação e sempre a admirei, tínhamos uma ligação muito forte, falávamos muitas vezes através de gesto, abraços, apertos de mãos e até mesmo por olhares, ela era linda e as vezes tímida que nem eu, mas quando se tratava de suas filhas ela era uma tigresa em pessoa. Sorrimos juntas e mais uma vez falávamos tudo ali, mais lágrima escorregou no meu rosto.

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