Capítulo 30- Luxúria morena

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Olá pessoal. Espero que gostem deste capítulo de broken hearts, me deixem seus comentários e seus votos. Vou corrigir depois. Beijos e obrigada por tudo.


ANNE

A luz àquela hora estava incrível, e da sacada do apartamento de Gilbert, a ruivinha de dedicava à sua mais recente obra de arte.
Olhando para a figura do homem a quem pintava com tanta paixão em seu quadro, Anne tentava escolher um nome apropriado para ele, sem se decidir de pronto o que seria mais original ou interessante, pois dava a essa tarefa a mesma importância que dava a pintura em si, pois um título que fosse forte o bastante para chamar a atenção do apreciador da arte era o primeiro passo para o sucesso do trabalho do pintor. Isso Anne aprendera com Cole, e levaria esse ensinamento para o resto da vida

Embora, como prometido a Gilbert, o quadro que estava pintando dele não seria mostrado ao público, e faria parte apenas da coleção pessoal de Anne, ela queria mesmo assim encontrar um tema para nomeá-lo. Colocar o nome do modelo não lhe agradava, assim como ela pensava que também não agradaria a Gilbert, pois comprometia e muito sua imagem como médico em um nu artístico que apesar de não ser algo explícito ou revelador demais, ainda dava ao quadro um certo ar erótico, portanto, Anne não queria ferir de forma nenhuma a integridade de seu namorado que de tão bom grado aceitara seu pedido de posar daquela maneira para ela.

Anne deu uma boa olhada em sua aquarela de tintas tentando decidir qual combinaria melhor com o contraste que queria dar à fisionomia de Gilbert, e ao escolher a cor ideal, ela começou a trabalhar no quadro vigorosamente, colocando todo o seu esforço em cada traço, pois assim como o outro quadro que pintara dele, ela queria a perfeição total, e sorriu assim que conseguiu chegar aonde queria. Ela passou a mão pela testa suada, e logo imaginou o que Gilbert pensaria ao ver o trabalho dela pronto. Ainda levaria alguns dias para que pudesse finalizá-lo da maneira como queria, mas, Anne já conseguia ver seu namorado retratado fielmente naquela obra. O olhar castanho brilhando intensamente, e aquela expressão sensual que conseguira captar no instante em que ele olhara para ela dava aquele quadro uma personalidade incrivelmente forte. Gilbert estava ali em todas as suas nuances, contrastes e beleza.

Ela fez uma pausa de dois minutos para observar a vista dali da sacada que era incrivelmente linda. De onde estava dava para ver montanhas ao longe, árvores por todas as partes, e um céu azul que lhe dava a sensação de poder tocá-lo se desse um impulso com seu próprio corpo. Era impossível não se inspirar com tanta beleza sendo-lhe revelada ao mesmo tempo, e ainda mais ela que era uma amante confessa da natureza onde sempre buscava ideias novas que pudessem ajudá-la a criar sua arte de maneira autêntica. Gilbert tinha lhe dito que ali seria o lugar perfeito para que ela pudesse trabalhar com tranquilidade, e depois de quase uma semana vivendo aquele apartamento, ela podia afirmar com certeza que ele estava certo.

Ao pensar no namorado, Anne sorriu. Ela nunca pensara que teria tanto prazer morando com outra pessoa na mesma casa. Ele era o parceiro perfeito em tudo, e era simplesmente adorável a maneira como ele cuidava dela. Gilbert às vezes até exagerava nisso, tentando agradá-la, mas, Anne não se importava, pois simplesmente adorava ser mimada pelo namorado, no que ela tentava retribuir na mesma intensidade.

Ela vinha pensando na proposta dele para qual ainda não tinha dado uma resposta, e cada vez tinha mais certeza de que deveria aceitá-la, pois desde o primeiro dia em que Gilbert a trouxera para ficar ali com ele, depois do ocorrido com Daniel, ele fizera de tudo para que ela se sentisse em casa, e ela acabara se apaixonando mais ainda por ele. Como era possível amar alguém tão completamente como ela descobria todos os dias que amava Gilbert talvez ela nunca soubesse, mas, pela primeira vez, desde que acordara daquele pesadelo chamado Roy Gardner, ela sentia que podia se orgulhar de quem era, de suas conquistas, e até mesmo dos tombos que levara, porque isso a ajudara a enxergar o que queria e o que não desejava para si mesma, e Gilbert tivera um papel muito importante nesse processo, primeiro como seu médico, e agora como o homem que a fazia se sentir amada a cada segundo do seu dia. Ele abrira as portas de sua alma a tanto tempo emperradas por suas decepções pessoais, lhe apontara os caminhos pelos quais ela poderia seguir, lhe dera o poder de escolha, e a fizera entender que era livre para fazer o que quisesse e que não dependia da aprovação de ninguém, e assim, ela se libertara das correntes do medo, para ir aos poucos alcançando voos cada vez mais altos.

Broken Hearts-  Anne with an eHistórias para pegar e não largar. Descubra agora