Cadmus - Parte 2

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Bom pessoas, meu tio faleceu a menos de um mês atrás com covid e minha mãe acabou falecendo dia 10 pelo mesmo motivo. Está super difícil mas eu irei continuar com as minhas fics, espero que entendam caso eu demore a postar o próximo e pelo amor de deus tomem cuidado porque esse vírus não é brincadeira.

(...)

 Flashback on - nova realidade, anos atrás 

Lena não se lembrava de quando havia sido a última vez em que havia tido permissão para sair daquela cela - a não ser para ir ao banheiro - ou a última vez em que havia visto Linda pela última vez. Ela já estava começando a perder a noção de tempo presa naquele lugar, mas se suas contas estiverem corretas hoje faria mais ou menos trinta e sete dias que não encontrava com a kryptoniana, desde o dia em que usaram kryptonita nela e Lena estaria mentindo se dissesse que não estava nem um pouco preocupada com a mais nova e não poder fazer nada só estava a deixando a cada dia mais aflita. 

A cada dia que passava naquele lugar sentia que não só estava perdendo as esperanças de que alguém a encontrasse como também estava se perdendo, pouco a pouco, mas tão rapidamente que ela não era capaz de parar o processo ou nem retarda-lo. Na verdade, agora a pergunta que se passava por sua mente era quanto tempo restava para que ela se perdesse por completo? Não estava aguentando mais, era fraca o suficiente para admitir isso a si mesma, porém, forte o suficiente para não demonstrar para ninguém. 

Se recusava a dar esse prazer para Dimitri Petrov ou para qualquer integrante da Cadmus.  

A CEO passou tanto tempo desejando saber como Linda estava que, talvez por isso, não teve tempo de se preparar apropriadamente para o que estava por vir na primeira visita de Linda desde o ocorrido com a kryptonita. Seu uniforme se assemelhava ao de Kara, ele era cinza com detalhes em uma cor vinho, ou talvez fosse vermelho, Lena não saberia dizer ao certo. O símbolo  em seu peito estava em russo; seus olhos não continham mais a mesma inocência antes,agora, eles estavam assustadoramente vazios.  A morena sentiu seu sangue gelar ao notar as mãos dela sujas de sangue, havia uma mancha de sangue em sua bochecha também e Lena não sabia se deveria ficar aliviada pelo sangue parecer não ser dela ou se ficava nervosa pelo fato supracitado. Era difícil saber. 

A kryptoniana parou em frente a sua cela com a postura de um perfeito soldado. O rosto inexpressivo, as mãos posicionadas atrás das costas e o olhar fixo em Lena que sentiu um arrepio percorrer por seu corpo a alertando do perigo. A mais velha engoliu em seco diversas vezes e hesitou mais vezes do que pudesse contar antes de se levantar de sua cama. 

Contudo, antes que algo pudesse sair de sua boca, mais uma pessoa adentrou o lugar e, desta vez, Lena revirou seus olhos. 

-O que fez com ela? - Lena questionou e foi inevitável não se lembrar da última vez em que os dois conversaram, foi quase como uma espécie estranha de déjà vu. 

- A tornei a arma que ela estava predestinada a ser -  Dimitri disse com desdém - Algo que você não conseguiu fazer 

Lena fitou a kryptoniana que continuava silenciosa em seu lugar, sem demonstrar nenhuma reação à conversa de Lena e Dimitri, mesmo que fosse sobre ela. 

-Isso… é impossível - Lena murmurou sentindo a sua garganta secar - Linda nunca machucaria ninguém 

- Meu nome é Red Daughter - A loira se pronunciou pela primeira vez desde que chegara no lugar 

Lena não tinha se dado conta o quanto havia sentido falta daquele sotaque até escutá-lo novamente. 

-Eu vou provar para você -  Dimitri disse revirando os olhos em puro tédio -  Eu mesmo faço questão disso, já que você é dessas pessoas que só acredita vendo. 

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