Cap. XLIII - Momentos que duram pouco

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Sarah Kinsella e Draco Malfoy tiveram um salto no seu relacionamento. Os jovens recém-casados experimentavam uma sintonia nunca vista antes. Draco e Sarah nutriam, cada vez mais, do amor compartilhado por eles. 

Draco finalmente compreendera porque seus relacionamentos anteriores nunca deram certo: ninguém fora capaz de aceitá-lo e amá-lo como Sarah. Cada dia mais, ele tinha a certeza de que Sarah não encontrou por acaso a Sala Precisa. 

Draco, na época, já precisava de Sarah. Ela tornara sua Missão muito mais tolerável. 

Porém, o clima aconchegante e amoroso de Draco e Sarah durava pouco. Infelizmente, Voldemort estava avançando com a Guerra Bruxa. A Mansão Malfoy havia se tornado o lugar ideal para esconder prisioneiros torturados pelo Lord das Trevas. E por mais que Sarah e Draco tentassem ser otimistas sobre a situação... O medo era constante. 

Voldemort estava obcecado pelo poder que lhe fora dado. Todos precisavam cumprir suas missões... Ou eram mortos. Draco se questionava qual seria sua próxima tarefa e temia que Sarah fosse escolhida para uma. 

Então, Sarah e Draco oscilavam em esperar pelo melhor e se preparar para o pior. 

Algumas semanas passaram desde o casamento e nem Narcisa e nem Lucius suspeitaram do ocorrido. Draco guardou a certidão de casamento no seu cofre e orientou Sarah como acessá-lo... Caso algo acontecesse com ele. 

O cenário dos Comensais parecia mudar a cada dia. Harry fora extraído com êxito em uma data diferente da estipulada por Severo Snape na última reunião. O jovem Potter estava desaparecido... O que deixava Voldemort ainda mais irritado. 

Sarah sabia que era uma questão de tempo até Harry ser capturado novamente. Voldemort conseguira conexões em todos os lugares: desde o Ministério da Magia até o grupo de sequestradores criado por ele. 

O circo estava se fechando e nem Sarah ou Draco sabiam qual seria o desfecho do espetáculo. 

-Tudo bem. Você venceu. 

Sarah disse em um tom divertido ao empurrar sua última peça do tabuleiro de xadrez. Draco tombou a cabeça e esboçou um sorriso animado. A rotina dos jovens estava resumida à jogar xadrez, explorar a propriedade Malfoy, praticar feitiços, ler livros e ficarem juntos. 

Inevitavelmente, Sarah e Draco não se formariam no mesmo ano que seus colegas. E talvez tivessem que cumprir o último ano letivo em outra academia... Já que estavam banidos de Hogwarts desde a morte de Dumbledore. 

-Sabe o que isso me lembra? 

Draco perguntou. O jovem se levantou da cama e caminhou até sua prateleira de livros. Sarah franziu a testa e cerrou os olhos em dúvida. 

-O que isso te lembra? 

-Que precisamos definir... Isso. 

Draco puxou um livro de capa preta e o jogou na cama. Sarah admirou a esperteza de Draco em transformar o fundo do livro em uma caixa. Folhetos e propagandas de casas caíram do recipiente improvisado. 

Sarah colocou as mãos na cabeça, mas sorriu. Draco havia proposto que os dois começassem a procurar por uma casa... Para se mudarem. As datas eram incertas, assim como muitas coisas, mas o jovem queria traçar um plano. 

-Vou facilitar para você, querida. Com o sem piscina? Com um andar ou dois? 

Draco narrou as opções a medida que brincava com os folhetos em suas mãos. Sarah ergueu seu olhar para avaliar as sugestões: 

O Acordo e o Segredo de Draco MalfoyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora