Nota da autora 1) Sugestão de música: Experience - Ludovico Einaudi.
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Sarah Kinsella e Draco Malfoy tiveram um sono inquieto. A ideia de ser descoberta assustava Sarah. A jovem não estava arrependida da sua escolha de salvar Harry Potter e Ronald Weasley, porém, tinha um péssimo pressentimento de que Rabicho podia se lembrar do ocorrido a qualquer momento. E se isso acontecesse, Sarah seria acusada de traição.
Sarah não conseguia parar de pensar no dia anterior. Ela havia agido com o seu coração, mas colocara a sua vida e a de Draco em risco. Do outro lado da cama, Draco Malfoy sentia o mesmo. Ele não contou para Sarah porque não quis reconhecer Harry.
Mas, Sarah já tinha o seu palpite sobre o assunto. Mesmo que Draco não admitisse, Sarah sabia que ele não quisera entregar Harry por piedade. O que Sarah não sabia, era que esse lapso de piedade só brilhara no coração de Draco depois de conhecê-la.
Como se Sarah fosse capaz de iluminar as partes mais sombrias da alma de Draco. Como o amanhecer depois de uma tempestade: silencioso e iluminador.
-Eu preciso me levantar para ver como estão as coisas.
Draco murmurou. O quarto do casal estava calado e escuro, e tanto Sarah quanto Draco se perdiam em seus pensamentos agitados. A guerra bruxa se aproximava e eles sabiam que cedo ou tarde, teriam que tomar uma decisão sobre qual lado lutar.
-Você acha que ele já sabe que Harry fugiu?
Sarah sussurrou para Draco. Mesmo no escuro, Draco podia imaginar o rosto de Sarah se contorcendo em preocupação. Seus lábios rosados se franzindo e uma pequena covinha se formando na sua bochecha pálida.
-Claro que sim. Beatrix correu para contar para ele. Tudo isso... O faz odiar ainda mais a nossa família.
Draco respondeu. Era verdade. Beatrix havia ficado tão furiosa com a fuga de Harry, Ronald e Hermione que aparatou imediatamente para contar à Voldemort. Toda a ira do bruxo estava sendo deslocada para a família Malfoy.
-Eu sinto muito.
Sarah respondeu, embora não sentisse que fizera uma má escolha.
-Está tudo bem. Aliás, estou sem varinha. Aquele maldito do Potter roubou a minha varinha.
Draco resmungou com irritação. Sarah escondeu um riso. Em algum universo, ela havia decidido libertar seu ex-namorado do porão da casa de seu esposo. Coincidências conflituosas, no mínimo.
-Você quer usar a minha varinha?
Sarah perguntou ao esticar seus braços em direção à Draco. Sua mão tateou o lençol emaranhado antes de puxar o corpo do jovem para mais próximo de si.
-Não, Narcisa me deu a dela. Prefiro que você fique com a sua... Não sabemos o que irá acontecer.
Draco pontuou. Sarah massageou os ombros tensos de Draco. Porém, a ansiedade o percorria como um medicamento usado em alta dose. Com um suspiro de derrota, Draco levantou da cama para ir conversar com os seus pais.
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Sarah não poderia estar mais desanimada para tomar café da manhã. Primeiro, pois ela temia que Narcisa e Lucius adivinhassem sua pequena travessura em libertar Harry e seus amigos. E segundo, pois o clima da Mansão Malfoy estava cada dia mais sombrio.
Os prisioneiros de Voldemort gritavam do porão e Rabicho, que era o único encarregado de cuidar dos mesmos, ainda estava agindo estranho. Talvez Ron Weasley tivesse professado o feitiço errado, pois Rabicho não se lembrava de absolutamente nada.
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O Acordo e o Segredo de Draco Malfoy
FanfictionUm segredo por um acordo. Sarah Kinsella acreditou ser a melhor solução para recuperar o amor perdido de Harry Potter. Fingir um namoro com Draco Malfoy pouparia o segredo descoberto por ela. Um segredo que não era simples ou fácil de ser compreendi...
