Cap. XLV - O que você fez

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Nota da autora 1) Sugestão de música: Experience - Ludovico Einaudi.

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Sarah Kinsella e Draco Malfoy tiveram um sono inquieto. A ideia de ser descoberta assustava Sarah. A jovem não estava arrependida da sua escolha de salvar Harry Potter e Ronald Weasley, porém, tinha um péssimo pressentimento de que Rabicho podia se lembrar do ocorrido a qualquer momento. E se isso acontecesse, Sarah seria acusada de traição. 

Sarah não conseguia parar de pensar no dia anterior. Ela havia agido com o seu coração, mas colocara a sua vida e a de Draco em risco. Do outro lado da cama, Draco Malfoy sentia o mesmo. Ele não contou para Sarah porque não quis reconhecer Harry. 

Mas, Sarah já tinha o seu palpite sobre o assunto. Mesmo que Draco não admitisse, Sarah sabia que ele não quisera entregar Harry por piedade. O que Sarah não sabia, era que esse lapso de piedade só brilhara no coração de Draco depois de conhecê-la. 

Como se Sarah fosse capaz de iluminar as partes mais sombrias da alma de Draco. Como o amanhecer depois de uma tempestade: silencioso e iluminador. 

-Eu preciso me levantar para ver como estão as coisas. 

Draco murmurou. O quarto do casal estava calado e escuro, e tanto Sarah quanto Draco se perdiam em seus pensamentos agitados. A guerra bruxa se aproximava e eles sabiam que cedo ou tarde, teriam que tomar uma decisão sobre qual lado lutar. 

-Você acha que ele já sabe que Harry fugiu? 

Sarah sussurrou para Draco. Mesmo no escuro, Draco podia imaginar o rosto de Sarah se contorcendo em preocupação. Seus lábios rosados se franzindo e uma pequena covinha se formando na sua bochecha pálida. 

-Claro que sim. Beatrix correu para contar para ele. Tudo isso... O faz odiar ainda mais a nossa família. 

Draco respondeu. Era verdade. Beatrix havia ficado tão furiosa com a fuga de Harry, Ronald e Hermione que aparatou imediatamente para contar à Voldemort. Toda a ira do bruxo estava sendo deslocada para a família Malfoy. 

-Eu sinto muito. 

Sarah respondeu, embora não sentisse que fizera uma má escolha.

-Está tudo bem. Aliás, estou sem varinha. Aquele maldito do Potter roubou a minha varinha. 

Draco resmungou com irritação. Sarah escondeu um riso. Em algum universo, ela havia decidido libertar seu ex-namorado do porão da casa de seu esposo. Coincidências conflituosas, no mínimo. 

-Você quer usar a minha varinha? 

Sarah perguntou ao esticar seus braços em direção à Draco. Sua mão tateou o lençol emaranhado antes de puxar o corpo do jovem para mais próximo de si. 

-Não, Narcisa me deu a dela. Prefiro que você fique com a sua... Não sabemos o que irá acontecer. 

Draco pontuou. Sarah massageou os ombros tensos de Draco. Porém, a ansiedade o percorria como um medicamento usado em alta dose. Com um suspiro de derrota, Draco levantou da cama para ir conversar com os seus pais. 

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Sarah não poderia estar mais desanimada para tomar café da manhã. Primeiro, pois ela temia que Narcisa e Lucius adivinhassem sua pequena travessura em libertar Harry e seus amigos. E segundo, pois o clima da Mansão Malfoy estava cada dia mais sombrio. 

Os prisioneiros de Voldemort gritavam do porão e Rabicho, que era o único encarregado de cuidar dos mesmos, ainda estava agindo estranho. Talvez Ron Weasley tivesse professado o feitiço errado, pois Rabicho não se lembrava de absolutamente nada. 

O Acordo e o Segredo de Draco MalfoyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora