Entre quatro paredes

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Olívia conseguiu encontrar uma amiga para que Anthony possa dar uns pegas, mas até agora ele tá discutindo com a mãe dele por telefone, afinal ele ficou ontem e ainda vai dormir hoje em casa novamente. Parece até que ele tá fugindo da mãe dele. Não julgo, eu com certeza faria o mesmo.

O desgraçado decidiu isso de forma tão impulsiva que tá usando minhas roupas agora, mas me recusei a emprestar minhas cuecas; eu nem tenho quase. Além disso, eu tenho sorte de estar com ele, pois meu pai deixou eu pegar o carro.

— Mãe, eu não estou matando e nem roubando, então não fica tão... — ele respira fundo e admiro muito que ele consiga manter a calma — Mãe, por favor... amanhã... amanhã eu vou para casa, okay?

Ele finalmente desliga o telefone assim que estaciono, logo saímos do carro.

— Tem certeza que quer ir só amanhã? Posso te levar depois da foda — sorrio, ativo o alarme do carro e vou em direção a porta de Olivia.

— Não! Prefiro levar uma bronca amanhã! — ele passa a mão no cabelo enquanto toco a campainha — Ela acha que vou fazer alguma besteira por estar na sua casa.

Ela não tá tão errada em pensar isso, mas eu não influenciei ele a nada.

— Bem feito pra você! Cara, fala logo pra tua mãe que você não tem mais interesse em música clássica e prefere um rock pesado!

— Que analogia é essa? Às vezes eu não entendo a sua língua!

— Você entendeu sim! Tenha mais atitude e seja claro com ela, ou você vai enlouquecer! — os pais têm essa mania de achar que sabem de tudo. Claro, muitas vezes eles têm razão sobre muitas coisas, mas uma hora eles precisam cair na real e saber que os filhos têm sentimentos próprios e vontades, e cabe a nós falarmos. De preferência sem desrespeitar eles. Olho para a porta quando ela se abre e vejo Olívia — Finalmente, tava fazendo o que aí?

— Um ritual de purificação, mas sua alma obscura vai quebrar todo o feitiço! Entrem!

Sorrio e entro assim que ela dá mais espaço. Eu disse, ela é divertida, por isso gosto dela. Mas chega de enrolação. Ela me chamou aqui por um motivo. Agarro ela pela cintura, a carrego e vou em direção a escada. Sorrio quando ela começa a beijar meu pescoço.

— EI! — Anthony praticamente grita do nada e fui forçado a olhar para ele, na verdade, todos olharam — Ela é magrinha, mas se você torcer o pé eu não vou te carregar pro carro! — ele diz apontando para mim de forma ameaçadora, mas logo se volta para a amiga de Olívia e fala com certa confiança — Oi, eu sou Anthony...

— Bianca, prazer...

Olho para Olívia novamente, sorrio e continuo subindo para chegar ao quarto dela. Eu não tô nem aí pro meu pé agora, só quero satisfazer essa garota e me satisfazer também. Coloco ela no chão só quando chegamos no quarto. Tiro meus tênis enquanto ela fecha a porta, mas quando ela vem para perto começo a tirar sua roupa.

— Esse não é o amigo que você disse que estava bravo com você? — ela pergunta e tira minha camisa.

— É, mas já nos resolvemos! Cala a boquinha, tá? Não quero conversar.

A pego no colo e a levo até a cama. Afundo o rosto no pescoço dela, mordendo e chupando até ouvir aquele suspiro que eu adoro. Desço para os seios. Adoro que eles caibam perfeitamente em minha boca.

Heitor Onde histórias criam vida. Descubra agora