Confronto

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Olívia acabou dormindo depois de tanto choro, ela estava tão desesperada que até Janne ouviu, e olha que ela estava na cozinha

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Olívia acabou dormindo depois de tanto choro, ela estava tão desesperada que até Janne ouviu, e olha que ela estava na cozinha.

Ainda estou tentando absorver tudo isso. Janne, claro, já entendeu o que está acontecendo. Eu nem precisei dizer nada quando ela entrou no quarto; apenas se aproximou e tentou consolar Olívia da melhor forma que pôde.

— Eu liguei pro seu pai! — diz Janne. Não me surpreende. Também não consigo ficar bravo, ele teria que saber de qualquer forma — Eu não falei nada, apenas pedi para ele vir o mais rápido possível!

— Tudo bem, é responsabilidade minha contar! — suspiro e passo a mão no cabelo, olho para o teto e dou uma risada sem graça — Puta que pariu, eu tô muito fodido!

Abaixo a cabeça e agarro meus cabelos, fico encarando o chão por um tempo e depois olho para Janne que está sentada no outro sofá com uma expressão preocupada e ao mesmo tempo com pena, eu acho. A preocupação é nítida, mas tem outra coisa no olhar dela que eu não sei interpretar muito bem.

— Não se preocupe tanto! Eu e seu pai iremos te ajudar, você sabe disso, né?

— Eu sei que vão me apoiar… o problema não é esse. — Suspiro. — O problema é ter um filho agora. Faculdade, Seattle… já era tudo antes mesmo de começar.

— Não necessariamente. Você não pode desistir dos seus estudos. Sempre há um jeito!

— E esse jeito é levar Olívia comigo, fazer faculdade, trabalhar e cuidar dela e de uma criança?

— É uma opção.

Fecho os olhos e apoio a cabeça no encosto do sofá.

Janne parece tranquila, mas eu sei que é só a calmaria antes da tempestade. Na verdade, talvez ela só esteja calma porque sabe que meu pai vai querer me matar quando souber. Bom, na verdade talvez ele só quebre uma perna minha e os pais de Olívia que vão me finalizar quando eu for falar com eles.

Eu poderia simplesmente fingir que nada disso é comigo e não ir atrás dos pais dela. Afinal, eu e Olívia nem temos nada sério. Mas a responsabilidade é minha, e se eu não for por vontade própria, meu pai me arrasta até lá à força.

Heitor Onde histórias criam vida. Descubra agora