Férias de primavera

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Spring Break é um dos períodos em que Fort Lauderdale mais recebe turistas

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Spring Break é um dos períodos em que Fort Lauderdale mais recebe turistas. E, claro, temos duas semanas de folga da escola.

Normalmente, eu estaria pulando de alegria e até estaria planejando algumas coisas, como ir a uma festa, ao cinema com Anthony, dedicar um tempo para conhecer algumas garotas estrangeiras. Mas, infelizmente, não estou em condições de me aventurar por aí.

Meu pai e Janne estão conversando sobre ir à praia. Estão tentando decidir o horário, o lugar, se vamos comer por lá ou voltar pra casa depois. Eu gosto da ideia e ao mesmo tempo não gosto. Seria bom passar um tempo em família, mas ainda assim continuo limitado. Não posso fazer as coisas que quero, pelo menos não do jeito que gostaria.

- Então tá combinado! Amanhã a gente lambuza o Heitor de protetor solar e larga ele na sombra. - meu pai diz, animado.

- Ele pode entrar na água também. Seu filho não está inválido, meu amor! - Janne retruca.

Não seria difícil entrar na água, ficar boiando e relaxando, mas sou do tipo inquieto, então me entediaria rápido. E se tiver gente jogando por lá, eu vou querer participar. Mas não digo nada, não quero desanimar nenhum dos dois.

- Quer chamar seus amigos, filho? - meu pai pergunta, virando o rosto na minha direção.

- Não precisa. - respondo com um meio sorriso. Eu gosto dos meus amigos, mas não é sempre que tenho a chance de sair com meu pai, pelo menos não para lugares divertidos.

- Beleza! Não se preocupa que o papai vai te ajudar a vestir a sunguinha, tá?

- Por favor, não! - digo rindo, imaginando a cena caótica que seria.

Sei que ele tá só brincando, mas é bom deixar claro que minhas cuecas eu ainda faço questão de vestir sozinho. Não é tão difícil colocar roupa, só é chato não poder me apoiar no pé direito. O pior, na real, é a sensação de impotência, essa falta de liberdade que vai minando o humor aos poucos.

- Quer fazer o quê agora, filho?

- Eu quero fazer sexo, mas o senhor não pode me ajuda com isso!

- Posso pagar uma puta pra você! - ele solta, rindo. Janne imediatamente o repreende, dando um tapa leve no braço dele.

- Que coisa mais idiota de se dizer. - em seguida ela deu um beliscão em meu pai, o fazendo se cortorcer. - Para de ficar fazendo proposta indecente pro seu filho, onde já se viu!?

- É brincadeira, amor. Só brincadeira. Ele nem levou a sério.

Dou risada também. Foi inesperado, mas não vou mentir: parte de mim ficou tentada. Não sei nem se uma coisa dessas é permitida. Claro, ele pode contratar uma GP e não dizer que é pro filho menor de idade, mas é melhor não dar confiança. Não é novidade nenhuma que sou sexualmente ativo e se for pra diminuir minha frustração sexual, acho que ele seria capaz de contratar uma.

Heitor Onde histórias criam vida. Descubra agora