Hiding place

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Assim que entraram na casa de Billie, o som das risadas de Finneas e Claudia ecoava de algum lugar, mas a atenção das duas logo foi desviada para Maggie, que estava sentada no sofá, folheando algumas páginas de um caderno. Quando ergueu os olhos e viu Mia entrando pela porta, largou tudo imediatamente e correu para abraçá-la.

— Mia, querida! Que bom te ver de novo! — disse Maggie, envolvendo a ruiva em um abraço caloroso.

Billie, que ainda fechava a porta atrás de si, resmungou, cruzando os braços.

— Ah, legal... Minha mãe gosta mais da vizinha do que de mim.

Mia soltou uma risada, e Maggie apenas revirou os olhos, antes de se aproximar e deixar um beijo carinhoso na testa da filha.

— Pare de drama, querida. Você sabe que meu coração tem espaço para todo mundo.

— Desde que esse "todo mundo" não seja eu — Billie retrucou, piscando para Mia, que segurou o riso.

— Vocês querem alguma coisa? — Maggie perguntou, simpática.

— Na verdade, vou levar a Mia para conhecer onde faço minhas músicas.

— Ótima ideia! Qualquer coisa, me chamem — Maggie assentiu com um sorriso antes de voltar para sua leitura.

Billie pegou a mão de Mia e a puxou animada pelos corredores, até pararem diante de uma porta de madeira escura.

— Bem-vinda ao meu santuário! — Billie anunciou, abrindo a porta com exagero teatral.

Mia entrou e, assim que seus olhos percorreram o ambiente, sentiu um calor no peito. O quarto de Billie era simples, mas carregava a essência dela em cada detalhe. As paredes eram repletas de desenhos feitos à mão — alguns rabiscos abstratos, outros pareciam letras de músicas escritas em momentos de inspiração. No canto, um piano pequeno descansava ao lado de uma mesa cheia de equipamentos de som, fones e folhas espalhadas. A cama era coberta com um edredom confortável e algumas almofadas coloridas.

— Então é aqui que Billie Eilish cria suas obras de arte — Mia disse, caminhando devagar pelo espaço, absorvendo tudo.

Billie se jogou na cama, relaxando entre as almofadas, e soltou uma risada.

— Além de ser o lugar onde eu durmo, é meu porto seguro para fugir de todo mundo.

Mia sorriu e se jogou ao lado dela, sentindo o colchão afundar levemente sob seu peso.

— Está pronta para essa turnê? — perguntou a ruiva, virando o rosto para encará-la.

Billie suspirou e olhou para o teto antes de responder:

— Pra ser sincera? — Ela virou a cabeça e encontrou os olhos de Mia. — Não. Mas nada que um preparo mental não ajude.

O silêncio se instalou entre elas, mas não era desconfortável. Mia fitava o teto, pensando em como sua vida tinha mudado drasticamente em apenas dois meses. Parecia surreal estar ali, deitada no quarto de Billie Eilish, depois de tudo o que aconteceu.

Billie, por outro lado, observava Mia de soslaio. Quando soube que tinha uma nova vizinha, imaginou que seria mais uma pessoa irritante que a importunaria com perguntas sobre sua fama. Mas estava errada. Mia era diferente. Mia era leve.

Mia era um anjo.

•••
Bem curtineo mesmo, fiquem na paz gays

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