cap 10

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Regina Mills
 
Cinco anos atrás
— Por que essa cara? O que houve? A indiferença de Robin  me fere e isso é terrível. Achei que estávamos avançado, mas... sempre há algo no caminho. E eu sempre peço que não seja eu.
— Problemas no trabalho, só isso.  Ele me tranquiliza. Seu olhar ainda é distante e meio vago, mas ele segura em minha mão e a beija.
—Estou ansioso para te ver com mais frequência e ficar mais próximo de você. Quando você vai para Miami?
— Calma, apressadinho! Zelena e eu ainda estamos juntando dinheiro.
— Só quero te ter por perto. Robin  me beija, dentro do carro.
—Você vai amar ser a sua própria chefe. Eu não suporto a minha. A mulher é simplesmente uma deusa, a CEO indestrutível, fecha qualquer contrato, faz o que quer...
— Estou sentindo um ciuminho no seu tom de voz. Brinco. Robin  rapidamente se afasta e apresenta um pouco de seu desprezo no olhar. Parece que toquei em um ponto frágil dele. Que estúpida! Devo
tomar mais cuidado com a minha boca!
— Eu? Com inveja de Emma Farrah? Ele desdenha em um sorriso maquiavélico, ou algo do tipo.
— Ela é só uma bilionária, metida a CEO. Eu jamais teria inveja dela! Mas me escute: um dia eu serei o CEO.  Robin  diz com tanta certeza que me assusta.
Nem que eu precise vender a minha alma para isso e desbancar aquela mulher de merda!
— Por que você não abre a sua própria empresa?
— Ficou louca? Ele ri.
— Eu trabalho para os Farrah! Em Miami! Estou a um passo de ser promovido, só preciso derrubar aquele patricinha de merda! Francamente, Regina. Robin  segura em meu queixo, faz de um jeito meio agressivo, que eu não gosto, mas se corrigi-lo, ele ficará sem me ligar por semanas.
— Isso é coisa de homem. Essa disputa por poder. Uma mulher não entenderia...
Atualmente
— Você é tão idiota! Bato com as mãos no volante e abaixo o rosto. O silêncio ocupa o espaço entre nós, até que eu comece a rir sem parar, feito uma louca. Emma me acompanha, mas leva sua mão até meu queixo com sutileza e o levanta.  Agora ela ri menos, fica me assistindo rir como uma adolescente tresloucada.
— O que foi agora? Tento me mostrar irritada. Mas como?
— Eu gosto quando você sorri. Parece que segurou esses risos a vida toda e agora os solta sem parar...
Umedeço os lábios com calma e a analiso, o cabelo já está seco, mas as roupas... definitivamente...
Ela foi gentil em me ceder o seu terno feito sob medida para que eu não sentisse frio e começou a soprar a minha cabeça quando falei que iria ficar gripada com aquele cabelo molhado. Que figura essa vizinha!
— Apesar dos pesares, Emma Swan, hoje foi um bom dia. Ela faz sinal positivo com os dois polegares, levantando-os ao lado do rosto.
— Mas da próxima... não me jogue na piscina! A repreendo.
— Na cama, talvez? Ou você prefere o bosque? Ela provoca.
— Chega! Preciso detê-la para não cair na gargalhada ou cair de boca no seu... bocão todo vermelho e sedutor, com sorriso delinquente e ar de cafajeste.
— Eu separei isso para o Henry e para você. Espero que ele goste. Apanho duas sacolas no banco detrás e entrego a ela.
— Não precisava.
— É o mínimo que posso fazer por ter você o dia inteiro ao meu lado, não? Muito obrigada, de verdade, por estar lá comigo.
— Disponha. Ela tira o cinto e abre a porta do carro. Emma balança os cabelos e segue para sua mansão, a maioria das luzes já estão desligadas. Espero que Henry esteja bem e que tenha se divertido hoje. Por que eu me diverti muito com o mãe dele de um jeito que não esperava... Emma subiu alguns degraus. De vizinha gostosa e atenciosa para uma mulher prestativa, educada e bastante impulsiva.
Que preciosidade a ter conhecida!
— Amiga, você está molhada!  Zelena anuncia para mim, para a vizinhança e quem sabe para a cidade inteira, pelo tom que usa.
— Isso, acorda todo mundo, sua louca! A repreendo e jogo as sacolas com marmitas para as famintas em cima da mesa e corro para o banheiro para terminar de secar meus cabelos.
— Aonde você pensa que vai? Volta aqui e conta tudo! Encontrou o Robin ? Ele tentou te afogar, não foi? Vamos dar parte na polícia! Zelena vem em meu encalço. Com a marmita aberta na mão, comendo sem parar.
— Não tive o azar de encontrar aquele imbecil hoje. Mas espero vê-lo logo e espero que ele me veja bem acompanhada.
— Ah... então isso tudo foi...
Sim. Digo e ligo o secador. Zelena diz algo que eu não entendo. Depois ela diz mais alto e eu continuo a fitá-la sem compreender. Ela está tentando me dizer algo, mas está de boca cheia e isso não vai dar certo. Desligo o secador e ela termina de engolir e grita:
A vizinha que te deixou molhada assim? Até Belle solta um grito, de lá do quarto e vem correndo.
Gente? A essa hora? Vocês não querem anunciar no rádio não? Pelo menos só escuta quem está com ele ligado, não Miami inteira! Ela nos repreende. Em seguida Belle me olha dos pés à cabeça.
— Amiga, você está molhada, Ela constata.
— Junta essa aqui com o Henry e temos a capitã óbvia e o maior argumentador de Miami.  Volto a ligar o secador de cabelos e só o desligo quando termino meu trabalho.
— Conta! Vamos, bonitona! Acha que é assim? Volta encharcada e pensa que pode fugir da gente? Belle me persegue até a cozinha, Zelena vem depois.
Sopa ou chá? Pergunto em voz alta para mim mesma e olho para o fogão, tentando decidir.
— Vamos, garota! O que houve? O que aconteceu?
— Fui mostrar à noiva meus talentos e eles foram aprovados. Estamos contratadas e vamos receber um dinheirão. Digo sem muita empolgação e procuro alguma sopa industrializada no armário.
— Não quero saber isso! Quero saber porque você está nesse estado!  Belle insiste.
— Porque aquela imbecil. Aponto para fora da janela.
— Me jogou dentro da piscina em frente ao salão de festas, depois se jogou, me apertou contra a parede, me deixou pegando fogo dentro da água e me tascou um beijão! Digo e aproveito para balançar o cabelo de um lado para o outro feito uma maluca.
— Nossa, amiga... Belle suspira.
— E foi tão ruim assim?
Foi ótimo. Abro um sorriso de orelha a orelha.
 

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