Sem correção
Sei que estão ansiosas. Peço desculpas, pelo atraso do capítulo. Espero que gostem.
Cindy despertou sobressaltada, passou a mão por debaixo do travesseiro à procura do relógio. Gemeu em lamento, ele já marcava 5:00 horas da manhã!
Quando, finalmente, a exaustão a venceu já era madrugada e por causa disso ainda estava com o corpo cansado. Saiu devagar do calor da cama para não acordar o filho. O frio era insuportável e tratou logo de vestir a meia calça grossa e uma blusa segunda pele por baixo do uniforme de Oxford, cinza. Como recomendado pela srta Hatcliff, arrumou os cabelos e prendeu a touca com grampos invisíveis, calçando e amarrando em seguida os sapatos brancos. O avental também na cor branca tinha ao seu redor o adorno de uma renda de brocado, assim como a bandana da touca, como se aquilo pudesse deixar a profissão mais glamourosa. Até poderia deixar, se o profissional fosse reconhecido, mas Cindy lamentava que todos os empregados da casa fossem tão mal tratados e explorados pela governanta.
Os ataques seguidos já tinham minado seu psicológico ao ponto de achar que era sim, uma incompetente que não dava conta nem de encerar direito um chão.
Suspirou cansada. Sua única válvula de escape era quando, nos finais de semana, debrucava-se sobre o papel para pôr seus sentimentos em forma de poemas e manuseava os livros, clássicos, deixados pela avó. Amava escrever e por noites, no silêncio delas, se imaginou sentada numa cadeira de uma universidade absorvendo todo o conhecimento da literatura inglesa e mundial.
Olhando-se no espelho, passou as mãos pelo tecido para retirar possíveis dobras e logo após, ajeitou as cobertas sobre o corpinho que dormia sereno sobre o velho colchão. Beijou o filho e saiu silenciosamente para fazer a sua higiene matinal.
O cheiro de café recém passado a encontrou assim que pôs os pés para fora do banheiro do corredor. A pequena sala onde os seguranças ficavam já estava aquecida pelas labaredas que tremulavam queimando as achas de lenha, e Peter, um dos seguranças, deteve-se a um passo de distância para observá-la vestindo o casaco marrom, que havia ficado pendurado num cabide da parede. Cindy virou-se quando ele a cumprimentou.
__ Bom dia, Cindy!
Ela sorriu.
__ Bom dia!
O segurança era um pouco mais velho do que ela tendo cerca de 27 anos, cabelos lisos, loiros, lindos olhos verdes e era, exageradamente, simpático tanto quanto a quantidade de músculos por trás da camisa branca e terno preto. Peter passara a trabalhar na mansão há três anos e desde então, nos horários de intervalos os dois mantinham conversas juntamente com outros serviçais. Peter era um bom amigo, embora não perdesse a chance de ser sedutor até mesmo com ela.
__ Fizemos café. Gostaria de uma xícara antes de enfrentar a General Hatcliff?
__ Se não for incomodar, agradeço a gentileza.
Há muito tempo que na sei o que é receber algo quente das mãos de outra pessoa.
O rapaz pegou o bule de cima do fogão e encheu uma xícara e alcançando-lhe, olhou pela janela.
__ Pois se dependesse de mim...ou de meus colegas...acredite, faríamos café todo dia para você.
Não percebe que por ter um filho solteira não precisa se fechar para o amor?
Ela balançou a cabeça. Peter era um galinha nato. Bastava ter alguém de saias a sua frente que já ia atacando. Os outros seguranças não eram diferentes. Um deles até já havia lhe convidado para sair. Cindy porém, recusou. Quase todas as empregadas solteiras, jovens e bonitas que passaram pela mansão, caíram na lábia, ao menos de um deles e ela não pretendia mais se decepcionar. Seu coração, por mais que lutasse contra, ainda era de Will. Tinha noites que sonhava com a voz dele a lhe chamar.
__ Você sabe que não é bem assim. Seguranças, têm fama de conquistadores e você, jamais irá me convencer de coisa alguma. O foco é criar meu filho, não tenho tempo, ânimo e nem beleza mais para conquistar alguém. Aos 18 anos eu fui linda, hoje restou apenas um monte de ossos, sob esse uniforme cinza.
As confissões do pai de Noah, da sua infância, lhe vinham a mente, cada vez que um homem se aproximava dela.
__ Um filho precisa de bons exemplos e somente eu posso dar-lhe isso. Não sou brinquedo para ficar divertindo homens, tenho que me preservar e preservar o emocional do meu filho.
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Diamante Negro 🔞
RomanceQuando Cindy Collins intentou em servir como voluntária num campo de refugiados na França, antes de iniciar a faculdade, não imaginou que ao final da experiência, seus sonhos iriam ser sufocados pelas garras cruéis do destino. Agora, quatro anos d...
