Declaração

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Sem correção.

Quando voltou a si, estava deitada num dos sofás. Uma sofá macio, confortável, e seu único desejo era continuar deitada. Foi preciso um grande esforço para abrir os olhos e observar todos ao seu redor com cara de preocupação.
A enfermeira do ambulatório da empresa estava  seu lado.
__ Srta Collins, como está se sentindo?
__ Um pouco enjoada...- disse com voz sumida com o rosto transformado em uma máscara pálida, inexpressiva.

__ Bem nesse caso eu recomendo que procure ajuda médica, sua pressão está um pouco alterada.

__ Não, eu estou bem. Foi apenas estresse.

__ Mas é sempre bom investigar a causa. Também digo que a senhora deveria descansar hoje.

De repente uma náusea subiu-lhe à garganta.
__ Acho que vou vomitar.- ela murmurou, e foi rapidamente até o lavabo.
Depois de algum tempo, as ânsias pararam, molhou o rosto e mirou-e no espelho. Apertou os braços de encontro ao corpo, invadida por um sentimento de tristeza.
A mulher pálida e com expressão trágica de alguns meses estava de volta. A felicidade dos dias passados teria sido apenas uma ilusão?Lutou contra as lágrimas, determinada a não ceder à autocomiseração, e começou a se recompor.
Enxugou o rosto, abriu a porta e saiu.
__ Quer que eu avise o Sr. William? - indagou-lhe a secretária.

__ Não será necessário atrapalhar a doce vida dele. - disse irônica.__Vou para casa.
Virando-se para a enfermeira agradeceu a disposição em atendê-la imediatamente.
__ O ambulatório da empresa existe justamente para essas emergências. Não deixe de procurar um médico, está bem?- aconselhou juntando a maleta de primeiro socorros.

Cindy assentiu. Desejava agora ficar sozinha para abandonar-se à sua tristeza.

Foi para casa e
passou o resto da tarde na sala íntima, em frente à lareira com o pequeno cãozinho dormindo aconchegado perto do fogo, zapeando pelos canais de TV. O livro , seu companheiro de todas as horas, estava largado no outro sofá. Não conseguia concentrar-se em nada. Desesperava-se só em pensar em William e Elisabeth juntos.  Entregou-se ao choro até o momento, em que a mansão se encheu de vida novamente com a presença do filho.

Mais tarde, naquele início de noite, os dois estavam fazendo o dever de casa quando uma das empregadas apareceu na sala íntima.

__ Srta Collins, há uma visita na sala principal.

__ Visita? Não estou esperando ninguém.

__ É o sr Jason Lawson.

__ Ah, sim. Mande-o passar, por favor.

__ Como a srta quiser.

Em poucos instantes, a figura do amigo apareceu. Ele estava incrivelmente atraente, vestindo um blazer escuro e uma camiseta branca com calça jeans. __ Cindy - ele começou, depois parou e deu uma olhada rápida em Noah que pintava uma figura. __ Eu… desculpe, ter aparecido sem avisar. É que fiquei sabendo que não passou bem hoje no final da manhã. Poderia ter ligado, mas preferi conferir pessoalmente se não está precisando de ajuda. Foi ao médico?

Ela levantou-se, saindo para cumprimentá-lo com um beijo no rosto.
__ Foi uma bobagem. Uma queda de pressão apenas. Sente-se! Quer beber alguma coisa?

__ Uma dose de conhaque para esquentar o corpo. Apesar de não estar nevando, o vento está congelante lá fora.- disse sentando-se ao lado de Noah.
__ E aí garotão, o que está fazendo?

__ As tarefas da escola. Você conhece o Skip?

__ Sua mãe me disse que ele é muito fofo e nesse momento, se você olhar para baixo, ele está me dando as boas vindas roendo o cadarço do meu tênis.

Diamante Negro 🔞Histórias para pegar e não largar. Descubra agora