Sem correção
Uma semana, e mais outra se passaram rapidamente, e Cindy viu-se mergulhada na rotina da mansão. Hatcliff não cumprira sua promessa e Cindy continuou limpando. Porém, não havia ninguém na casa para que ela pudesse fazer o trabalho de servir as refeições. Um dia após o funeral, Cindy viu William sair com as malas, Elisabeth e a sogra, e rumar para Nova Iorque. Para William, no momento, era conveniente que tudo se mantivesse no mais absoluto segredo. Desde a conversa na edícula que estava evitando encontros com Cindy pela casa. Também precisava pensar em Elisabeth. Descobrir que ele tinha um filho com uma das empregadas, certamente, abalaria ainda mais o frágil emocional dela.
Faltava cerca de duzentos metros para Cindy chegar a sua casa, naquela terça-feira à noitinha, quando a neve começou a cair com mais intensidade.
__ Mamãe eu estou congelando!- Noah queixou-se com o hálito condensado devido ao frio.
__ Só mais um pouquinho e já estaremos em casa, querido. - suspendeu-o no colo.
As mãos e pés do menino certamente estavam duros de frio. Era urgente comprar roupas mais quentes para ele. E foi com alívio que viu o grande portão enferrujado da lateral da antiga casa, de pintura descascada, de uma rua do subúrbio londrino. Empurrou-o com alguma dificuldade devido a neve que se acumulava no caminho que levava aos cômodos alugados nos fundos e que ficavam entre a casa e um muro de cimento bruto.
Antes que cruzasse a porta da sua senhoria, a mulher abriu-a avisando:
__ Srta Collins, tenho uma pessoa que está a sua espera aqui!
__Uma visita?- juntou as sobrancelhas e largou Noah na escadinha de pedra, a qual levava à porta de entrada.
E antes que pudesse indagar algo mais, a figura de William apareceu atrás da mulher.
__ Boa noite!- ele a cumprimentou.
Cindy ficou em silêncio. De imediato, a expressão de seu rosto mudou. Um sentimento de ter que tomar precaução a deixou tensa.
Por que ele estaria ali? Não seria mais fácil conversar com ela na mansão.
__ Sr.Thompson!!- o filho exclamou.
A senhoria deu o lado para ele, que desceu os dois degraus com uma caixa embrulhada num papel colorido.
__ Como vai, Noah? William..., combinamos que me chamaria assim, está lembrado?
Trouxe um presente para você.
Os olhos do garoto brilharam.
__ Um presente?! Uau!
__ Como não tem idade para dirigir uma daquelas máquinas da garagem, eu trouxe uma para você se divertir!
__ Uma daquelas com controle remoto!!...- exclamou, assim que rasgou um lado do papel.
__ Sim, Noah, esse carrinho tem controle e um carregador para as baterias.
__ Obrigado!!
__ Foi um prazer, Noah. Acho que irá se divertir bastante com ele.
__ Oh, se vou!!- ele sorriu com os dedinhos ansiosos passeando pelo acrílico da caixa.
__ Vou conversar com a sua mãe e depois, podemos descobrir juntos algumas manobras. O que acha?
__ O senhor vai brincar comigo?
__ Isso vai depender da autorização da sua mãe.
__ Você vai deixar, né mamãe?
Tentando esconder no tom da voz a irritação por vê-lo querer comprar a atenção do filho com um presente caro, Cindy indagou:
__ Costuma fazer visitas sem avisar, William?
Ele desviou sua atenção então para Cindy.
__ Normalmente não. Mas diante de uma possível recusa sua em me receber, achei ser a melhor opção. Está a espera do seu namorado?
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Diamante Negro 🔞
RomanceQuando Cindy Collins intentou em servir como voluntária num campo de refugiados na França, antes de iniciar a faculdade, não imaginou que ao final da experiência, seus sonhos iriam ser sufocados pelas garras cruéis do destino. Agora, quatro anos d...
