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Xotinha;
3 meses depois.

A situação do morro está tensa, ameaça de invasão e eu tô evacuando as casas, mandando pessoal mais pobre daqui pra Angra, alguns estamos ajudando a mandar pra SP e outros indo pra casas de familiares aqui no rio mesmo, tô ligado que quando tiver invasão iriam vim na intenção de matar quem aparecesse pela frente, e aqui presamos pela vida dos moradores.

Sento na mesa, olhando novamente o mapa da Penha, observando bem todas as entradas e saídas, que teríamos que por vapores, fogueteiros e os olheiros, por sorte já tínhamos comprado armas e munições a mais, e estavam estocadas, assim como bombas e pneus pra fechar as passagens dos becos menores, a invasão é fato que vai ter, só que ela vai se desenvolver da forma que eu quero, não é atoa que eu comando os assaltos, rotas de fuga, eu sou o melhor nisso, e aqui não vai ser diferente.

Ele irão se mover da forma que eu quero e da forma que eu mandar.

Xotinha: CL, K2, PP, TR e JK na entrada B, matagal, já sabem seus lugares, vacilou leva bala na cabeça, não estão aqui de brincadeira. — digo curto e grosso.

— Sim, chefe. — dizem em uníssono.

Xotinha: IP, MB, VL, WS, FD e AJ na entrada C, e o MB vai ficar em cima da torre, escondido, sem papo, vacilou vai direto pra vala.

— Sim, chefe. — Respondem em uníssono também.

Xotinha: B2, L1, CX, N2, DS, TP, LK, QX e WW vão ficar na entrada do morro, e rondando pela entrada A e D.

— Sim, chefe.

Xotinha: O restante pode ficar revezando em cima das casas e nos becos abertos, não vacilem, fiquem atentos, radinho ligado e fuzil na mão. — falo alto. — A Penha é nossa e ninguém toma.

Esfrego as mãos no rosto, vendo eles sairem e coloco o fuzil atravessado as costas e subo pra tia linda, ver como a Cecília está.

Ela realmente é minha irmã, fiz o DNA quando fez um mês que raridade foi tentar falar com a ADA, só ainda não contei para ela....

Tô tentando de toda forma passar energias positivas pra ela, ajudo nas coisas, até comprei uma roupinha de neném, as levo nas consultas do postinho e trago de volta.

Abro a porta vendo elas sentadas que logo levantam.

Xotinha: Cheguei, o que tem pra comer? Mó fome. — tento forçar um sorriso e me sento.

Cecília: Alguma notícia dele? — pergunta, com os olhos marejados. Nego com a cabeça, abaixando ela em seguida.

Linda: Fazem dois meses que ele não da sinal. — se senta ao meu lado.

Cecília levanta correndo e eu a sigo, segurando os cabelos dela, a vendo vomitar sangue, acaricio suas costas.

Xotinha: Relaxa, vai ficar tudo bem, ele está bem po. — falo mais pra mim do que pra ela, a ajudo a se levantar e ela lava a boca.

Cecília: Já perdi as esperanças.

Xotinha: Você não estava indo a igreja? — ela assente, com o rosto meio pálido e bem mais magra que o normal, a barriga estava aparente — Então creia nele, ele vai voltar. — bagunço o cabelo dela. — Linda, ameaça de invasão vou ficar aqui na contenção e qualquer coisa desço com vocês para Claudia, morro está evacuado.

Linda: tudo bem meu filho, vem comer Cecília e alimentar meu neto.

Cecília: Tô sem fome. — funga, começando a chorar.

Xotinha: Você tem que comer pelo bebê, pra ele ficar bem. — ela assente e se levanta pra comer, ela é nova, entendo ser totalmente vulnerável.

Aquele filho da puta botou uma cria na minha irmã, e é bom ele estar vivo pra cuidar deles dois, se não eu mermo revivo ele pra matar de novo.

Me sento a mesa começando a comer com elas, totalmente preocupado pelo Raridade não ter dado nenhum sinal a dois meses... e o pingente não funciona pra sabermos aonde ele esta.

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Quem irá morrer?!
Estamos quase no final gatinhas, espero que gostem. 

Meu Adeus [M]Onde histórias criam vida. Descubra agora