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01:45

Nada do Arthur.

Arthur pegou o carro e saiu por volta das seis horas da tarde, Não entendi o porquê ele saiu e ainda sem me avisar o que era estranho por ser ele, Mas achei que seria rápido, E logo estaria em casa.

Mas pelo contrário, ele não deu sinal de vida e não está aqui, Ainda.

A pior parte é que ele não conhece a cidade, Mas ele consegue ser teimoso o suficiente e não me escutar.

O pessoal já foi cada um para seu quarto dormir porque achou que ele estava no quarto dormindo, como eu havia pensando também, Dormi no sofá da sala assistindo um filme qualquer que passava em um canal aberto quando peguei no sono, Não lembro do horário.

Acordei a pouco minutos e achei que ele estivesse no quarto, pelo horário.
Mas pelo contrário me deparei apenas com a cama vazia e os lençóis bagunçados, Apenas isso, Mais nada.

Mas nada dele.

Estou começando a ficar preocupada para valer Agora, Por que simplesmente não ligar ou deixar alguma mensagem avisando onde está ?

Merda, aonde ele se meteu? E por que saiu tão irritado daquela forma?

Dezeseis vezes foi o total de ligação que fiz, porém todas não atendidas, Eu sei que ele está vendo, Chamava porém ele não me atendia.

Foi quando escutei um barulho estranho e  estremeci de imediato, um arrepio subiu pelo meu corpo, Eu não fazia ideia da onde vinha.

Na cozinha, Um corredor para andar a direita e eu chegava lá, alguém entrou pelas portas do fundo.

Sem pensar, Apenas levantei-me do sofá em desespero e corri para a cozinha, Foi quando me deparei com a cena, Ou melhor, com alguém lá.

Arthur.

Ele estava sentado no chão bebendo uma garrafa de vodka pura.

Ele estava sentado ao chão e em sua mão uma garrafa de vodka pela metade, Logo quando seus olhos capturaram os meus ele apenas torceu o maxilar, Levando a garrafa a sua boca ele tomou um grande gole sem fazer qualquer mínima expressão.

Ao lado do seu corpo dois copos de vidros quebrados pelo chão.

— Merda! onde você estava? - Preocupada perguntei.

Me agachei ficando a sua altura, levei minhas mãos em seu rosto obrigando ele a me olhando, Porém suas mãos foram rápidas em tirar meus dedos da sua bochecha.

- Jade não ferra, sai daqui. - Mais um gole.

Seu cheiro ardia minha narina pelo forte excesso de álcool que ele ingeriu.

Geralmente quando o Arthur surta ou fica mal ele bebe pra tentar esquecer tudo.

Ele bebe ao ponto de ficar muito mal, Odeio esse lado dele e ele sabe.

- Aonde você estava Arthur? - Aumentei meu tom de voz

- E por acaso isso importa pra você?

Ele já estava alterado de mais. Peguei a bebida da sua mão com força e levantei para jogar na pia.

- Porra, por que você fez isso caralho? - Ele tentou levantar porém sem sucesso, seu corpo estava fraco e isso fez com que ele quase caísse novamente.

Segurei ele e prendi ele contra parede.

- Arthur me escuta porra, onde você estava? Onde você se meteu? - perguntei e ele bufou olhando pra baixo.

- Eu fudi com tudo. - Riu baixo, evitando me olhar, Evitando me tocar, e eu já sabia.

- Você é o motivo disso tudo jade, você. - Engoli em seco.

Já imagino o que seja.

O clima entre a gente anda tão estranho.
A gente está estranho.

Os abraços, as olhadas, eu me arrepio inteira ao seu toque, sua postura e entre outra milhões de coisas..

Os abraços com toques demais, mais do que deveria.
Nossos olhares, denunciando trocas de palavras que não podem ser ditas.
O toque que agora queima e arde, De uma maneira que nunca aconteceu antes, Isso não podia.

Continuei quieta esperando ele continuar de falar.

Não conseguiria falar, Nem se eu quisesse.

- Porra.. sei lá que merda tá dando em mim ultimamente, Eu não consigo ver você com outros cara que me dá nojo - Fechou os punhos.

Soltei ele e coloquei o cabelo atrás da orelha.

- Toda vez que eu te vejo eu sinto mil sensações diferentes. Toda vez que você se arruma eu fico te admirando todo estante e pensando como seria se você fosse minha. - Me afastei.

Ele não tava bem. Ele estava bêbado.

Mas quando a gente está bêbado a gente fala tudo o que não tem coragem de falar quando está sóbrio.

- Eu sei que eu fodi com tudo por apenas sentimentos, mas porra você acha que eu já não tentei parar com isso? Já tentei milhões de vezes te tirar da porra da minha cabeça mais nada funciona. Já fiquei com muitas garotas, Mas nada tira você da porra da minha cabeça. - despejou tudo olhando no fundo dos meus olhos e eu engoli seco.

Eu me sinto culpada. Eu tô fazendo mal pra ele.

- Arthur... 
Tentei dizer, Porém fui interrompida;

- Você acha que eu tô feliz com isso? Claro que não, eu tô descobrindo que eu sinto uma porra de atração pela minha melhor amiga de anos e que estou estragando nossa amizade de anos por sentimentos bestas e idiotas. - Veio até mim e eu me afastei mas..

- Você tá bêbado.. provavelmente amanhã você nem vai se lembrar disso.

- É você? - o encarei confusa.

- Você sente algo por mim ou é só eu que tô fodendo nossa amizade.

E claro que eu sinto algo por você. Sinto meu corpo queimar toda vez que você me olha, E estranho pensar que toda vez que te vejo meu corpo se arrepia por apenas estar no mesmo ambiente que você, Isso me deixa confusa, De uma forma que nunca senti ou fiquei antes.

Por que com você?

Que efeito você tem sobre mim, Arthur?

Mas e a nossa amizade? E a nossa amizade de anos?

E se tudo for por água abaixo? Eu não posso e nem quero te perder.

- Não Arthur, eu não sinto nada por você além de amizade. - Evitei olhar pra ele.

Olhei pra ele e seu olhar demostrava frieza mas mesmo assim ele mantia pose de durão.

- Você tá mentindo.

- Que? Claro que não Arthur.

- Jade você acha que eu não te conheço? Sempre que você mente você não olha pra pessoa. - arregalei o olho.

Merda, Quem eu quero enganar? Arthur me conhece, Me conhece como ninguém.

- Eu não tô mentindo Arthur. - Menti sem olhar pra ele

- Então fala isso olhando na minha cara. - Veio até mim.

Ele ficou com o rosto a centímetros do meu, pude sentir sua respiração acelerada batendo contra meu rosto.

Sua mandíbula travada, seu cabelo bagunçado, suas aveias saltadas, sua blusa amassada.

Olhei pra ele que me encarava sem tirar o seus olhos do meu.

- Eu gosto de você como amigo Arthur, respeita a minha decisão. - falei e ele ficou sério e se afastou de mim.

Ele saiu da cozinha e eu soltei a minha respiração que eu nem sabia que tava pendendo.

Senti mil sentimentos e sensações ruins passar pelo meu corpo e senti uma lágrima ameaçar cair do meu rosto mais logo limpei.

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Eita! O que tão achando desses dois?
Só aviso que vai vim coisa pela FRENTEKKKKK🙃

Postando três capítulos hoje!!!! Pq tô bondosa me deixem!

- Maya

Meu Melhor AmigoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora