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-- A MACONHA SUBIU PARA A CABEÇA-- cabelinho cai chorando no chão da casa de Filipe

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-- A MACONHA SUBIU PARA A CABEÇA-- cabelinho cai chorando no chão da casa de Filipe.

-- A CABEÇA DO RET TÁ MADURA -- TZ não conseguia nem respirar de tanto ri.

Eu chorei de ri com eles acabando com a vida do Filipe.

-- vai toma no cu -- ele já tá vermelho de tão puto que estar.

-- ai Deus, eu tô chorando --digo sentada no sofá.

-- cala a boca você também -- paro até de respirar.

-- o Ret, cara, eu sabia que você adora uma maconha, mas não sabia que ela podia mudar a cor do cabelo não -- Cabelinho não tem medo de morre não.

-- olha, suas porras, eu tô gostoso, melhor cabelo verde do que um gibi humano.

-- mas você também é cheio de tatuagens-- digo.

-- o Patrícia fica na tua.

-- grosso -- cruzo os braços.

-- e grande, mas você não quer se abaixar aqui para ver -- Filipe pisca o olho.

-- eu vou para minha casa, porque tenho mais o que fazer do que vocês-- me levanto e deixo eles lá se matando.

Eu tinha tirado o dia de folga, mas Filipe é um folgado e atrapalhou meus planos, mas como Deus é bom, hoje tem bailão e eu vou bem linda rebolar meu bumbum lá. Quando chego em casa Cecilia estava gritando no ouvido de Xamã, ao me ver ela tenta sair dos braços do moreno e se joga para mim.

--oi meu amor-- ela começa a beijar minha bochecha e melecar ela de baba -- que beijo gostoso mãe.

-- gostuzu-- ela diz com sua vozinha de neném.

-- ainda bem que você chegou, ela está com fome.

Ajeito ela em meu colo e vou fazer o leite dela, deixo esfriar um pouco e me sento com ela para dar a mamadeira. Cecilia é uma neném muito doce, supertranquila, não é de chorar muito, mas quando ela quer sair debaixo, ela deixa qualquer um surdo. Lembro que quando ela nasceu, eu ficava atordoada com seus choros, tive uma depressão pós-parto, mas com ajuda de Xamã e tia Amelia eu consegui sair dessa, Xamã acredita que isso se deu mais por conta de tudo que eu sofri com Matué e eu não discordo. 

Quem diria que aquele homem que eu conheci iria virar o monstro que conheço hoje.

Anos atras

Eu tinha aceitado me encontrar com Matuê, ele marcou de nos vermos em um apartamento que ele está aqui no Rio, o lugar não era tão bonito assim, ficava próximo ao morro que Geizon mora, bom que se der alguma merda eu já tenho para onde ir.

-- oi linda-- o moreno abre a porta e vem até mim me dando um beijo na bochecha.

-- oi --digo entrando no lugar.

O espaço é pequeno, sala e cozinha juntas, com duas portas que devem ser o banheiro e o quarto, também não é muito decorado, tem só o básico.

-- quer algo para comer?

-- não, obrigada -- vou até o sofá.

--  desde aquele dia eu não tiro você da cabeça-- ele se senta ao meu lado e com seu dedo ele tira uma mexa do meu cabelo do meu rosto colocando atrás da minha orelha.

-- tenho certeza de que você fala isso para todas.

-- nunca, você tem algo que as outras não tem

-- o que?

-- essa boca gostosa que me dá uma vontade de beijar.

Para ser sincera eu tenho receio de estar aqui, sei o quanto isso é errado, ainda mais ele sendo quem é, mas ele me deixa tão confortável com sua conversar leve e sua risada. Ele não tentou nada comigo, só ficamos conversando e assistindo filme com ele, as horas passou voando e quando eu vi já estava na hora de ir para casa.

-- eu tenho que ir.

-- não vai, fica mais um tempo comigo -- ele diz com uma voz manhosa.

-- eu não posso.

-- isso se chama abandono de incapaz -- ele fez biquinho -- olha como vou ficar sozinho.

-- desculpa, mas preciso ir -- término de pegar minhas coisas.

-- então vem aqui me dá um beijo.

Nessa hora fico parada, não sei o que fazer, mas ele vem chegando perto de mim e eu não o impeço de tocar meu rosto, ele vai chegando mais perto e junta nossos lábios, uma de suas mãos fica em meu rosto e a outra desce para minha bunda, ele aprofunda nosso beijo e eu fico sem saber onde colocar minhas mãos. 

Decido levar minhas mãos até seus dread ele aprofunda ainda mais, colocando sua língua em minha boca.

No dia seguinte após a aula eu voltei lá de novo e acabei dormir, disse para o meu pai que iria dormir na casa de uma amiga, daí para frente todas as vezes que ele estava aqui no Rio eu dormia com ele escondido dos meus pais.

Hoje em dia

O baile está uma uva, eu já tinha bebido várias com a Maria, ainda mais agora que o chato de Ret deu acesso a sua conta no bar, to bebendo só as mais caras. Ele que lute.

-- eu amo o Ret.

-- você gosta é da bebida de graça, vagabunda.

-- claro.

Fui dançar com umas meninas e quando eu vi Mariana já tinha me dado perdido, deve estar comendo alguém pelos os banheiros da vida. Fiquei com aquelas meninas por um tempo, até que um cara muito gostoso veio desenrolar comigo, não sou besta e já fui na dele. Fiquei de costas para ele quando o mesmo beijava meu pescoço.

Ele me virou de frente e já foi atacando meus lábios, ele mordia meus lábios e enfiava sua língua em minha boca, o gosto de maconha misturada com álcool dominava sua boca, suas mãos estão espalhadas pelo meu corpo, enquanto a minha esta grudada em seu cabelo. Ele se afasta de mim e leva seus lábios até meu ouvido esquerdo.

--o chefe vai adorar saber que você ainda beija bem, patroa-- então se afasta de mim.

Fico ali parada no meio daquelas pessoas, minha mente rodada e minhas pernas ficaram fracas, dou um passo para trás quase caindo, mas alguém me segura.

-- você estar bem? -- a voz de Filipe invade minha mente atordoada.

-- ele está me vigiando Filipe.

No Morro Filipe RetHistórias para pegar e não largar. Descubra agora