Ela só queira poder ser feliz, ela só queria acreditar que poderia ser feliz, mesmo quando sua realidade não estava de acordo com seu sonho, para ela nunca foi fácil. Ela só queria conhecer o mundo, mas o mundo não queira conhecer ela, porem ele a d...
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Desde a hora que eu acordei a Patrícia tá enchendo o meu saco sobre essa porra de médico, menina perturbanda da porra, eu já mandei ela ver um médico aqui, eu aceito até a porra de um homem atendendo ela, mas não, ela quer ir para o asfalto.
— quando a Patrícia passar aqui não deixa ela sair — falo para um dos moleques que estavam na barreira.
Vou para a boca e entro na sala das drogas, o andamento aqui está bem rápido, estou com um novos contatos que fizeram pedidos altos, principalmente da maconha, é o que mais sai aqui, acho que vou até fazer uma festa de open bar de maconha, seria louco.
Já na sala entro nos arquivos salvos para olhar as informações que o Caio me mandou, ele consegui descobrir bastante coisa sobre o apoio de Matuê na federal, o cara já tem um histórico grande de canal de rota de drogas, me pergunto como esse cara ainda está na polícia.
Termino de olhar as papeladas e Patrícia mais uma vez enche meu saco, dessa vez pelo rádio, tenho que lembrar de bater no Teto por deixar ela pegar essa merda, sei bem que foi o dele que ela usou, encontro com eles no carro antes deles irem para o asfalto.
— to sentindo que isso vai da merda — Cabelinho aparece atrás de mim.
Esse cara brotou do inferno só pode, em que momento ele chegou aqui ?
— é mãe Diná agora ? — Tz gasta com a cara dele.
— vai se fude — ele sai bolado.
— vocês parecem duas crianças — digo e volto para a boca.
Reunião com os meninos que vende nos asfalto demorou mais do que eu imaginei, o povo acha que meu dinheiro vem fácil, mas não sabe as merdas que eu escuto todo dia, esses playboys pagam de ricos, mas a porra da droga eles não querem pagar.
— da próxima mata, quer usar a porra e não quer pagar desgraça— fico logo irritado.
Meu celular tocou, notificação da Patrícia, aperto o botão do áudio.
— lindo, já estou indo pra casa, passei no mercado antes, mas já tô indo, beijo
— aí lindo — Cabelinho afina a voz.
— eu vou mete bala em você um dia — ameaço ele.
— ai lindo, para — ele finge colocar o "cabelo " atrás da orelha.
— briga demais — falo.
Meu celular começa a toca igual louco, na tela o nome de Teto se destaca.
— fala porra....
— LEVARAM ELA RET — o menino grita do outro lado.
— quem levou o que ?
— eu voltei no mercado e deixei ela no carro, eu não demorei nem 2 minutos e quando voltei ela já tinha sumido, pegaram a Paty, Ret— ele puxa o ar com força do outro lado da linha.
As informações são recebidas aos poucos, tento entender o que ele fala, uma raiva bate em mim, junto a uma culpa.
Como deixei isso acontecer?
Que desgraça
Eu só tinha que manter ela protegida, agora ele tá com ela.
Me levanto da cadeira e jogo tudo da mesa no chão, Cabelinho toma um susto, jogo o celular na parede, pego o notebook e taco na parede ao meu lado, gritos saem da minha garganta, um dor toma meu peito, minha visão está tampada por uma neblina de ódio, até a arma que estava na minha cintura vai parar do outro lado da sala.
— CALMA PORRA — Cabelinho grita.
— CALMA? CALMA ONDE PORRA, LEVARAM A MINHA MULHER DESGRAÇA— jogo mais alguma coisa que eu achei na minha frente.
Sai da sala voando atrás do Xamã, ele estava em uma sala com os contadores, bato a porta com tudo na parede quando entro.
— levaram ela, LEVARAM ELA — meu coração bate rápido no peito, eu devo estava tão vermelho de raiva.
— quem falou isso ?— o índio vem até mim.
— o Teto desceu com ela para o asfalto para fazer uns exames, eles foram ao mercado e parece que o Teto voltou no mercado e deixou ela no carro, quando voltou ela não tava— passo a mão no meu cabelo.
— porra — ele bate na parede — ela tá com o rastreador?
— ta, ela tá com o colar — vamos até o computador dele e acessamos o GPS de Patrícia.
— eles estão se movendo, estão pasando pela orla — vou até o rádio que carregava no canto e aciono o Tz.
— Tz na escuta.
— fala irmão — o mesmo me responde rápido.
— pegaram a Paty no asfalto, preciso dos seus meninos da barreira para ir trás dela — vou logo ao ponto, cada minuto a menos pode ser crucial.
— merda, beleza, vou mandar os crias
— mandas eles ligarem para o Teto, ele ta no asfalto ainda — ele confirma tudo e desliga o rádio — Cabelinho, desce para o asfalto também, vamos mandar a localizado em tempo real para você, preciso de alguém para perseguir o carro— o mesmo confirma com a cabeça e sai correndo.
— eu vou ficar de olho no GPS— Xamã volta para o computador.
— e eu vou atrás da minha filha— saiu e vou até em casa.
Carol está com a Cecília lá em casa, mesmo sabendo que elas estão seguras meu coração ainda doe em saber que deixei a Paty correr esse perigo, de como eu falhei com elas, prometi que nada ia acontecer com elas e olha onde a Patrícia está, que merda.
Mando mais cinco caras subirem para fazerem a segurança da minha casa. Pego Cecília em meu colo e mando a menina fazer uma mochila com comida para elas, vou mandar elas para o cofre, se o Matue tentar invadir aqui elas vão estar protegidas.
— segura aqui — dou a Cecília para menina e abro a passagem que fica debaixo da escada para elas descerem.
O lugar é bem protegido, tem isolamento acústico, mesmo Cecília gritando lá dentro não dá para escuta aqui na sala. Além de que lá também tem um caminho secreto que leva para o mato ao redor do morro, la já tem dois caminos montados que tão no morro do Djonga.
— vocês vão ficar aqui, quando tudo tiver bem eu vou vim buscar vocês, se eu não voltar daqui a três horas você vem por aqui — abro a porta secreta— vai parar no morro de um cria meu, o nome dele é Djonga, só pedi ajuda a ele e dizer que ela é minha filha, ele vai ajudar vocês e manda ele mandar uns para cara, me fiz claro ?