"Tô pagando pra ver sim, tô com a cara exposta sim, e pode doer o quanto for, podem maldizer o quanto for, o sorriso que eu levo hoje apaga todos os outros rastros. Eu aprendi, aos trancos, que ser feliz não dói. Ser feliz não dói! "
— Tati Bernardi.
***
— Responde logo, Enzo! — puta que pariu, estou quase tendo um ataque de nervos e o cara não responde.
— É claro que eu quero, meu amor! — ele me pega e rodopia no ar.
— Ufa! — sorrio aliviada.
— Agora sim posso te chamar de minha. Minha NAMORADA! — rimos.
— Não chamou antes porque não quis — empino o nariz e ele faz careta — Tô brincando! — ri.
Final de Junho chegou, o que significa: FÉRIAS! Na semana passada, nós concluímos o TCC, então estou sem nenhuma preocupação. Agora, estou na casa do Enzo, tentando ajudá-lo arrumar a mala.
— Enzo! — eu grito — Só isso de cuecas?
— Sim, Olhos Azuis. Porque? — ele pergunta.
— Porque? PORQUE? Só tem quatro cuecas aqui. QUATRO! Enzo, alguém te avisou que vamos ficar duas semanas lá? — respiro fundo, já estou ficando irritada. Homens!
— Sim. Nós resolvemos isso anteontem, lembra? — ele fala enquanto guarda duas blusas na mochila.
— Sim, eu lembro perfeitamente! Mas caso você ainda não saiba, eu não vou lavar suas cuecas, entendeu?
— Para quê lavar, linda? Quatro da perfeitamente. — sua tranquilidade me irrita.
— ENZO! Pelo amor de Jesus Cristo! São duas semanas! Quinze dias! Você usa quatro cuecas em quinze dias?
— É... Pensando por esse lado. Então eu preciso levar quinze cuecas? — bufo.
Depois de, finalmente, terminar de arrumar a bendita mala, jantamos com a minha sogra. Sim, agora eu a chamo assim! E ela adora. O cardápio era macarrão ao molho bolonhesa dos deuses. Logo depois do jantar, partimos para a minha casa. Porque pegaríamos estrada logo cedo, então também temos que dormir mais cedo.
No outro dia, comemos rapidinho e pegamos estrada. Fomos no carro da Carol, com o Cassin dirigindo. Nosso destino era a cidade natal de Carol. Não era muito longe, mais ou menos duas horas de viagem. Desde que conheci Carol é de lei irmos para lá nas férias de Julho. Só que esse ano levaríamos mais uma pessoa. O Enzo. E tenho certeza que a Tia Daniela vai adorar conhecê-lo.
Quando Cassin virou na rua da casa de Carol, ao longe já vi, a Tia Daniela sentada em sua cadeira de madeira em frente à casa. Mas o tio sempre vem nos recepcionar, também. Cadê ele? O carro mal parou e a Carol já está fora dele. Abraçando a Tia cheio de saudade, olhei aquela cena sorrindo. Depois de algum tempo, elas se soltaram. A tia veio me abraçar, e eu fui logo perguntando pelo tio.
— Ele foi ao mercado, Bruninha. Esqueceu de comprar os refrigerantes, acredita? Acabou de sair — falou com aquele sotaque do interior que amo.
Pegamos as malas no carro e entramos. Deixei a minha no quarto da Carol e os meninos, no quarto de hóspedes. Fomos para a sala, e só agora lembrei que não apresentei O Enzo formalmente para a tia.
— Tia — chamei-a.
— Oi, Bruninha — ela me olha sorrindo.
— Este é o Enzo, lembra? Que eu te falei na nosso última conversa. — sorri e ela olhou para ele.

VOCÊ ESTÁ LENDO
Tudo Que Ela Quer
Teen FictionEla é mulher com marra de menina. Joga o jogo, leva o jeito e quer sair por cima. E mandou me dizer, pelo brilho do olhar que, a vida que ela leva não vou decifrar tão cedo. Escolhe a dedo as companhias, maldosa, lua no dia, charmosa, corpo perfeito...